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12/12/2011

Bem feitas

Asplenium onopteris L.


Partir as palavras aos pedacinhos para lhes adivinhar o sentido é a solução de recurso, ainda que falível, quando os dicionários se abstêm de nos ajudar. Dissecando o epíteto onopteris, vemos que ele é formado por duas palavras: ono, que em grego significa asno; e pteris, nome que os gregos davam aos fetos em geral. O Asplenium onopteris haveria pois de ser, por razões que só Lineu poderia elucidar, o feto-dos-burros. O vernáculo, porém, nem sempre está disposto a acatar lições de etimologia clássica, e em português a planta recebeu a designação algo incolor de feito — não do verbo fazer, mas da mesma raiz etimológica que feto. O Asplenium onopteris é assim o feto-feto, o exemplo mais típico da classe vegetal a que pertence, o protótipo de todos os fetos.

É pelo menos um feto muito frequente em lugares húmidos e umbrosos, em Portugal e em toda a região mediterrânica. Vive em rochas e paredes musgosas, mas não é incomum vê-lo brotar directamente do chão dos bosques. As suas frondes verde-escuras, de formato distintamente triangular, rematadas por uma espécie de cauda, têm até 50 cm de comprimento; dotadas de pecíolo comprido, glabro e quase negro, surgem agrupadas em tufos densos ou esparsos. É um feto que não tem descanso e se mantém verde e fértil o ano inteiro, num exemplo de produtividade nada meditterrânico muito do agrado das troikas deste mundo.

18/05/2007

"Um cheiro que se não estranha..."

Título furtado daqui


Laranjeiras em frente ao Museu Monográfico de Conímbriga > - fotos Abril de 2007

«Deitei-me e adormeci.
Debaixo da laranjeira,
Caiu-me uma flor no rosto:
Ai! Jesus, que tão bem cheira!»

06/01/2007

Agenda: "Transnatural"- até 4 de Fevereiro

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«Reunindo obras de 25 autores das áreas da literatura, ensaística, artes plásticas, vídeo e fotografia, que têm como tema ou fonte de inspiração este es paço verde emblemático de Coimbra, "Transnatural" é também o título do projecto pluridisciplinar iniciado em 2004, no Jardim Botânico. Numa edição bilingue da Artez , o livro reúne, entre outras obras, ensaios nos domínios da história, arquitectura, filosofia e ciência. Inclui ainda textos literários e poemas de, entre outros, Hans Christian Andersen ("Uma Visita a Portugal"), Almeida Garrett("Madrugada no Jardim Botânico de Coimbra") ou Luís Quintais ("Tílias"), inspirados neste espaço. (...)»
> Livro e exposição "Transnatural" homenageiam Jardim Botânico de Coimbra (rtp.pt)


Jardim Botânico de Coimbra- Av. das Tílias em Novembro 2006 (e em 2005)

«A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (UC) inaugura hoje a exposição Transnatural, no Museu Botânico da UC. Será também lançado um livro que, à semelhança da mostra, reúne trabalhos em diversas áreas, da poesia ao ensaio, passando pela fotografia, pelas artes plásticas e pelo vídeo. Trata-se de um projecto pluridisciplinar sobre o Jardim Botânico que apresenta trabalhos de autor, inéditos, e obras de colecções particulares e de instituições ligadas à universidade. Todos os trabalhos são sobre o Jardim Botânico, enquanto espaço cultural, científico e que inspirou também artistas ao longo dos tempos. (...)
A "riqueza histórica e científica" do Jardim Botânico pode ser agora apreciada nesta exposição que reúne obras de 25 autores e que a partir de hoje estará patente no Museu Botânico da UC todos os dias até 4 de Fevereiro.»
> Botânico de Coimbra em exposição e em livro (Público)
Museu Botânico da Universidade de Coimbra

01/09/2006

Desta laranja não comerei



Maclura pomifera

Só com muita boa vontade é que estes frutos, de 10 a 14 cm de comprimento, fazem lembrar laranjas; mas Osange-orange, ou laranjeira-dos-Osages em tradução livre, foi o nome dado a esta pequena árvore nos EUA, de onde é originária. Os Osages e outros povos indígenas da América do Norte usavam a madeira, duradoura e de boa qualidade, para fabricar canoas; actualmente ela é empregue em postes e em travessas de madeira para ferrovias.

