29.3.13

Linho das lagartixas

Asterolinon linum-stellatum (L.) Duby

Desta vez o título absurdo não é culpa portuguesa, mas sim do nome que em Espanha é dado a esta discreta planta anual. Não se vê que relação possa ter ela com as lagartixas, a não ser talvez a preferência - que lhe é atribuída pelos manuais, mas nem sempre é respeitada - por sítios secos e soalheiros. A alusão ao linho, que remonta pelo menos a Lineu, primeiro descritor da planta, é de mais fácil entendimento, e justifica-se pela semelhança de porte e folhagem entre os dois géneros. Ambas as plantas têm folhas pontiagudas, lanceoladas e sésseis, mas só no Asterolinon elas se dispõem aos pares ao longo do caule. À semelhança morfológica não correspondem predicados equiparáveis, e não consta que o Asterolinon forneça, como o linho-comum (Linum usitatissimum), boa fibra para confecção de tecidos, ou que das suas sementes se extraia alguma essência medicinal.

Num raro exemplo de dupla redundância, o nome científico da planta refere por duas vezes tanto o linho como as estrelas; dado que ela não tem nome em português, iremos tratá-la por linho-das-estrelas. As estrelas, no formato estilizado das cinco pontas, são os cálices das flores, que têm corola diminuta, branca, quase invisível a olho nu, e são sustentadas por pedúnculos filiformes que brotam das axilas das folhas. Tudo no linho-das-estrelas é miniatural: a planta fica-se pelos 5 ou 6 cm de altura (as mais altas podem chegar aos 18), as flores (incluindo cálice) medem um máximo de 4 mm de diâmetro, e as folhas terão 5 a 6 mm de comprimento. O seu breve ciclo de vida cumpre-se entre o fim do Inverno e os primeiros calores de Verão. Por ser efémera, pequena e pouco vistosa, é frequente a planta passar despercebida. A sua silhueta é, no entanto, inconfundível; e, em condições favoráveis, ela é capaz de formar populações muito numerosas.

O linho-das-estrelas está presente em todas as províncias portuguesas e em toda a Península Ibérica, em altitudes variando desde o nível do mar até mais de 1000 m. Globalmente a sua distribuição abrange a bacia mediterrânica e ainda as Canárias.

25.3.13

Mãe galinha





Asplenium X lucrosum Perrie & Brownsey [ = A. bulbiferum G. Forst. X A. dimorphum Kunze]

Junto à entrada dos jardins do Palácio de Cristal, no Porto, mora à sombra das camélias, julgamos que desde sempre, um grande feto muito decorativo, de frondes numerosas, escuras e rendilhadas. Resiste à chuva, ao frio, ao calor e aos maus tratos ocasionais; sobreviveu à instalação do sistema de rega que fez apodrecer as raízes das magnólias; e vai lançando, ano após ano, folhas sempre novas para substituir as que vão secando.

Desvendar a identidade de uma planta possivelmente tão antiga no seu canteiro como as mais velhas árvores do jardim tornou-se-nos imperativo. E o feto apresenta peculiaridades que deveriam facilitar a tarefa. As frondes sofrem de um claro dimorfismo: comparem-se as pínulas largas e achatadas na segunda foto com as pínulas quase lineares nas fotos seguintes. As pínulas largas são estéreis, enquanto que as estreitas são fertéis, com o verso preenchido por uma tira de esporângios (3.ª foto). Outro carácter distintivo é a presença de plantas-bebés produzidas por bolbilhos agarrados à página superior de algumas frondes (última foto): são novas plantas completas, prontas a enraízarem-se quando se soltarem da planta-mãe. Esse comportamento de cada folha funcionar como maternidade, afinal não tão raro no mundo das pteridófitas, acabou por ser decisivo na identificação do feto. Os anglo-saxónicos chamam-lhe mother fern ou hen and chicken fern. É popular em jardinagem e, sendo tão fácil de reproduzir (ele próprio, sem ajuda, se encarrega da tarefa), aparece com frequência no comércio hortícola. Com surpresa por causa do seu porte avantajado, embora a disposição linear dos esporângios esteja de acordo com o normal no género, aprendemos que se trata de um Asplenium: de seu nome completo A. bulbiferum, é originário da Nova Zelândia, Austrália e (segundo algumas fontes) de grande parte da Ásia.

