18.2.13

Ora bem



Lathyrus niger (L.) Bernh.

Nome comum: não tem; o termo espanhol orobo (que designa certo tipo de ervilhas) parece ter sugerido ou ter sido inspirado pelo nome que Lineu lhe deu (Orobus niger)
Ecologia: Clareiras de matas, em especial soutos, carvalhais, azinhais e pinhais
Distribuição global: Quase toda a Europa, Cáucaso, oeste da Ásia e noroeste de África; na Península Ibérica, parece preferir o norte e centro
Distribuição em Portugal: Sem ser abundante, há, segundo a Flora Ibérica, registo da sua presença nas Beiras Alta e Baixa, no Minho e em Trás-os-Montes
Época de floração: Fim da Primavera até ao Outono
Data e local das fotos: Junho de 2012, serra da Estrela
Informações adicionais: As plantas que vimos tinham cerca de 90 cm de altura e a população de muitos exemplares distribuía-se por uma clareira de um souto, junto a uma estrada com bastante sombra. É uma herbácea perene com folhas alternadas compostas por 6 ou mais folíolos elípticos, cada um com um biquinho no ápice, que, curiosamente, podem ser opostos ou alternados. Há ainda uma folhinha suplementar (estípula) inserta na axila das folhas, um apêndice frágil mas que tem a função importante de proteger os rebentos. Os cachos de flores, purpúreas mas tornando-se arroxeadas e escurecendo quando se forma o fruto (daí o epíteto niger), têm um pedúnculo longo, o que os faz sobressair acima da folhagem. As flores têm um cálice penugento e os típicos estandarte e quilha das leguminosas. A vagem é achatada e por vezes conserva algum do rubor violeta das flores.

2 comentários :

bea disse...

Dou por mim pensando que o isolar da objectiva as faz bonitas e únicas, mas se passara por elas, as não veria decerto. Ou quem sabe, as olhava sem merecimento.

Maria Carvalho disse...

Estas plantas são vistosas, e a cor-de-vinho-tinto nota-se. Formavam um bordo de bosque colorido, bem pintado.