Ocasionalmente, a Maclura pomifera apresenta espinhos nas axilas das folhas, que são simples, pontiaguadas e alternadas. Única espécie do seu género, pertence à família Moraceae, que inclui as figueiras (género Ficus), as amoreiras (género Morus) e as tropicais jaqueiras (género Artocarpus); e é com o fruto desta última que a nossa pseudo-laranja mais se parece. Os frutos permanecem na árvore quando ela se despe no Outono; enquanto não caem, produzem um efeito ornamental digno de se ver.

As fotos foram tiradas no Jardim da Sereia, em Coimbra, onde, na parte superior, em volta do lago circular, existem vários exemplares de Maclura pomifera, alguns de idade avançada. Também no Jardim Botânico de Coimbra ela está representada perto da entrada das estufas. Vale a pena ir agora espreitar-lhes os frutos - embora, por não serem comestíveis, não os recomendemos para compotas.

13/07/2006

Rosa - citações

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Rosas e rosáceas - claustro da Sé Velha de Coimbra
«L' histoire de la rose exigerait à elle seule, un livre...» (Gubernatis, 1878)

«Mystic, beautiful, with our faces againts theirs, we drink the breath of the earth that has turned to spirit; inhaling their fragance, we taste the air of paradise.» (Skinner, 1911)
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12/07/2006

Rosas para Santa Isabel # 3

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Depois da espera e dos preparativos finalmente a procissão: à passagem do andor enfeitado com centenas de rosas, as pessoas lançam pétalas sobre a Rainha Santa e pedem bençãos.


Fotos: manueladlramos-Julho 2006- Procissão da Penitência -Coimbra - clicar nas imagens para aumentar
Ver aqui mais fotos desta e da procissão solene de domingo- por Paula Almeida e aqui reportagem n'asbeiras online.

Rosas para Santa Isabel # 1 -Rosas para Santa Isabel #2

Rosas para Santa Isabel # 2

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Em Coimbra, de dois em dois anos nas Festas da Rainha Santa, enquanto a cidade devotamente espera, fazem-se os preparativos para o grande momento: a chamada Procissão da Penitência em que a imagem de Santa Isabel sai do Convento de Santa Clara-a-Nova e é levada até ao outro lado do Mondego, onde permanece na Igreja da Graça até ao Domingo seguinte.
Rosas são simbolicamente levadas pelas pessoas que assistem ou integram o cortejo e às centenas enfeitam o andor da Rainha Santa Isabel
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Esta é personificada por crianças de todas as idades, por jovens e mulheres envergando os trajes em que tradicionalmente é representada a Santa.

A presença das crianças tem o condão de tornar festivos momentos de grande penitência.

Fotos: manueladlramos- Julho de 2006
Ver aqui mais imagens das procissões e da Rainha Santa -in Passear por Coimbra

Rosas para Santa Isabel # 1

09/07/2006

Rosas para Santa Isabel # 1

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«Ó minha Rainha Santa
Coração das boas obras;
Para matar a fome aos pobres
O pão transformaste em rosas. »

Nesta quadra- patente numa das imagens (1ª foto) de Santa Isabel que enfeitam em arranjos floridos dezenas de montras das lojas da cidade de Coimbra- invoca-se o mais popular dos milagres* atribuído à Rainha Santa, cantado e contado popular e eruditamente vezes sem conta.