Acontece que esta história, repetida em vários guias de identificação de plantas, está cheia de equívocos que só foram cabalmente esclarecidos em artigo publicado em 2005, na revista Plant Systematics and Evolution, por três botânicos neo-zelandeses: L. R. Perrie, L. D. Shepherd e P. J. Brownsey (veja também aqui). Concluíram os autores que a planta habitualmente cultivada em jardins e vendida um pouco por todo o mundo como Asplenium bulbiferum é na verdade um híbrido estéril, produzido talvez acidentalmente em Inglaterra durante o século XIX, que terá resultado do cruzamento do verdadeiro A. bulbiferum com o A. dimorphum. Estas duas espécies, apesar de geneticamente próximas, nunca teriam oportunidade de produzir um híbrido em condições naturais, pois a primeira é endémica da Nova Zelândia (não tem a ampla distribuição que alguns lhe atribuem) e a segunda da ilha australiana de Norfolk. Curiosamente, o híbrido que durante tanto tempo usurpou o nome de A. bulbiferum é mais cultivado do que o seu progenitor até na própria Nova Zelândia, onde chegou a ser usado em programas de regeneração de espaços naturais. Os estragos resultantes do erro não foram irreparáveis porque a esterilidade da planta, que só lhe permite reproduzir-se por bolbilhos, a manteve confinada a áreas relativamente pequenas. Morfologicamente, o híbrido é uma média perfeita dos seus dois pais, herdando de cada um deles uma característica crucial e distintiva: o dimorfismo foliar veio do A. dimorphum, e a produção de bolbilhos do A. bulbiferum.

O epíteto lucrosum com que os autores do artigo baptizaram o até então mal identificado feto presta jocosa homenagem às qualidades comerciais de uma planta cultivada em cinco continentes. Em Portugal, porém, a sua venda dificilmente seria negócio lucrativo, e por isso os bolbilhos das plantas do Palácio estão a salvo da nossa cobiça.

23.3.13

Três-em-rama




Potentilla montana Brot.

Quando a vimos, numa berma de caminho, de uma aldeia montanhosa e fresca de Vale de Cambra, ladeado por hortas e campos com ovelhas dorminhocas, julgámos estar diante de um morangal. A planta das fotos seria, pensámos, uma variedade de morangueiro (Fragaria X ananassa Duchesne) escapada dos torrões cultivados. Na dúvida, o fotógrafo registou o essencial da planta: longos estolhos, método de propagação que os morangueiros também adoptam; pétalas brancas (como as dos morangueiros) de uns 9 mm de diâmetro, afastadas e maiores do que as sépalas; talos e cálices lanudos; folhas com três segmentos, a lembrar as dos morangueiros, cada um deles dentado na região apical, verde e pubescente na face superior, cinzento e acetinado na inferior. Ainda não havia morangos, mas conviria guardar as coordenadas do local para posterior colheita do pitéu.

Apesar de iludidos, desconfiámos de tanta penugem. As plantas que se preferem nos morangais são as que geram receptáculos (onde os inúmeros aquénios se encaixam) vermelhos, carnudos e glabros. Uma consulta bibliográfica desfez finalmente o engano: trata-se de uma Potentilla com flores brancas, descrita por Brotero em 1804, que se dá bem em relvados e sítios pedregosos de montanha e é nativa de parte da França e da metade norte da Península Ibérica. Não parece haver razão para não ser planta comum nos pastos verdejantes no norte do país, mas não há registos que confirmem um tal optimismo.

