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27.11.06

Cedro monumental- Mateus


Cedro-do-Himalaia -Cedrus deodara

«No Parque do Solar de Mateus, em Vila Real, um exemplar plantado em 1870, que é constituído por uma rebentação de toiça, com 6 rebentos, cada um com 0,80 a 1 m de diâmetro na base. » Em 1984, Ernesto Goes in Árvores Monumentais de Portugal

1.11.06

Árvores monumentais

do Jardim Botânico de Coimbra mencionadas por Ernesto Goes (1984)

Vista panorâmica: ao centro, por detrás das palmeiras, a copa da Ficus macrophylla (árvore da borracha)
e ao lado direito, o cimo do Cedrus deodara (cedro-do-Himalaia).

Araucaria bidwillii (sem referência de medidas),
Ficus macrophylla, "o maior exemplar existente no País com 11, 5 m de PAP e 32 m de diâmetro de copa;
Cedrus deodara, "com 3, 40 m de PAP e 30 m de altura";
Eucalyptus cornuta, "o maior exemplar existente no País (...) tendo 4, 20 m de PAP e 37 m de altura";
Eucalyptus obliqua "com 5,53 m de perímetro do tronco e 43 m de altura";
Eucalyptus viminalis com "4,8 m de perímetro";
Grevillea robusta, "o mais velho e grosso exemplar que se conhece (...) com 4,2 m de PAP (...) 29 m de altura";
Washingtonia filifera;
Avenida das Tílias.
TPC para a visita de hoje ...

28.10.06

"o mais espectacular e belo pinheiro bravo do País"

A rever amanhã na visita a Tibães!

. Pinus pinaster monumental em Tibães- Novembro 2003

« Na Quinta do Convento de Tibães, próximo de Braga, há o mais espectacular e belo pinheiro bravo do País, e talvez o mais volumoso, em que o tronco tem 3,95 m. de PAP e está limpo de ramos até 22 m. de altura. Esta árvore tem no total a altura de 32 m. e uma copa bastante ampla.»
Ernesto Goes, Árvores Monumentais de Portugal (Portucel,1984), p. 99

Nota: a mancha branca que sobressai na base do lado esquerdo do tronco corresponde a uma pessoa.Ver foto de dois cedros monumentais e tília ao pé do
lago .

Adenda (29-10-06): Medimos hoje -o melhor que pudemos, devido ao declive do terreno, e o valor que obtivemos foi 4, 10 m. de perímetro do tronco à altura do peito (PAP); ou seja, em duas dezenas de anos o pinheiro terá engrossado cerca de 15 cm..
.

2.9.06

Azinheira monumental - Portel


Fotos: manueladlramos- Agosto de 2003 .......clicar nas imagens para aumentar

«Azinheira da herdade do Vale da Rebola- pertencente à Casa de Bragança, fica na freguesia e concelho de Portel, a 3 km desta vila, próximo da estrada de Oriela-Portel. Esta árvore situa-se junto a uma linha de água próximo do "Monte", tendo as seguintes dimensões: 4,3 m. de P.A.P., 24 m. de diâmetro de copa e 25 metros de altura.» in Árvores Monumentais de Portugal de Ernesto Goes (1984)

Apesar das indicações e do seu porte, não foi "pêra doce" dar com esta árvore, pois ao contrário do que pensámos, ela não se avista da referida estrada. Mas valeu bem a pena o tempo passado à procura. Lamento no entanto não ter encontrado ninguém para meter conversa e ficar a saber mais alguma coisa sobre a azinheira e seus donos. Será que ainda pertence à Casa de Bragança como escreve Ernesto Goes? Terá entretanto sido classificada como árvore de interesse público? Bem o merecia, e já agora, ser integrada num circuito de azinheiras monumentais.

7.8.06

Oliveiras multisseculares - Serpa

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Oliveiras (Olea europaea L. var. europaea) classificadas de interesse público em 2001
Ver
mais fotos das oliveiras ao pé do aqueduto (por Vitor Oliveira- via Serpa (wikipedia)

Sobre estas oliveiras de Serpa, Ernesto Goes no seu Árvores Monumentais de Portugal (1984)escreveu o seguinte: «... em frente ao jardim público de Serpa e junto à estátua do Abade Correia da Serra , célebre botânico que viveu nos fins do século XVIII e princípios do século XIX, e natural desta vila, foram transplantadas 3 oliveiras multisseculares (possivelmente milenárias) de grande porte.
Estas oliveiras foram transplantadas em 1958 pelo distinto eng.º Silvicultor Pulido Garcia, também natural desta vila, que vingaram devido a uma técnica apurada. A maior delas tem 6.9 m. de PAP e as outras cerca de 5.5 .
Também junto à muralha do Castelo foram transplantadas várias oliveiras multiseculares.»


