24.1.07

A poda das árvores ornamentais- livro

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«Árvore, desde há muito deixaste a floresta e conquistaste as nossas cidades.

Jardins, parques, praças, ruas, estradas, sebes, tu lá estás por todo o lado, companheira de todos os dias. Mil formas, mil rostos, mil cores, combinas com o espaço e a arquitectura.

És paisagem, paisagem viva. Murmuras à mínima carícia do vento, divertes-te com a sombra e luz, repleta de cantos de pássaros, mudas com as estações, os anos, tu animas, tu és vida, presença e símbolo.

Mas tal como ao amigo muito próximo, habituamo-nos a ti, frequentemente nos esquecemos de ti. É necessário que adoeças, te destruam ou morras para que te vejamos de novo, que apreciemos a tua presença e o quanto de ti necessitamos.

Árvore, não pude mais ver-te mártir, doente, diminuída pela poda a vergonhoso candelabro encimado por ridículo panacho. Que procuramos? A que lógica obedecemos? Como podemos plantar-te, tratar-te durante anos, para proceder a tais massacres? E como ousamos repetir estas bárbaras operações? Que fica de ti, da tua harmonia passada, que fica da nossa paisagem? (...)»
Emmanuel Michau, na "Introdução" de A poda das árvores ornamentais , p.8-12.


A poda das árvores ornamentais /Emmanuel Michau; trad. e adapt. Sérgio Gaspar, Helena Ramos Gaspar. - Porto : FAPAS D.L. 1998. - 311, [2] p. : il. ; 24 cm. - (Manual FAPAS). - Tít. orig.: L'élagage - la taille des arbres d'ornement > . - ISBN 972-95951-4-3

Disponível!
De leitura obrigatória para os responsáveis pelas podas camarárias- para que se ponha cobro à ignomínia! Publicado tambem no Dias sem árvores (dias tristes )

1 comentário :

Anónimo disse...

Parece ser uma boa notícia: Sapadores florestais semeiam carvalhos na Serra da Estrela
ver artigo em http://www.diarioxxi.com/?lop=artigo&op=d645920e395fedad7bbbed0eca3fe2e0&id=374d383550f673cead5c903caca73d6f