Estas terão sido flores temporãs já que a floração se pode prolongar até Julho. O que nos dá esperança de rencontrar a planta com mais flores não estragadas pelo vento. Os frutos são afinal aquénios lisos sem valor gastronómico conhecido.

18.3.13

O problema da salsa



Anthriscus caucalis M. Bieb.

Houve uma época não muito distante, e talvez ainda não ultrapassada por completo, em que qualquer prato servido num restaurante vinha enfeitado com um raminho de salsa. Dir-se-ia que os cozinheiros se tinham esquecido do possível uso culinário dessa erva; mas, como ela continuava a aparecer na despensa, havia que dar-lhe algum préstimo. A salsa, sendo uma adição de última hora ao cozinhado, não mesclava o seu sabor com o dos restantes ingredientes, e portanto o seu efeito na experiência degustativa era nulo. E, se a travessa fosse mal amanhada, também não seria a ervita visualmente insignificante a transformá-la num paradigma do food design.

Dir-se-ia que a salsa, pela percepção generalizada mas talvez injusta da sua inutilidade, tinha como destino traçado a irrelevância culinária. Dá-me ideia que ela já desapareceu como enfeite, e alguma desatenção impede-me de ajuizar se está em curso o seu regresso às panelas. O seu eclipse, a confirmar-se, será apenas um episódio mais no progressivo abandono das ervas aromáticas por parte dos restaurantes sem pretensões gourmet.

A salsa é uma umbelífera bienal de seu nome Petroselinum crispum. A erva que hoje aqui se exibe, Anthriscus caucalis, a que os ingleses chamam bur chevil, é também uma umbelífera, e apresenta evidentes semelhanças com a salsa tanto no aspecto geral como no recorte das folhas. Não sendo venenosa, não parece contudo recomendar-se pelas qualidades culinárias. Planta anual, com caules ocos e muito ramificados capazes de atingir 80 a 100 cm de altura, apresenta folhas de textura delicada, com pêlos compridos na face inferior, e flores com cálices hirsutos dispostas em umbelas assimétricas de não mais que 4 cm de diâmetro. É nativa da Europa, Ásia e norte de África. Em Portugal, embora não seja muito frequente, está presente de norte a sul do território, em terrenos incultos e margens de caminhos.

15.3.13

Lírio de Brotero



Iris subbiflora Brot.

Se vingar a opção da Flora Ibérica de agrupar no género Iris apenas as plantas de flores com uma franja nas tépalas e rizomas com numerosas raízes, das cerca de 110 espécies, europeias ou asiáticas, que comporão o minguado género só a I. subbiflora será espontânea em Portugal. Ainda assim, terá de mudar de nome, para Iris lutescens Lam., e com isso deixará de ser um endemismo ibérico. A proposta de mudança taxonómica é sustentada por estudos genéticos recentes, mas tem mais um efeito indesejável: a autoria do nome aceite passa do português Brotero para o francês Lamarck. O primeiro escolheu I. subbiflora em 1804, aludindo, crê-se, ao facto de as flores serem em geral solitárias, raramente duas em cada haste, e a planta parecer preguiçosa no florescer. Lamarck antecipou-se, e propôs em 1789 a designação I. lutescens, abrigando desse modo também plantas de fisionomia semelhante (ainda que menos altas e com flores que podem ser amarelas ou azuis mas sempre de barbicha amarela) que são nativas da região mediterrânica oeste e muito raras na Península Ibérica. São todos primos esses Iris, é certo, mas não se perdoa a desfeita.

Os caules desta herbácea são de um verde pálido que parece seco e rondam os 20 a 40 cm de altura. As folhas, ensiformes ou falciformes e de nervuras longas, juntam-se na base a formar um leque que é um suporte firme para a haste da flor. Esta é perfumada e azul-violeta, de tom mais ou menos intenso (por vezes com umas pinceladas de cor púrpura ou, excepcionalmente, brancas), penugem amarela, branca ou azulada nas tépalas externas (que não as cristas), e duas brácteas membranáceas.