Passados quase cinquenta anos após a transplantação, estas oliveiras continuam a vingar tendo sido classificadas como árvores de interesse público em 2001, como se fica a saber na página sobre Património Natural do site da Câmara Muncipal de Serpa.
....
PS: Há muito que queria publicar fotografias destas oliveiras de Serpa e decidi-me finalmente, ao ler ontem no JN uma pequena reportagem sobre três oliveiras emblemáticas do concelho de Mirandela (chamada a Cidade das Oliveiras devido aos cerca de 750 exemplares dos seus jardins, ruas e avenidas > ) . Muito interessante a ideia de «uma rota unindo todos estes "monumentos vivos"»: com efeito para o património arbóreo poder ser "chamariz de turistas" tem que estar devidamente identificado e sinalizado o que infelizmente é raro acontecer. Veja-se por exemplo o caso do Porto em que nenhuma das árvores classificadas da cidade está assinalada como tal.

14.7.06

CCDRN: o gosto de proibir # 2

Está na altura de regressarmos, passadas já três semanas, ao caso dos jardins da CCDRN, um património que esse organismo quer vedar abusivamente ao usufruto público, privatizando-o em benefício dos seus funcionários e dirigentes. O uso que faço da palavra privatizar não é retórico: a CCDRN, na placa com que pretende proibir os utentes de aceder aos terrenos da Casa Allen à face da rua António Cardoso, escreve, em lapsus linguae revelador, que esse jardim é particular.

Seguindo a sugestão da Carla, escrevi, no dia 27 de Junho, uma carta ao Presidente da CCDRN sobre o acesso público ao jardim. Duas semanas depois, ainda não tive resposta - e ficaria na verdade muito surpreendido se alguma vez a tivesse.

Eis a carta na íntegra:

Exm.º Senhor Presidente da CCDRN
Rua da Rainha D. Estefânia, n.º 251
4150-304 Porto

Porto, 27 de Junho de 2006
Assunto: acesso público ao jardim da CCDRN


Exm.o Sr. Presidente:

O jardim da sede da CCDRN, à rua da Rainha D. Estefânia, é um exemplo precioso da arte dos jardins portuenses na viragem dos séculos XIX e XX. Como outros jardins da zona do Campo Alegre, hoje pertença da Universidade do Porto (como o Jardim Botânico, o Círculo Universitário ou a própria Faculdade de Arquitectura), insere-se num percurso histórico e patrimonial que recorda o que foram os grandes jardins privados de ilustres famílias portuenses como os Andresen, os Burmester e os Allen. Há traços comuns a todos esses jardins: as inúmeras camélias de porte arbóreo, o coleccionismo de árvores exóticas, a presença de estufas de aclimatação, os canteiros desenhados a buxo. Todo este património merece ampla referência no livro Jardins Históricos do Porto (edições Inapa, 2001), da autoria de Teresa Andresen e Teresa Portela Marques.

É pois natural que os turistas ou simples cidadãos que se interessem por jardins e valorizem este património queiram visitar, como parte do referido percurso, os jardins da CCDRN. E uma visita só não chega, pois os jardins mudam com as estações do ano e cada visita traz a sua surpresa. A mais recente e desagradável surpresa que tive foi a de ser impedido pelo vigilante de serviço, na passada sexta-feira, de visitar o jardim da CCDRN; e ontem uma amiga minha viveu igual experiência. Já antes, e incompreensivelmente, era proibido fotografar o jardim; agora também é proibido vê-lo.


É estranho que, funcionando na sede da CCDRN um centro de documentação aberto ao público ao qual o acesso se faz pelo jardim, se queira impedir o mesmo público de frequentar o jardim. Será para que não se veja o uso pouco digno que lhe tem sido dado, ocupado como está em grande parte pelo estacionamento?


