3.3.07

Santo Tirso



É a nossa sina: somos guiados pelas camélias como os reis magos pela estrela de Belém. Por isso, toca a andar hoje e amanhã para Santo Tirso, onde no Museu Municipal Abade Pedrosa decorre a VII Expocamélia, evento bienal organizado pela Câmara local.

Vasculhando o arquivo das fotos, verifico que a nossa última ida a Santo Tirso foi em 2005, por altura da anterior Expocamélia. Tão longa ausência é imperdoável: Santo Tirso é uma cidade bonita, com espaços públicos bem arrumados, enfeitada por jardins amplos onde dá gosto passear, aqui e ali abrindo-se em miradouros para uma paisagem verdejante atravessada pelos meandros do rio Ave. Além do mais, e seja-me permitido invocar razões pessoais, nasci em Santo Tirso - embora não tenha família no concelho, e só lá tenha vivido até aos doze meses de idade. E nós, os tirsenses de nascença (incluindo tresmalhados como eu), somos, como tem sido sobejamente noticiado, uma espécie em vias de extinção por decreto governamental.


5 comentários :

anapaulapazini disse...

Poxa...quanto post interessante achei aqui!!!
Fico bem feliz em encontrar pessoas que se interessam tão apaixonadamente pela natureza!
Parabéns!

Francisco Oliveira disse...

Lá fui hoje até Santo Tirso ver as camélias. Contava que pudessem fazer melhor. Pelo menos os viveiristas. Não cuidaram com antecedência das flores que iriam expor. Lambro-me que o Engº. Valdemar Cordeiro que durante anos chefiou o jardins da Câmara do Porto, tinha o cuidado de resguardar com antecedência botões que viriam a ficar prontos (abertos) nos dias de exposição. A última exposição orientada por ele, no Mercado Ferreira Borges, há mais de dez anos, foi um encanto.
Vou agora aguardar pela exposição aqui no Porto.
Hoje, nos jardins que rodeiam o mosteiro, as magnólias estavam magníficas.

asn disse...

Ai as camélias!
Há dias deixei aqui a informação de que me lembrava dumas cameleiras centenárias dos meus tempos em que vivi em Viseu.(anos 50/60)-
Hoje estive a apreciar uma cameleira de flores imaculadamente brancas, no meu jardim e lembrei-me de vir aqui dar conta da continuação do assunto da "Quinta da Mariazinha". O meu irmão mandou-me, via telemóvel, duas fotos das tais cameleiras! Ó Vitor, fotos de árvores e flores tiradas a partir dum telemóvel?!
Por alturas do 83º aniversário do meu pai Daniel estou a contar ir a Viseu. Irei direitnho, antes de mais nada, à Quinta da Mariazinha com a minha máquina!
António

Paulo Araújo disse...

Mesmo que as fotos via telemóvel deixem muito a desejar, é óptimo saber que as tais cameleiras da Quinta da Mariazinha ainda existem. Já têm aqui lugar de honra reservada quando vierem as fotos a sério.

canoasdomar disse...

As camélias de Santo Tirso fazem parte da minhas recordações dos belos tempos em que estudei na Escola Agrícola de Santo Tirso - E também das multicoloridas roseiras que por lá havia - Que cheguei a podar várias vezes - Findo o meu Curso de Agente Rural (era assim a designação naquele tempo - em 1963), fui estagiar para São Tomé - Curiosamente, sempre associei alguns verdes da linda cidade, que fica à beira do Ave, com a que bordeja e cobre aquela maravilhosa Ilha - E uma das recordações que me vieram à lembrança, muitas vezes, foi quando andei perdido 38 dias no mar - Eu refiro-me a essa memória no meu site http://www.odisseiasnosmares.com/2012/04/naufragos-do-titanic-in-memory-of.html