30.1.07

Apelo

«(...) É por isso que, sem sobrancerias mas com humildade, apelo aos meus colegas, sobretudo aos professores de ciências, para evitarem a mutilação das árvores nas escolas portuguesas. Não se pode pregar a defesa das árvores dentro da sala de aula, inclusive comemorar o Dia da Árvore, e depois permitir que se faça, fora da sala, o que a seguir retrato com fotografias. (...)» Pedro Santos in Pedagogias
Publicado tambem no Dias sem árvores

3 comentários :

*Rita disse...

É verdade, concordo plenamente. Ainda a semana passada vi uma coisa horrível, mutilaram uns plátanos numa escola em Fafe mesmo no centro da cidade...um crime medonho...se tivesse lá a minha máquina à mão...é um cenário horripilante para os miúdos daquela escola e para todo o cidadão que passe por aquelas bandas. Até fiquei mal disposta para o dia todo...

manueladlramos disse...

Pois é Rita são cenários horripilantes. Estas árvores mutiladas deviam ser tiradas dos recreios das escolas ou então ostentar um cartaz dizendo QUE FORAM VITIMAS DE UM CRIME, ainda nao punível por lei mas que deveria ser, e que os responsáveis pelo crime TINHAm SIDO FULANO E SICRANO, que com aquele acto apenas demonstravam a sua enorme ignorância e a sua insensibilidade.

Ha uns anos, na minha escola, "caiu-me o coração" aos pés quando deparei com a poda que tinham feito a um jovem e promissor salgueiro chorão (os longos ramos pendentes tinham sido reduzidos a uns cotos), mesmo à entrada do recinto escolar.

Quem tinha sido o autor daquela aberração? Um funcionário que devido ao facto de podar as suas vides, saber plantar umas couves e podar as macieiras lá do quintal dele, tinha sido promovido a "jardineiro da escola" .
Claro que o homem nao percebia nada de poda de árvores ornamentais, creio mesmo que o conceito de ornamental, a existir se limitava ao desvelo (que o tinha, ou era obsessão?) com que podava, claro, e entrelaçava os caules das roseiras no gradeamento da escola.

Fiz tal banzé no conselho executivo (os meus colegas de ciéncias não disseram absolutamente nada, nem quiseram saber...;-( apoiada de livros sobre o assunto, nomeadamente da autoria da sumidade que todos respeitam ( Gonçalo Ribeiro Teles) que consegui que o referido funcionário nunca mais tocasse nas árvores.
Mas nada impedirá que um telefonema para a càmara -quando as árvores estiverem a tocar nos fios electricos ou nos candeeiros- por mal plantadas- ou quando algum/a iluminado/a achar que está na hora- faça deslocar à escola os respectivos "técnicos de serviço" que são os podões que a gente sabe.

Por isso sim, é importante a pedagogia, é importante a campanha e nao há duvida que pela educação é que vamos...e vai demorar um tempo imeeeeeeeeeeeeeeeeenso. A chamada mudança de mentalidades não é? Quantas gerações? Mas haja esperança e continuemos a nossa campanha. (se bem que francamente eu gostasse de dedicar o meu tempo a outras coisas... ;-(

Anónimo disse...

Mais uma vez, muito obrigado pela divulgação dos textos do meu blogue.
Estamos a lutar contra uma tradição de séculos de "ódio" às árvores...levará muitas gerações a mudar esta visão; gosto de pensar que todos os dias, com o que escrevemos nos nossos blogues, estamos a converter mais portugueses à nossa nobre e justa causa...

Cada pessoa convencida para a justeza das nossas convicções tem o valor de outras mil...penso que temos que ter a noção de que temos um país inteiro para convencer a amar as árvores mas que, de facto, não há outra hipótese do que converter "pessoa a pessoa"!

Ps- há tempos, tive a oportunidade de convencer uma amiga a desistir de plantar mimosas no seu jardim; expliquei-lhe os porquês de não ajudar a alastrar essa perigosa infestante e sei que, amanhã, essa minha amiga poderá ajudar a convencer outros a não fazer o mesmo...com esta história das podas não estou a ver outra alternativa, vai ter que ser "água mole..."
Mas que às vezes dá vontade de desistir perante tanta infâmia, lá isso dá!...