Seja como for, esta atitude da CCDRN (semelhante à que o mesmo organismo tomou em relação ao jardim da Casa Allen, à rua de António Cardoso) é lesiva do natural usufruto, por parte dos cidadãos, de um espaço com alto valor patrimonial que estava, até há bem pouco tempo, aberto a quantos o quisessem admirar. Apesar de ser co-autor de um livro (À Sombra de Árvores com História, edição de 2004, já esgotada, da associação Campo Aberto) onde também se mostra e fala da monumental canforeira no jardim da CCDRN, não lhe peço autorização especial para frequentar o jardim. O que lhe peço é que esta decisão de o privatizar em benefício exclusivo da CCDRN e dos seus colaboradores seja anulada, e que ele volte a ser visitável pelo público em geral.

Agradecendo a atenção dispensada, apresento-lhe os meus melhores cumprimentos,
Paulo Ventura Araújo

24.5.06

A ler- a Magnólia do Convento em Monchique

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A Magnólia do Convento
«A magnólia do convento pode munto bem ser a arve más antiga da nossa serra e nã era d'a admirar qu' ela t'vesse sentido o tremor de terra de 1755 e já ser até crecidinha.
Já há uns belos tempos qu' andava a sentir soidades dela. Olhav'-à cá de baxo e as vistas f'cavam-me presas naquela copa. D'zia qu' havera d' ir lá, mái nã m' opunha. E o empenho era maior de dia p'ra dia.
Ontordia, pensí qu' ela já taria de flor e nã me dí sustido. Abalí e fui mémo. (...)»

Imperdível o relato desta visita à maior Magnolia grandiflora de Portugal (de acordo com E. Goes) pelo Parente de Refóias

26.4.06

A um Negrilho

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S. Martinho de Anta, 26 de Abril de 1954

Na terra onde nasci há um só poeta.
Os meus versos são folhas dos seus ramos.
Quando chego de longe e conversamos,
É ele que me revela o mundo visitado.
Desce a noite do céu, ergue-se a madrugada,
E a luz do sol aceso ou apagado
É nos seus olhos que se vê pousada.

Esse poeta és tu, mestre da inquietação
Serena!
Tu, imortal avena
Que harmonizas o vento e adormeces o imenso
Redil de estrelas ao luar maninho.
Tu, gigante a sonhar, bosque suspenso
Onde os pássaros e o tempo fazem ninho!

Miguel Torga in Diário VII (1956)


Foto: in Árvores Monumentais de Portugal, Ernesto Goes(1984)
Este negrilho (ou ulmeiro) entretanto começou a secar e morreu. À sua frente foi plantada uma nova árvore da mesma espécie (Ulmus minor). O Velho lá continua, ainda mais reduzido do que se pode ver
numa das páginas (Lugares> Largo do Eirô) dedicadas a Miguel Torga, do excelente projecto viajar com... os caminhos da literatura, mas mesmo assim, monumental, impressionante.

24.3.06

Eucaliptos monumentais- Monchique

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foto: agosto de 2003
Eucaliptos monumentais em Monchique (por trás do Hospital) na estrada que vai para o Barranco dos Pisões
(onde existe o célebre plátano- ver aqui e aqui )

A altura da primeira destas árvores ultrapassa os 30 metros (a pessoa que mal se vê encostada ao tronco mede 1.60 m). São muitíssimo maiores do que os eucaliptos abatidos na estrada para a Fóia e os assinalados na estrada para o Alferce , mas lembrei-me deles ao ler os comentários aqui trocados.
Terá razão o Parente da Refóias que, não deixando de lamentar a "desfortuna" que fizeram à serra de Monchique, acha que todos os "calitros" se valem, apenas importando pelo lucro que deles se possa obter?
Claro que não penso que cortar eucaliptos "ê o méme que fazer mal ôs carvalhêros ó ôtras arv'es assim" (nem tenho nada contra a exploração comercial da floresta) mas francamente, custa-me aceitar que se cortem árvores de grande porte. Mesmo eucaliptos. Talvez esteja errada. Não sei.
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21.3.06

Árvores com histórias: a "árvore grande" de Alijó

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«A "Árvore Grande" é um pedaço da alma de Alijó»
Por Nuno Amaral (textos) e Nelson Garrido (fotos) no Público de hoje

«O orgulho no plátano, mandado plantar há 150 anos, está espelhado no mais ínfimo pormenor da comunidade. No Dia Mundial da Floresta, câmara e freguesia convidam as crianças do concelho a plantarem 150 plátanos.

