11.10.11

Feto dos garfos



Asplenium septentrionale (L.) Hoffm.

Calcorreámos montes e escarpas, guiados pelo Alexandre Silva do CISE, para ver este feto pequenino, uma relíquia do tempo em que só havia Inverno. Vive em fissuras de rochas graníticas ou ultrabásicas, por vezes ricas em metais, de zonas montanhosas. Em Portugal, as colónias são escassas e de baixa densidade: está listado apenas na serra da Estrela, nos arredores elevados de Bragança, em Vinhais e na ilha da Madeira. É nativo da América do Norte, Europa e parte da Ásia.

É uma planta vivaz, com um rizoma curto. As frondes são achatadas, coriáceas, com cerca de 2 cm de largura máxima; nascem em tufos densos e têm pecíolos longos e avermelhados na base. Parecem garfos irregulares (daí a designação forked spleenwort) e não ultrapassam em geral os 15 cm de comprimento. Os esporângeos estão dispostos linearmente, protegidos por indúsios que prolongam a dobra das folhas, e formam a camada castanha que se nota na face inferior (e que o Paulo não fotografou com receio de estragar a planta).

Na Europa, estão citados vários híbridos em que um dos progenitores é o A. septentrionale, como o A. × alternifolium Wulfen, resultado do cruzamento com o A. trichomanes.

2 comentários :

Fátima Isabel disse...

Surpreendeu-me. Nunca o vi aqui na ilha mas de facto consta da Listagem.
Procurarei. Obrigada e parabéns pela persistência.

Maria Carvalho disse...

Se o vir na ilha, por favor dê notícias.