Encontrámos umas centenas de exemplares desta planta na serra de Sicó, embora apenas uma vintena em flor. Estava em lugar soalheiro com solo calcário seco, e também em fissuras de rocha, aproveitando as pequenas clareiras do mato que por ali é rasteiro. Apesar de este tipo de habitat ser frequente na Beira Litoral, Estremadura e Ribatejo, os registos recentes de ocorrência deste lírio-roxo em Portugal situam-se todos em Sicó ou no Parque Natural de Sintra-Cascais.

11.3.13

Erva de bem olhar



Scrophularia grandiflora DC.

Um dos nomes que em Portugal se dá às plantas do género Scrophularia é erva-do-mau-olhado. Por falta de um bruxo tradicional a que possamos recorrer, desconhecemos se tais ervas provocam mau-olhado ou se são um remédio contra ele. Dúvida porém irrelevante numa época em que tais crendices antigas foram substituídas por outras mais cosmopolitas como a astrologia e o tarot. E a escrofulária de hoje, associada ou não ao mau-olhado em tempos que já lá vão, merece ser olhada com uma atenção respeitosa, visto tratar-se de um endemismo português de distribuição restrita.

A Scrophularia grandiflora, uma planta vivaz e peluda que atinge 1,8 m de altura, existe apenas na província da Beira Litoral, onde está confinada a um raio de 40 a 50 Km em redor de Coimbra. Não vive em lugares ameaçados nem é especialmente rara no território que lhe calhou ocupar. É uma planta estradeira, e qualquer talude onde as brigadas de limpeza não actuem com excessivo zelo lhe serve de refúgio. Em Coimbra, quem percorra a circular interna durante os meses de Abril e Maio não deixará de a ver, altaneira e florida, enfeitando esporadicamente as bermas da via. E na serra do Açor, limite oriental da sua distribuição, aparece em grande quantidade junto à ponte velha de Coja, mas também na estrada para Benfeita e na Mata da Margaraça. A sua preferência por habitats artificiais ou mesmo degradados suscita a pergunta que o Carlos Aguiar aqui pôs há tempos: onde estava, qual era o habitat da S. grandiflora antes de o Homem se apoderar da paisagem, antes da generalização do modo de produção neolítico? Se a mesma dúvida se coloca para todas as plantas nitrófilas ou ruderais, o caso da S. grandiflora é peculiar porque, ao contrário da generalidade das suas colegas de má vida, não foi capaz de aproveitar a boleia humana para se disseminar em larga escala.

O género Scrophularia, tão prolífero em espécies (cerca de 200 em todo o mundo, mais de 20 na Península Ibérica), está sujeito a oscilações taxonómicas periódicas, e só em 1993, com A. Ortega & J. Ortega (autores do artigo Revisíon del género Scrophularia L. (Scrophulariaceae) en la Península Ibérica e Islas Baleares), ficou de vez decidido ser a S. grandiflora um endemismo lusitano. Curiosamente, o autor do nome, o botânico suiço Augustin Pyrame de Candolle (1778–1841), que nunca viu a planta na natureza, supôs, devido talvez a uma troca de etiquetas no material de herbário, que ela seria originária da América do Sul.

8.3.13

Colheita do ano



Lathyrus annuus L.

