8.3.07

Ameixoeiras em Santo Tirso



Prunus cerasifera

Os espaços ajardinados que rodeiam o Museu Municipal Abade Pedrosa, junto à velha ponte sobre o Ave (há uma ponte nova logo a jusante), são por esta altura o mais aprazível recanto de Santo Tirso. O que, bem vistas as coisas, até é estranho, pois os jardins, rodeados por um trânsito incessante, estão encravados entre uma rotunda, a estrada de acesso à ponte, um parque de estacionamento, e um barracão de venda de vasos e plantas. Mas a morfologia acidentada do terreno, descendo em declive irregular até ao Ave, os grandes plátanos em procissão à entrada da ponte, e as ameixoeiras-de-jardim, magnólias e camélias em floração uníssona - todos estes ingredientes compõem, neste declinar do Inverno, um tempo e um lugar como poucos.

Tendo para aqui chamado com assiduidade magnólias e camélias, é altura de relembrar as ameixoeiras-de-jardim (Prunus cerasifera) - até porque a sua floração, agora no auge, é muito mais efémera do que a das outras duas. Oportunidade também para ler o informativo texto que há tempos Jorge Cancela escreveu sobre esta árvore. Gostei de saber que os frutos (amargos, semelhantes a pequenas ameixas) se podem aproveitar para compota. Se se generalizasse a sua apanha com esse fim, resolver-se-ia o mais sério inconveniente desta árvore na arborização de ruas: é que os frutos, produzidos em grande abundância, formam quando pisoteados uma pegajosa pasta vermelha nos passeios.

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