Sentada na borda da lareira, Maria Laura Rodrigues vai desfiando as memórias da "Árvore Grande". Conta a "balbúrdia" que Alijó viveu há pouco mais de 50 anos, quando o boato que corria anunciava o fim do plátano. "Dizam que o iam cortar para fazer socos", solta, por entre sorrisos. O povo não gostou. E o rumor deu mesmo azo a uma peça de teatro, como que para afastar os demónios. Maria Laura teria uns 16 ou 17 anos. A mãe, enfatiza, ainda serviu na casa do visconde de Alijó, o homem que mandou um servente, António Pela-Gatos, deitar a semente à terra. Agora, aos 70 anos, recorda os tempos em que as "notícias" circulavam debaixo dos ramos do plátano. "Aquilo sempre foi um ponto de encontro, era o centro da vila", afina.
Na véspera do Dia Mundial da Árvore, Graciano Ferreira olha para a escultura que a câmara e a junta de freguesia hão-de descerrar hoje. A lápide ainda está tapada. Há um novo banco de madeira debaixo das ramadas. Um feixe de luz há-de iluminar-lhe o tronco.

"Então não namorei? Eu e todos. Houve aqui muitas declarações de amor", esclarece. Hoje, aos 65 anos, é menos "maroto". "Ah, mas naquela altura, era, lá isso era."
O simbolismo do ancestral plátano está em cada pedaço de Alijó, no coração do Alto Douro vinhateiro. Todos lhe conhecem a história. Todos lá viveram um pedaço da infância. À entrada da vila, pelo sul, quem vem de Pinhão, está a Escola de Condução Plátano. Na avenida central, o Café Plátano. A árvore ilustra porta-chaves, faz parte dos panfletos de promoção turística. Criou uma rota própria. A "Árvore Grande", no léxico local, é mesmo o símbolo da Junta da Freguesia de Alijó. "É um pedaço da alma desta vila", classifica o autarca Alípio Alves. Tanto assim é que a comemoração dos 150 anos do plátano era um dos pontos do manifesto eleitoral do socialista. "E, se o tempo ajudar, amanhã [hoje] é cumprido", regozija-se.

Festa para todos ao final da tarde
Para que a homenagem também singre na terra, os alunos das escolas do concelho plantam 150 plátanos a poucos quilómetros do centro da vila. "Ao final da tarde, teremos um momento de poesia e um lanche aberto a toda a população, porque a "Árvore Grande" é de todos", sublinha o presidente de câmara, Artur Cascarejo.
Foi junto ao local onde havia de nascer a árvore que a mãe da Maria de Laura conheceu o visconde de Alijó. Uns anos depois, já a mãe de Laura trabalhava na casa senhorial, o visconde mandou plantar a árvore. Porquê, nunca se soube. Mais tarde, o local onde o plátano já ganhava corpo, e um simbolismo próprio, deixou de integrar a quinta dos "senhores". A passagem era estreita e o filho do visconde deu mais um pedaço de terra.
Hoje, ao final da tarde, Maria Laura há-de sentar-se nas imediações da árvore a ouvir poesia e a saborear uma vitela. "Já há 50 anos lá estive. Foi quando puseram a placa dos cem anos."


A "Árvore Grande" cresceu e resistiu. A placa ainda hoje avisa o viajante. Ou "viandante", como escreveu o antigo inspector escolar Mira Saraiva. Na súplica que lavrou, o plátano faz um pedido aos visitantes: "Tu, que passas, olha-me bem e não me faças mal". »

