23.12.07

Dicentra formosa



......Cai um sino do pinheiro de natal.
......Por muito menos se foge de casa
......de seus pais. Agachados sob o leque
......das hortênsias, descobrimos que as lágrimas
......são fáceis de engolir. Sem saber,
......já chegámos ao escuro.
......Só nos falta pôr o til na palavra solidão.


José Miguel Silva, Vista para um pátio (2003)

4 comentários :

Paulo disse...

Maria, é nos bosques húmidos que ela vive, não é? Como vou para os campos secos ribatejanos, é escusado procurá-la. Se a encontrar,
prepare com cuidado a mezinha, nada de extrair demasiadas gotas, que a
dicentra pode provocar pesadelos ou males maiores, se administrada em excesso. Depois, procure comprimir o preparado e colocá-lo aqui, num "post" extraordinário, e quem sentir já a solidao poderá servir-se de uma pequena dose.

Cris Bolbosa disse...

Desejos de um Feliz Natal e de um Próspero Ano Novo.

Maria Carvalho disse...

Paulo: Apesar de ser feriado, não dê folga à sombra. Com o sol que nos coube, até no Ribatejo ela é boa companhia: «tem os seus gostos, o mesmo apreço por fogo de lenha, aceitará ler o livro a meias e só se lembrará de dançar se a convidar.»

Cris: Obrigada.

bettips disse...

As meninas dançando no natal, à volta de árvores e gente delas.
(há rfemédio para a solidão da alma?). Abçs