28.1.08

Urtiga-de-caudas


Urtica dubia, em flor

Esta planta mediterrânica permitiu hoje aproximarmo-nos da «origem da sabedoria», como quem visita a nascente de uma pena-de-água. Seguros de que a incerteza é fonte, e não crise, de conhecimento, e de que os argumentos irrefutáveis têm métodos científicos como pilares, esfregámos vigorosamente as folhas serradas e peludas desta erva, aspirámos-lhe o aroma acre e, minutos depois, sentimos nos dedos a dor que prevíramos. Um desvelar da verdade só suportável com um abanar pitoresco, mas calmante, das mãos, confirmando-se definitivamente que a Urtica dubia é, sem dúvida, uma urtiga.

3 comentários :

Paulo disse...

É assim que nasce a ciência. Experimenta-se para saber como é. Eureka!

Maria Carvalho disse...

Se bem me lembro, não foi exactamente a «Eureka!» arquimediana que eu gritei com a queimadura da urtiga. Mas suponho que esse detalhe de originalidade não interessa para o relatório científico da descoberta...

Anónimo disse...

Nossa que blog bem feito, meus parabéns, gostei muito. Você escreve muito bem.