Ler a propósito: Plátano de Alijó (17.10.05) ; PLÁTANO COMPLETA 150 ANOS

7.2.06

A árvore e o homem

«Glória aos fotógrafos, a essa objectiva humilde que vai visitar as árvores na mata, no jardim público ou à beira da estrada, e delas recolhe a imagem menos imperfeita, porque menos individualista - árvore em estado de árvore. Não me achando em condições de possuir um sítio, nem mesmo uma araucária particular, incompatível com as dimensões do metro quadrado em que resido, eu (e aqui sou João, Leovigildo, Heitor, homem urbano em geral) consolo-me contemplando algumas fotografias de olmos, faias, eucaliptos, jequitibás, espécies resinosas e essências. Amo vê-las em grupo ou isoladas, oferecendo à pressão do vento a massa compacta de folhagem; reflectindo, interceptando ou matizando os raios solares que tentam penetrá-las; lavando-se à beira da corrente, em sincera solidão; ou ainda contrastando com os frágeis monumentos de pedra, tijolo e cimento, que chamamos de casas, e que é tão raro não "sobrarem" na natureza; e até mesmo esparsas entre esses outros monumentos, os mais frágeis de todos, de nervos e vasos sanguíneos, que chamamos homens, e tampouco sabem integrar-se no conjunto natural onde folhas, raízes, insetos e ventos se organizam sem política.»

Carlos Drummond de Andrade, Passeios na Ilha (1952)


Foto: 0509 - Araucaria bidwillii no Buçaco

24.1.06

Azinheira monumental - actualização

Há uns dias atrás procuravam-se informações sobre uma azinheira monumental na região de Castro Verde. Entretanto já obtivemos uma resposta. Ei-la:
«Olá. Tive conhecimento da vossa pesquisa sobre a azinheira monumental.
Sou de Castro Verde (eng. florestal), e conheço a árvore de que falam. É de facto grandiosa. Não sei se será a maior da Europa (e do mundo), mas é a maior que conheço.
Esta azinheira localiza-se no concelho de Mértola, próximo do lim
ite do concelho de Castro Verde. O acesso é fácil e não está vedado.
Existe também no concelho de Castro Verde um Sobreiro Monumental, chamado de "Sobreira do Monte do Curral" que se encontra junto à autoestrada do sul A2, próximo do nó de Castro Verde. Esta arvore vê-se mesmo da autoestrada, pois não está a mais de 500 metros. É também o maior sobreiro que conheço.
Artur Lagartinho
(tel:...)»

Consultada a publicação do Instituto Florestal sobre árvores de interesse público* verifiquei que no que diz respeito ao concelho de Mértola, existe uma outra azinheira monumental, classificada de interesse público em 1997, com cerca de 500 anos, localizada na Herdade das Pias. Artur Lagartinho, que a conhece, informou que o Monte das Pias está situado próximo do Pulo do Lobo (famosa queda de água no Guadiana) e que essa azinheira não é tão grande como a que nos trouxe todos à conversa . Muito obrigada ;-)

*Árvores isoladas, arvoredos, maciços, bosquetes e alamedas classificados de interesse público pela direcção-geral das florestas- (dados apurados ate 1 de Junho de 2003)

19.1.06

Azinheira monumental em Castro Verde

Alguém a conhece? Precisamos de saber mais informações já que nas nossas fontes habituais não encontrámos nenhum registo. Onde fica ao certo?
Os Amics arbres perguntaram-nos e nós não soubemos responder; nem nós nem pelos vistos algumas entidades de Castro Verde a quem estes amigos catalãos escreveram.
Por isso, por favor, passem a palavra... alguém conhece esta azinheira a que o fotógrafo, Pyconotus, chamou "a maior azinheira da Europa"?

(a propósito: Azinheira - S. Braz de Alportel ; À sombra de uma azinheira... )
.

Cedros monumentais de Portugal

No seu Árvores Monumentais de Portugal (1984), Ernesto Goes lista os seguintes cedros monumentais fazendo preceder cada espécie de uns curtos parágrafos.
«Cedros (Cedrus).
Pertencem à família das Pináceas. No género Cedrus há a considerar no País 3 espécies que atingem dimensões assinaláveis, que são: Cedrus deodara, Cedrus atlantica e Cedrus libani.
Qualquer destas espécies têm sido bastante plantadas em parques e jardins e mesmo em arborizações de perímetros florestais do Estado. As madeiras destas espécies são muito apreciadas para a construção e marcenaria.

