1.4.13

Flor da serpentina



Saxifraga dichotoma Willd.

Há quem lhe chame uvas-de-gato, em alusão talvez aos bolbilhos acobreados nas axilas das folhas basais, que seriam subterrâneos se esta planta não optasse por fendas de rocha. Apesar de, em Espanha, ela se distribuir amplamente em pastos de solo arenoso acima dos 600 metros, em Portugal só há registo da sua ocorrência no nordeste, em afloramentos de rochas ultrabásicas. Sendo assim rara, foi uma sorte vê-la nos primeiros dias de Março já em flor, até porque a floração oficial decorre de Março a Maio. É parecida com a Saxifraga granulata, mas as flores são menores, têm pétalas brancas tingidas de rosa com página superior glandulosa, e as folhas (as basais com pecíolo longo, as caulinares sésseis), além do contorno reniforme, exibem seis ou mais lóbulos muito recortados, como dedinhos todos iguais, cada um deles depois novamente dividido.

Esta saxífraga é perene e nativa da região mediterrânica ocidental (Espanha, norte de Portugal, norte de Marrocos e Argélia) e de zonas montanhosas no interior da Península Ibérica. O género Saxifraga abriga ainda um endemismo português de que vos falaremos em breve.

3 comentários :

Carlos M. Silva disse...

Olá Maria

Na minha displicência em corrida,certamente nunca vi este! Não é que seja daltónico ..e o rosa me tenha escapado ..mas julgo que não, creio que apenas o outro, bem vulgar em velhas paredes de pedra, terei visto.
Como um padrão rosa (mas não só!) o faz distinguir ..do outro, é que não sabia! Como aliás ..muita coisa, quase tudo!
Obrigado!
Carlos M. Silva

bea disse...

Sempre me surpreende que das rochas brotem flores. Que sobrevivam em meio tão adverso. Mas quem sabe a vida delas é feita para ser de tais lugares. E o que pensamos hostil é afinal o seu habitat

Anónimo disse...

Da Saxifraga cintrana. :)