2.12.09

O melhor pasto


Medicago sativa L.

O género Medicago integra umas cinquenta espécies, sobretudo europeias e do sudoeste asiático. São em geral pequenas herbáceas, mas também as há de porte arbustivo. Preferem lugares soalheiros, como prados ou dunas costeiras. Uma das plantas mais comuns nas nossas praias é justamente a Medicago marina, herbácea peludinha que, na Primavera e no Verão, forma grandes tapetes verde-azulados, pontilhados aqui e ali com o amarelo das flores.

Medicago e Trifolium (os trevos) são dois géneros de plantas leguminosas com grandes semelhanças, pois ambos apresentam folhas compostas com três folíolos. Contudo, as inflorescências dos trevos costumam ser mais compactas e arredondadas (exemplos aqui e aqui), e há também diferença nas vagens, pois as dos medicagos, mais retorcidas, chegam a enrolar-se em hélice. Diferenças à parte, medicagos e trevos são das melhores forragens que se podem fornecer ao gado, deliciosas ao paladar e ricas em fibra e em proteínas. E têm ainda a virtude, comum a todas as leguminosas, de contribuírem para o enriquecimento do solo através da fixação de azoto.

A Medicago sativa, conhecida como luzerna ou alfafa, é o mais apreciado prato gourmet para o paladar herbívoro; e mesmo nós, humanos, usamos os rebentos ainda tenros em saladas. É cultivada extensivamente em todo o mundo para alimento do gado leiteiro, que a consome quer em pastagens, quer transformada em feno.

De origem incerta, a luzerna acabou, através do cultivo, por naturalizar-se em muitos países do mundo. É uma planta perene, tomentosa, por vezes prostrada, que atinge os 80cm de altura, com flores violeta, de 1cm cada, dispostas em cachos de 5 a 40 na extremidade de hastes alongadas.

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