Cedrus deodara : É oriundo da Ásia, das montanhas do Himalaia e Afeganistão, sendo de considerar os seguintes exemplares de porte excepcional:

  • No Jardim Botânico de Lisboa, com 3, 20 m. de P.A.P.*, 35 metros de altura, fuste direito e copa frondosa.
  • No Parque do Colégio da Companhia de Jesus em Cernache de Coimbra, há um exemplar com 35 metros de altura, em que o tronco tem 3,80 metros de P.A.P., e está despido até 8,5 metros de altura.
  • No Jardim Botânico de Coimbra, há um exemplar com 3,40 m. de P.A.P., e 30 metros de altura.
  • Na Mata do Buçaco, há inúmeros exemplares com 3. m. de P.A.P., e 35 metros de altura.
    O mais grosso com 3,20 de P.A.P., fica próximo da casa do Guarda da Lapa e foi plantado em 1878. Por comparação com medições efectuadas por Brito Peres em 1964 verificou-se que esta árvore engrossou cerca de 19 cm. em 19 anos.
  • Na quinta do Paço, em Moledos, no concelho de Tondela, com 4. 02 m. de P.A.P., 30 metros de altura e 20 m. de diâmetro de copa.
  • Na quinta do Prado, em Briteandes, no concelho de Lamego, há um exemplar com 5,00 m. de P.A.P., 23 metros de altura e 32 m. de diâmetro de copa sendo o maior que se conhece no País. Nesta quinta ainda há dois exemplares que também merecem ser assinalados, respectivamente com com 4 e 3,97 metros de P.A.P.. ( Ver álbum de fotos)
  • No Parque das Termas de S. Vicente, no concelho de Penafiel, um exemplar em que o tronco tem 3,4 m. P.A.P. e está limpo de ramos até 9 m. de altura.
  • Na Quinta do Convento de Tibães, há dois exemplares junto ao lago, que têm respectivamente 3,26 m. e 3,16 m. de P.A.P e 37 m. de altura.
  • No Parque do Solar dos Mateus, em Vila Real, um exemplar plantado em 1870, que é constituído por uma rebentação de toiça, com 6 rebentos, cada um com 0,80 a 1 m. de diâmetro na base.

Cedrus atlantica: É oriundo das montanhas do Atlas, no Norte de África, sendo de destacar os seguintes exemplares:

  • No Parque do Hotel Grão Vasco , em Viseu , em que o tronco tem 6, 35 metros de P.A.P. o qual a 2 m. de altura se ramifica em 9 pernadas sendo a central a mais grossa, que em parte substitui o antigo fuste. É uma árvore muito imponente que tem 27 metros de altura. Está considerada de interesse público por decreto publicado em "Diário do Governo".
  • Na Mata do Buçaco há vários exemplares de grande porte, tendo o maoir 3 m. de P.A.P. e 30 m. de altura. Fica próximo da Casa do Guarda das portas de Serpa e foi plantado em 1878.
  • Na Quinta do Prado em Briteandes, no concelho de Lamego, há a considerar dois exemplares, respectivamente com 3, 75 e 3,53 m. de P.A.P.

Cedrus libani: É oriundo do Médio Oriente. Não queremos deixar de referir que cruz que Cristo transportou e onde foi crucificado era de madeira de Cedro do Líbano.

  • No Jardim Botânico do Porto, há dois exemplares, tendo o maoir 3, 95 m. de P.A.P e 30 m. de altura.
  • No Jardim do Palácio de Cristal da Cidade do Porto há dois exemplares com 4, 75 e 2, 02 de P.A.P.» (P.A.P. =perímetro à altura do peito -a cerca de 1,30 m. do solo)

Ernesto Goes não pretende ser exaustivo e há no nosso País (nomeadamente no Porto) outros cedros de porte assinalável não referidos pelo autor.

Na lista de Árvores isoladas, maciços e alamedas Classificadas de Interesse Público pela Direcção-Geral das Florestas (2003), por exemplo, apenas um exemplar dos mencionados por Goes se encontra classificado (o Cedrus atlantica do Hotel Grão Vasco (Viseu), vindo ainda nesse documento oficial pelo menos 5 árvores classificadas que não são referidas no livro: 3 Cedrus atlantica (em Coimbra, em Lisboa, e em Chaves- nota: sempre pensei que este último fosse um Cedrus deodara) e dois Cedrus deodara ( em Lisboa e na Régua).

28.11.05

O cedro momumental do Hotel Grão Vasco (Viseu)

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Cedro-do-Atlas (Cedrus atlantica) classificado de interesse público em 1965, no jardim do Hotel Grão Vasco em Viseu.

