11.6.07

A ler- "Planar sobre a copa das árvores"



N' O Primeiro de Janeiro : «Passeio à descoberta de exemplares monumentais
Um passeio destinado a visitar as árvores monumentais do Porto levou ontem 50 pessoas à Cordoaria. O objectivo passa pelo enquadramento da ancestralidade das árvores na evolução da cidade e na consciencialização da necessidade de preservar esse património arbóreo.

"Quantos anos tem?". "De onde é originária?". "Qual a altura máxima que alcança?". As perguntas escorriam, umas após as outras, à medida que os olhares percorriam aquele colossal ser vegetal que habita na Alameda dos Plátanos, na Cordoaria.

Foi ali que cerca de meia centena de pessoas se reuniram, para participar no passeio «Rota das Árvores Monumentais», organizada numa parceria entre a Câmara Municipal do Porto, a Fundação Porto Social e a editora Gradiva. "Não esperava esta adesão surpreendente" , confessa, notoriamente satisfeita, Maria Pires de Carvalho, docente da Faculdade de Ciências do Porto, co-autora do livro À Sombra de Árvores com História e a guia da visita, que se esforça por saciar a curiosidade que a atinge de todas as direcções.

"Esta sequóia é originária dos Estados Unidos" (...) O tronco, espesso e enrugado, ergue-se dezenas de metros, ligeiramente debruçado sobre o pequeno lago da Cordoaria.
A poucos metros ao lado, a atenção de todos é subitamente revertida para uma estátua. O monumento encontra-se ali desde 1904. A individualidade que homenageia morreu seis anos antes. (...) José Marques Loureiro (1830-1898) criou o "Horto das Virtudes", jardim também conhecido como "Passeio das Virtudes", actualmente fechado ao público. .............................................................................
A ler também no Jornal de Notícias: «Árvores contam histórias das gentes e da cidade - Rota das árvores monumentais juntou entusiastas desde a Cordoaria aos jardins do Palácio, no Porto- (...) "As árvores também são património a preservar e fazem falta à cidade". Além disso, "têm uma história antiga associada" ao Porto, notou, explicando que o passeio visou sensibilizar as pessoas para a necessidade de proteger as árvores. Na Casa Tait, a resposta foi simbólica: 13 pessoas deram as mãos à volta de um tulipeiro para o medir. »

4 comentários :

Miguel Drummond de Castro disse...

Belo título. Manet planava com os olhos pela copa das árvores, e todos os pintores da natureza tem andado a planar pelas diferentes cores que a copa das árvores vai tomando conforme a luz do Sol que recebem.
Mas as árvores são mais do que observatório de luz e dá gosto ver como as pessoas se reaproximam delas num regresso maravilhado a si mesmas.

bettips disse...

Mãos pequenas que voam, explicando árvores. Todos os nomes, todas as cores, todos os cheiros. Obrigada a Maria, Paulo, Manuela, ao tempo gasto, ao livro "À Sombra de Árvores com História", à dedicação. Abraços

manueladlramos disse...

Obrigada pelos vossos comentários.
Hoje bettips estás bem acompanhada nas imagens poéticas que tens o dom de desenhar. Obrigada por teres, terem aperecido. A visita soube muito melhor.

Paulo disse...

PARABÉNS.
Com muita pena minha, não pude participar. Espero que haja próximas oportunidades.