26.3.06

Dragoeiros no Porto


Dragoeiro no jardim da Viscondessa de Lobão - Agosto de 2005

No dia em que ouvimos a triste história de um dragoeiro que foi criado no Jardim Botânico da Universidade de Lisboa para acabar morto por afogamento no jardim de um político portuense, é oportuno mostrar como essa árvore se pode dar bem no nosso clima. Não temos, é certo, exemplares monumentais como os da Madeira ou das ilhas açorianas, mas alguns no Jardim Botânico e este no jardim da Viscondessa de Lobão, na Rua de Belos Ares, dão muito boa conta do recado, apesar de jovens.

O conjunto da casa e jardins da Viscondessa de Lobão, incluindo a airosa estufa em estilo arte nova que se entrevê na foto e os vários edifícios anexos, está classificado desde 1982 pelo IPPAR como imóvel de interesse público. Actualmente propriedade do Instituto de Segurança Social, funciona lá o Centro Condessa de Lobão, que conduz um valioso trabalho de integração de pessoas com deficiência. São essas pessoas que, coordenadas por profissionais, cuidam dos primorosos jardins e cultivam uma extensa horta.

(Só não sabemos ao certo se a antiga proprietária foi condessa ou viscondessa ou ambas as coisas.)

6 comentários :

manuela disse...

ver Corymbia ficifolia no jardim da casa

vera do val disse...

Que inveja dos jardins portugueses!!!! Não temmos coisas assim aqui no Brasil.
Um abraço

criolinha disse...

Olá!
Eu recebi ontem um dragoeiro de presente. Tem cerca de 1 metro e 7 anos de vida. Veio em semente das canárias e é lindo. Foi semeado pela minha mãe e apesar de estar num vaso, estou a pensar pô-lo num canteiro no quintal. O quintal é um pouco sombrio de inverno mas protegido da chuva e do vento mas o canteiro não é muito grande.
e tiverem sugestões chutem tá?

Obrigada e continuem com o bom trabalho.
O Blog é de muita utilidade para quem gosta de botânica e paisagismo.

Paulo Araújo disse...

Julgo que a planta prefere um local com muito sol, mas o maior risco é o excesso de água. É preciso garantir boa drenagem para que a terra nunca fique encharcada.

Anónimo disse...

estou a fazer um diário sobre a casa da viscondessa de lobao para a cadeira de introduçao á arquitectura paisagista, e adorei esse dragoeiro, uma árvore muito bonita mesmo.
mt fixe este blog ;)

Manuel Fernandes disse...

Prof. Manuel fernandes
Responsavel pelos jardins desde ano 2000 ´
até a presente data.
Informo que: Sabendo das exigências édafo-climáticas desta mesma espécie,da sua raridade,cuidados na sua preservação e desafios da sua multiplicação foram sempre a 1ª prioridade. Neste momento tenho dezenas de exemplares multiplicados.