8.5.08

Myosotidiflora Plus


Brunnera macrophylla

Como não são conhecidos sintomas de sobredosagem, administramos hoje mais uma flor azul. O fármaco é aconselhado a pacientes leitores que se sintam em permanente encantamento com a paisagem natural, e indicado especialmente aos que não resistem a tentar identificar plantas através da janela de uma viatura em andamento. O laboratório fabricante situa-se em bosques de coníferas do sudoeste da Ásia, tendo-se optado por nomear o princípio activo deste remédio em homenagem ao naturalista suiço Samuel Brunner (1790-1844). Apresenta-se em embalagens de exuberante folhagem basal perene, com folhas cordiformes de pecíolo longo. As cápsulas de flor, de matiz que garante um excelente efeito placebo, têm cerca de 5 cm de diâmetro e prazo de validade de Abril a Junho. Podem ocorrer interacções medicamentosas, especialmente quando prescrito em associação com bibliografia científica, tendo sido descritos casos de aumento significativo da incerteza na classificação de boragináceas. Pelas suas características, este produto tem efeito redutor sobre a capacidade de condução, mas pode ser mantido ao alcance das crianças. Se persistirem dúvidas, por favor consulte o seu blogue assistente.

6 comentários :

Paulo disse...

Foram-nos entretanto relatados alguns casos de habituação e há quem já não passe sem a sua dose diária de azul. Tomam-no sempre ao deitar ou a qualquer outra hora do dia. Ele suaviza a insónia dos que não dormem e abastece de energia os madrugadores. Não temos conhecimento de outros efeitos secundários.

as-nunes disse...

Bom dia
http://dispersamente.blogspot.com/2008/05/divulgar-o-conhecimento.html
Desculpem começar comeste link, antes que me passasse da memória (ctrl c).
Muito apreciaria uma vossa apreciação ao conteúdo deste post.
Quanto às flores e plantas em geral qu têm vindo a apresentar tenho a dizer o seguinte:
a) Como sabemos são nilhões as espécies existentes neste, parece-me a mim, malfadado planeta;
b) Tenho alguma (muita dificuldade) em acompanhar a vossa pedalada na apresentação (com muito nível, diga-se, sem lisonjas podem crer), mas é sempre um regalo para o olhar poder apreciar essas plantas, a qualidade da fotografia e os textos apropriados a cada uma delas.
c)Nestes termos não é de espantar que muitos dos passantes por este sítio acabem por não deixar sempre comentários. Mas que cá vêm consultar o que se vai passando, lá isso é verdade.
Sou toc e este mês é um mês dos diabos...porque o fisco não nos dá um minuto de sossego. É uma arrelia permanente. Se me vejo livre destes papéis e contas até julgo que é mentira.
Um abraço
António

Maria Carvalho disse...

Paulo: Curiosos os efeitos secundários que nos relata e que também atingem quem administra a dose de azul. Sabendo-se que uma foto vale mais que mil palavras, já nos questionámos se não será um tão longo sermão, mesmo em flor, ouvido a desoras que nos tira o sono... Nos estudos sobre a «eficácia energética nos madrugadores» é que ainda não conseguimos dar o nosso contributo. Estranhamente, quando estamos prontos para a experiência já a alvorada está a soar a meio-dia...

Isabel disse...

Seja qual for a cor a busca da dose diária aumenta constantemente. O único efeito secundário que conheço é o sucessivo despendio de tempo gasto nesta busca. No entanto é uma dependência altamente recomendada para o aumento e revitalização de energias, quanto mais praticada ao ar livre maior a revitalização.

Paulo disse...

Consta que nesses casos de dependência de cor (azul ou outra) é como em relação à presunção e à água benta. O paciente pode tomar as que quiser e não tem de seguir os horários rígidos indicados pelo laboratório.

Sobre a «eficácia energética nos madrugadores» posso dar eu o meu contributo, já que os meus horários andam sempre tresloucados. E asseguro que os resultados são melhores que os dos produtos à venda nos estabelecimentos da especialidade.

bettips disse...

Tomando a minha dose, sorvendo-a em azúis vários, inesquecíveis, sem água.
Abç