Ernesto Goes no seu livro sobre Árvores Monumentais de Portugal diz que este cedro-do-Atlas centenário "deve ser o maior do País". Será?
Salvou-se graças ao arquitecto António Viana Barreto como se transcreve na Gazeta Rural (Viseu-1.08.2004) : «"O cedro atlântico que se mantém junto ao Hotel Grão Vasco estava previsto ser sacrificado pela abertura de nova avenida de acesso ao Rossio". Ora o que este fazedor de paisagem acabou por propor foi o desvio da dita avenida e a manutenção do cedro hoje considerado imóvel de interesse público.»
Na publicação do Instituto Florestal sobre árvores classificadas as informações sobre esta árvore monumental são as seguintes: altura total- 34,oo m; circunferência a 1,30 m- 4,80 m; diâmetro médio da copa- 29,00 m; idade provável- centenária.

17.10.05

Plátano de Alijó


Plátano monumental de Alijó, conhecido como a "árvore grande". Plantado em 1856 e classificado de interesse público em 1953. Segundo Ernesto Goes , ca1984, tinha «6 m. de P.A.P., 30 m. de altura, e 26 m. de diâmetro de copa.»

30.8.05

Nos jornais: "Árvores classificadas estão de 'boa saúde'"

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Notícia do dia 28/08 n' O Primeiro de Janeiro
«(...) Chama-se Eucalyptus diversicolor Müller, 'vive' no que resta da Mata Nacional de Vale de Canas, em Coimbra, e foi plantado no final do século XIX. Com 75 metros de altura e mais de 30 metros de tronco limpo de ramos, é a mais alta árvore da Europa. Sobreviveu ao incêndio do último fim de semana. À semelhança desta, e de acordo com o técnico responsável pela mata, Francisco Pinto Bravo, outras "árvores classificadas encontram-se de boa saúde".
O aviso está afixado à entrada da mata, em cartazes que alertam os visitantes para os perigos decorrentes do incêndio que afectou cerca de 80 por cento de um dos pulmões de Coimbra:"Em resultado do fogo que destruiu parcialmente a mata, algumas árvores, pinheiros e cedros, foram gravemente afectados, podendo cair a qualquer momento".
Isto para além de o Instituto de Conservação da Natureza já teve o cuidado de, "rapidamente, mandar cortar algumas árvores situadas perto das vias de comunicação e do parque de merendas da mata, prevenindo possíveis acidentes".
No entanto, refere ainda o aviso do ICN, "como no interior da mata ainda existem muitas que, provavelmente, irão cair, apelamos ao visitante para durante os próximos dias evitar zonas onde exista uma maior densidade de arvoredo queimado". Algumas destas áreas estão já delineadas por fitas de cor vermelha e branca e são bem visíveis. Ainda de acordo com a nota de Francisco Pinto Bravo, "o ICN está já a tomar medidas conducentes à recuperação da mata".
Vale de Canas, juntamente com o Jardim Botânico e o Parque de Santa Cruz, era um dos maiores espaços verdes da cidade. Nas várias casas que circundam a mata são visíveis os estragos causados pelo fogo em sebes e jardins ardidos, num cenário desolador.»

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26.8.05

"A árvore mais alta da Europa"

A propósito do incêndio na Mata Nacional de Vale de Canas (ver imagem das chamas no Alcatruz)
e da notícia segundo a qual esta célebre árvore se terá salvo.

«Em publicação anterior afirmámos que "em Portugal há eucaliptos que são as árvores mais altas da Europa" e talvez as mais volumosas. Esses eucaliptos mais altos situam-se na Mata Nacional de Vale de Canas, próximo de Coimbra, e têm cerca de 70 m de altura. Esta nossa afirmação, "que em Portugal há eucaliptos que são as árvores mais altas da Europa", dita no Congresso de eucaliptos realizado pela FAO em Lisboa em 1960, caíu como uma bomba em tão selecta reunião, e só foi aceite como verdadeira quando os congressistas, na excursão de estudo que realizaram posteriormente, tiveram a oportunidade de admirar essas maravilhosas árvores. Sobre este assunto, mais tarde (em 1965) o prof. Jaime Pardé, Director da Estação de Silvicultura e Produção do Centro Nacional de Investigação Florestal de Nancy (França) e autor de vários livros lidos mundialmente por todos os técnicos florestais, escreveu-nos uma carta que em parte reproduzimos:

"Eu recebi recentemente Os eucaliptos de Portugal que apreciei com muito interesse. Preparando do meu lado um pequeno livro sobre a floresta, eu consagro um pequeno parágrafo às árvores mais altas do Mundo e da Europa. Eu julgava, antes da leitura do vosso livro, que o campeão era uma Picea romana, mas li na página 115 (Eucaliptus diversicolor) que existia um exemplar com 65 metros de altura na mata de Vale de Canas. Nestas circunstâncias, então será a árvore mais alta da Europa."

