19.9.06

Pingos-de-ouro

Enquanto o espectáculo das camélias faz os últimos ensaios para a temporada de 2006-07, com as sasanquas já a florir, há na Quinta de Villar d'Allen outros atractivos em cartaz: dálias, gardénias, lírios-de-palmeira (Yucca gloriosa), sálvias, santantoninhos (Cuphea ignea), belas-donas (Amaryllis belladona), flores-caracol (Vigna caracalla), malmequeres e margaridas várias e centenas de outras florinhas no viveiro. Mas quem está agora a estrelar é a flor-do-céu, dádiva de elegantes e recatadas violeteiras (Duranta erecta).



Esta Verbenaceae tem origem na América, do México ao Brasil, tolera geadas e é indicada para zonas costeiras embora exija solo fértil. Exibe dois tipos de frutos - mistério a resolver -, uns redondos e dourados com um bico no ápice (resíduo do cálice da flor) e outros verdes e engelhados; com a polpa prepara-se uma infusão anti-mosquito. Na Primavera e Verão, os frutos convivem com as flores de corola roxa com um olho branco central, agrupadas em cachos. Um famoso cultivar japonês, conhecido como Gueixa, tem pétalas de cor púrpura debruadas a lilás. A folhagem, caprichosa e descabelada, pode formar uma pequena árvore ou um renque impenetrável. Em Villar d'Allen a ramagem é pendente, como diva que faz vénia ao sair de cena.

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