Nome comum: Cizirão-de-um-ano; agrião-roxo
Ecologia: Locais com humidade e sombra
Distribuição global: Sul da Europa, parte da Ásia, norte de África e Macaronésia
Distribuição em Portugal: Parece preferir solos básicos, do litoral centro e sudeste; nos Açores (São Miguel), onde também ocorre, é muito rara
Época de floração: Abril a Junho
Data e local das fotos: Maio de 2012, Almonda, Torres Novas
Informações adicionais: Erva anual de talos alados, que podem chegar aos 2 metros de altura, e poucas folhas, cada uma das quais é um par de folíolos opostos e acuminados. As inflorescências têm uma haste mais baixa do que a folha axilante e as flores são franzinas (a corola tem cerca de 1.5 cm de diâmetro), destacando-se no emaranhado de gavinhas e caules por serem amarelas ou alaranjadas. A quilha protege a estrutura reprodutiva mas não impede a visita de abelhas; tal com o estandarte e as pétalas laterais, cai depois da polinização para que, das paredes do ovário, se forme a vagem. O fruto, com o que restou do cálice de cinco sépalas da flor, parece uma faca de pirata de ponta alongada; quando seca, abre-se pela bainha que une as duas metades para disseminar uma dezena de sementes redondas e escuras que, enquanto embriões, estiveram ligadas à superfície interna do feijão-verde por finos cordões, por onde também receberam nutrientes.

4.3.13

Olho pálido



Tolpis umbellata Bertol. [sinónimo: Tolpis barbata subsp. umbelatta (Bertol.) Jahand. & Maire]

Um passatempo instrutivo, que os autores deste blogue praticam assiduamente, é o de anotar todas as plantas que observam nos seus passeios. Este "todas" é sujeito a ressalvas, pois, além das plantas desconhecidas, mas assaz distintivas para mais tarde sermos capazes de as identificar pelas fotos, existem aquelas que, no nosso actual estádio de conhecimento botânico, não temos esperança de resgatar do anonimato. Perdem-se assim quase todas as gramíneas, muitas umbelíferas e um bom número de asteráceas. No extremo oposto situam-se as velhas conhecidas que reencontramos sem surpresa nos sítios mais diversos. A leituga ou olho-de-mocho (Tolpis barbata) é daquelas plantas que faz o pleno do território nacional, incluindo os arquipélagos atlânticos, estando apenas ausente nas altitudes mais elevadas. Como planta anual que é, ela desaparece no Inverno, mas no resto do ano é tão comum e quotidiana que é frequente ignorarmos-lhe a presença.

Mas até para o olho-de-mocho vale a pena manter o olho aberto, pois certas variações podem fazer com que aquilo que parece trivial seja escasso ou mesmo raro. A planta da foto ilustra bem esse princípio de precaução, pois, além do seu aspecto pálido e sulfuroso, e da sua improvável fotogenia, apresenta uma pupila negra no centro do olho muito menor do que é regra na Tolpis barbata. Contudo, a coloração dos capítulos florais por si só é fraco comprovativo, já que são muitas as plantas que, por desfastio, ensaiam ocasionalmente algumas variações cromáticas. Há outro detalhe assinalável, visível na terceira foto em cima, que é o das brácteas externas não serem tão compridas nem tão proeminentes como os manuais botânicos costumam prescrever para a Tolpis barbata. A conclusão é que se trata de outra espécie, de seu nome Tolpis umbellata. O exemplar fotografado, precocemente primaveril, morava no Alto Minho, numa encosta pedregosa debruçada sobre o vale do rio Trovela.

Embora as suas peculiaridades sejam fáceis de apontar, nem todos os botânicos admitem a existência da Tolpis umbellata: ou a subordinam à Tolpis barbata como subespécie, ou lhe negam mesmo qualquer categoria taxonómica. João do Amaral Franco, no vol. 2 da Nova Flora de Portugal, hesita entre as duas posições, mas a Checklist da Flora de Portugal adopta a segunda, omitindo por completo a Tolpis umbellata. Entre os partidários da existência desta espécie encontram-se a Flora Digital de Portugal e o projecto Anthos. A Flora Ibérica, como ainda não se ocupou das asteráceas, não tem opinião oficial sobre o assunto; mas, dado que ela é coordenada, tal como o Anthos, por uma equipa do Real Jardim Botânico de Madrid, é provável que também venha a reconhecer a Tolpis umbellata como espécie autónoma.