Montras em Coimbra invocando a Rainha Santa Isabel e o Milagre da Rosas
Fotos: manueladlramos- Julho de 2006 - clicar nas imagens para aumentar
Rosas com rosas se pagam, e esta flor reina com a Santa por toda a cidade, adornando inúmeras pequenas esculturas, pinturas e fotografias- a maioria das quais reproduz a estátua de Santa Isabel, da autoria de Teixeira Lopes (encomendada ao escultor pela Rainha D. Amélia). Esta figura da venerada Rainha Santa é o centro de muita atenção e de sentidas devoções, no alto do pesadíssimo andor enfeitado com cerca de 1500 rosas, que hoje, a partir das 18 horas, percorre de novo em procissão as ruas da cidade, regressando ao Convento de Santa-Clara-a Nova (ver foto panorâmica) de onde saíu com igual pompa e circunstância na passada quinta-feira, 6 de Julho.
Uma digníssima e comovente homenagem que de dois em dois anos é prestada àquela que ainda em vida já chamavam Santa, e que, depois de morta, se tornou padroeira da Coimbra, protectora de Portugal, mensageira da Paz.
*Que antes dela, segundo a tradição, também outras santas tenham transformado a sua dádiva de caridade em flores- nomeadamente Santa Isabel da Húngria (1207-1231), por sinal tia avó de Isabel de Aragão (1271- 1336), Santa Cassilda de Toledo (? ca.1107) e Santa Godelieva (1045-1070) (cf. fonte)- não afecta minimamente a extraordinária onda de devoção pela "Rainha Santa", nem o invulgar rol de atributos desta dona e grande senhora da Idade Média.

Ler Unidos na devoção; Uma Rainha aclamada em fé (n'O Primeiro de Janeiro)
Ver
Fotos da Procissão e da Rainha Santa (in Passear por Coimbra)

E ainda:
Rainha Isabel's Roses (no mt. especial Human Flower Project) ;
e
Estórias Curiosas - IV (Milagre das Rosas) (no histórias e sabores)

30/08/2005

Nos jornais: "Árvores classificadas estão de 'boa saúde'"

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Notícia do dia 28/08 n' O Primeiro de Janeiro
«(...) Chama-se Eucalyptus diversicolor Müller, 'vive' no que resta da Mata Nacional de Vale de Canas, em Coimbra, e foi plantado no final do século XIX. Com 75 metros de altura e mais de 30 metros de tronco limpo de ramos, é a mais alta árvore da Europa. Sobreviveu ao incêndio do último fim de semana. À semelhança desta, e de acordo com o técnico responsável pela mata, Francisco Pinto Bravo, outras "árvores classificadas encontram-se de boa saúde".
O aviso está afixado à entrada da mata, em cartazes que alertam os visitantes para os perigos decorrentes do incêndio que afectou cerca de 80 por cento de um dos pulmões de Coimbra:"Em resultado do fogo que destruiu parcialmente a mata, algumas árvores, pinheiros e cedros, foram gravemente afectados, podendo cair a qualquer momento".
Isto para além de o Instituto de Conservação da Natureza já teve o cuidado de, "rapidamente, mandar cortar algumas árvores situadas perto das vias de comunicação e do parque de merendas da mata, prevenindo possíveis acidentes".
No entanto, refere ainda o aviso do ICN, "como no interior da mata ainda existem muitas que, provavelmente, irão cair, apelamos ao visitante para durante os próximos dias evitar zonas onde exista uma maior densidade de arvoredo queimado". Algumas destas áreas estão já delineadas por fitas de cor vermelha e branca e são bem visíveis. Ainda de acordo com a nota de Francisco Pinto Bravo, "o ICN está já a tomar medidas conducentes à recuperação da mata".
Vale de Canas, juntamente com o Jardim Botânico e o Parque de Santa Cruz, era um dos maiores espaços verdes da cidade. Nas várias casas que circundam a mata são visíveis os estragos causados pelo fogo em sebes e jardins ardidos, num cenário desolador.»

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09/07/2005

Há um ano: Choupal de Coimbra ; Os pópulos de Monet

09/07/2004

Choupal de Coimbra

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Choupal em 1922 - Coimbra
Foto da capa da Ilustração Portuguesa, de 16 de Dezembro de 1922
© Fotos de Portugal (http://alfarrabio.um.geira.pt/vercial/fotos)

São os "nossos" mais célebres choupos. Segundo notícias recentes, depois de anos de abandono, a Mata Nacional do Choupal está de novo "aberta à cidade" contando até com um novíssimo circuito de manutenção.
E para terminar insolitamente: a célebre balada Coimbra do Choupal cantada em "brásilêro", acompanhada pelo Trio Boreal!