25.11.05

Árvores da Casa do Passadiço

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Há dois anos, tive que "fazer horas" na zona mais antiga de Braga e deambulei como é meu costume nas cidades: procurando as árvores das quais avisto apenas o cimo da copa ou os ramos entre as casas. As descobertas são sempre agradáveis: casas antigas, jardins, pequenos largos.

Nessa tarde cinzenta de Novembro o resultado foi surpreendente e começou logo no pequeno Largo São João do Souto onde, em vez de castanheiros ou carvalhos, encontrei duas magníficas árvores na chamada Casa do Passadiço: um tulipeiro (Liriodendron tulipifera) no auge da sua beleza outonal e uma Ginkgo biloba com a folhagem ainda verde. (ver outra foto aqui)

Na Casa do Passadiço pode mesmo... passar-se e por isso não há entraves à fruição das árvores que aliás se avistam perfeitamente do Largo. (Esta casa senhorial do XVIII que deve o seu nome ao facto de nela existir uma passagem pública está actualmente transformada numa loja de decoração.)



Tulipeiro (Liriodendron tulipifera) Braga- 11.2003

De copa de árvore em copa de árvore fui dar a outro tulipeiro* de porte invulgar nos Jardins do Museu dos Biscainhos , árvore que deverá ter mais de 200 anos. Como já se aproximava a hora de encerramento ao público não tive tempo de visitar o Jardim mas simpaticamente deixaram-me ir espreitar o tulipeiro, não sem antes me advertirem que não poderia tirar fotografias. Nem à árvore? Nem à árvore. Só com autorização. A minha reacção actual para estas directivas provincianas dos nossos ciosos zeladores do património é um grandessíssimo encolher de ombros e só não publico a foto que tirei porque realmente a luz já estava fraquíssima (e entretanto ainda n. lá voltei). .

* Ver algumas fotos desse magnífico tulipeiro e do Jardim (da autoria dum nosso amigo também do Norte).

1 comentário :

Anónimo disse...

Fui a pasar un fin de semana en Braga y tomando un café a la sombra de un árbol, cual fue mi sorpresa al descubrir un Gingko Biloba en el jardin de la Casa do Passadiço . Desde hace 20 años, cuando recibi una semilla procedente del Parque del Oeste en Madrid, cuido uno y me aficioné a investigar sobre este fósil viviente de extraordinaria belleza.