1.4.05

Dos Jornais- Árvores

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Texto de Rui Sá, publicado na secção de "Opinião" do Primeiro de Janeiro:
«Nunca imaginei, antes de assumir as funções de Vereador do Ambiente, os amores e os ódios que as árvores despertam nos Portuenses. Mas a verdade é que praticamente não passa nenhuma semana em que, nos meus serviços, não se receba um telefonema, um email ou uma carta para expressar opiniões sobre árvores. Eu próprio já fui abordado várias vezes, directamente na rua, por pessoas que me queriam expressar directamente os seus sentimentos.
(...)
Mas esta constatação não pode impedir outras: durante muitos anos cometeram-se grandes erros (muitos deles apenas puderam ser constatados agora, à luz da realidade e da evolução dos próprios conceitos técnicos e científicos) na plantação de árvores na Cidade. Espécies não adequadas às condições do Porto e ao meio urbano, distâncias muito pequenas entre árvores de alinhamento, caldeiras (espaço de terra envolvente ao tronco) com dimensões desadequadas (muitas delas com o cimento e o alcatrão mesmo junto ao tronco), proximidade às casas (o que obriga a podas sistemáticas causando os desequilíbrios das copas), espécies cujas características de desenvolvimento são desadequadas ao espaço disponível, etc.
(...)
Para analisar estas (e outras referidas no artigo) situações, criámos uma Equipa de Árvores na Divisão de Jardins. Dirigida por uma Engenheira Florestal, com vários jardineiros com formação na área de podas e com os meios técnicos adequados, esta equipa está a intervir (desde Novembro) em cerca de 7 mil árvores da Cidade. Podando-as e abatendo aquelas que estão em grande risco de queda. Passamos, assim, a ter uma intervenção sistematizada em torno do património arbóreo da Cidade. Diminuindo o risco de quedas não causadas pelas intempéries, mas não garantindo que estas nunca mais venham a ocorrer (porque as árvores, tal como nós, também morrem sem ninguém estar à espera...).
Porque quanto mais árvores existirem na Cidade melhor (e as alterações climáticas, com o aquecimento global, vão reforçar ainda mais esta tese) - o que implica plantar mais e melhor e tratar convenientemente das existentes. Logo, devemos fazer um esforço no sentido de as mesmas serem fonte de alegria e não fonte de problemas. Para os Munícipes e... para o Vereador do Ambiente! »

(Ler texto completo )
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2 comentários :

Cajolas disse...

Caro Sr. Vereador, "Mais vale tarde do que nunca".
è com enorme apreço que vejo ser tomada uma atitude urbana sustentada. Realmente a plantação de árvores na floresta é diferente da plantação em meios urbanos, e para decidir isso, existem os Eng.ºs Florestais que só à bem pouco tempo começaram a fazer parte das equipas técnicas da CM's.
Qualquer Eng.º Florestal que ande pelas nossas cidades fora consegue facilmente ver as alarvidades que têm sido cometidas aquando da plantação ou poda das árvores.
Parabés pela iniciativa.

cajolas disse...

Aqui fica o link para o meu blog onde se pode ver consultar + alguma coisa..