10.10.11

À semelhança do branco


Leucanthemopsis flaveola (Hoffmanns. & Link) Heywood

Leucanthemopsis significa "semelhante ao Leucanthemum"; e este último nome, composto que é das palavras leuca (= branca) e anthos (= flor), designa uma asterácea de flores brancas (L. vulgare), comum no norte e centro do país e em grande parte da Europa. Combinando os dois significados, podemos traduzir Leucanthemopsis por "semelhante àquela que dá flores brancas", embora ela própria dê flores amarelas e a afinidade morfológica entre as duas plantas seja pouco vincada. O que de mais óbvio têm de comum estas herbáceas perenes são as hastes erectas de 30 a 50 cm, não ramificadas, rematadas cada uma por um solitário capítulo floral de uns 3 a 5 cm de diâmetro. De resto, as folhas da Leucanthemopsis flaveola são penatissectas (divididas em muitos segmentos) e exclusivamente basais, enquanto que as do Leucanthemum vulgare são inteiras e de margens serradas, e distribuem-se pelo caule acima.

O amarelo peculiar das flores, assinalado aliás no epíteto flaveola, leva-nos a sugerir para esta planta, que até hoje o povo esqueceu de baptizar, o nome de malmequer-sulfuroso. É um endemismo do noroeste peninsular, pouco comum em Portugal, onde floresce de Maio a Julho e aparece sobretudo em sítios cascalhentos nas montanhas do norte e do centro. João do Amaral Franco, no vol. II da Nova Flora de Portugal, propõe duas subespécies (subsp. flaveola e subsp. alpestris) que se diferenciariam apenas (e pouco) pelo tamanho, mas é improvável que essa distinção taxonómica seja acolhida pela Flora Ibérica. Se o for, porém, sempre fica dito que as plantas acima, fotografadas a caminho da Fonte Fria, no Gerês, pertencem à subespécie alpestris.

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