Em resposta confirmei que esse eucalipto tinha sido medido com todo o rigor e que tinha 64,70 metros de altura. Em 1974, em Vale de Canas foi medido esse eucalipto, assim como alguns E. globulus, cujas alturas a seguir se apresentam: E. diversicolor...60,50 m; E. globulus...66,50 m; E. globulus...66,00 m. Presentemente estes eucaliptos foram de novo medidos, tendo uma altura um pouco superior.»

Ernesto Goes, Árvores Monumentais de Portugal (1984) , p. 16

23.8.05

Castanheiro monumental - Fóia


Foto: castanheiro monumental (Castanea sativa) na Fóia, em Monchique no Verão de 2002

«Castanheiros
Os castanheiros, posto que só medrem nos arredores de Monchique, talvez, ou de certo antes, por não os semearem em outros sitios analogos, fornecem bastantes artigos não só para o consumo do Algarve, e baixo Alemtejo, mas para a exportação estrangeira; taes como barrotes, morilhos, pontas, couceiros, aduelas, arcos de tonel, pipa, e barril, ripa, e castanha verde e pelada. Da madeira destas arvores se fazem, álêm do vazilhame para adegas, algumas cadeiras, bancas, e caixas toscas e grosseiras. Póde haver em todos os corgos da serra; algumas há em outras freguezias, e por desmazelo e incuria não estão mais propagados; o que bem conviria pelo lucro que deixão, e certerza de consumo interno.»


in LOPES, João Baptista da Silva, Corografia ou memória económica, estatística e topográfica do reino do Algarve, Academia Real das Ciências de Lisboa, 1841 ( edição facsimilada da Algarve em Foco, 1988) , p. 150

Este ano ainda não fui à Serra na minha quase peregrinação anual! Quero andar arredada da tragédia, não vejo telejornais, salto as páginas dos incêndios... Mas apesar de todos os estratagemas não consigo fugir aos telefonemas da família nem às notícias de que também os pinhais e outras árvores da família da C** arderam, (em Vila Real). Ardeu quase tudo! Fogo posto! A mãe de mais de oitenta anos teve de ser evacuada e está agora na cidade...

Por isso (e ao contrário do ano passado) ainda não fui à Serra de Monchique e não sei se este belo castanheiro também ardeu. Este e outros, para além de uma jovem plantação levada a cabo pelos alunos e professores de algumas escolas algarvias, e que nesse Verão de há três anos tinha ido visitar com umas amigas.

5.8.05

Paris - Londres


Foto: pva 0506 - Robinia pseudoacacia - Kew Gardens, Londres

Não sabemos se uma disputa entre os velhos rivais separados pelo Canal da Mancha vai bem como entretenimento estival, mas é o que se arranja. A Manuela prometeu-nos uma reportagem no Jardin des Plantes sobre uma das mais velhas robínias da Europa, nascida de semente por volta de 1600. Sustentada por cabos e muletas, ainda se mantinha viva em 2000. O exemplar dos Kew Gardens que se vê na foto data de 1762, e é uma das últimas árvores sobreviventes da primeira plantação nos jardins. (Uma outra é o Platanus orientalis que já aqui mostrámos.) Com um século e meio a menos pesando-lhe no tronco do que à sua irmã parisiense, a árvore londrina ganha em juventude o que perde em respeitabilidade. Ainda assim é uma juventude provecta, marcada por graves achaques, que a obrigam a usar, entre outros amparos, um anel de metal à cintura para não se desagregar por completo.

Antes que alguém entusiasmado com estas veteranas resolva plantar um exemplar no seu quintal, fica o aviso de que esse acto está proibido por lei, pois a Robinia pseudoacacia está listada como invasora no decreto-lei 565/99.