Mostrar mensagens com a etiqueta Federico García Lorca. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Federico García Lorca. Mostrar todas as mensagens

26/06/2008

Pelargónios no Jardim de S. Lázaro


Pelargonium sp.

«S. Lázaro nasceu muito pálido. Rescendia a ovelha molhada. Quando lhe davam uns açoites, lançava torrõezinhos de açucar pela boca. Captava os menores ruídos. Uma vez confessou a sua mãe que podia contar na madrugada, pelas suas pulsações, todos os corações que havia na aldeia.

Depois de ressuscitar inventou o ataúde, o círio, as luzes de magnésio e as estações de caminhos-de-ferro. Quando morreu estava duro e laminado como um pão de prata. A sua alma ia atrás, desvirgada já pelo outro mundo, cheia de aborrecimento, com um junco na mão.»


Federico García Lorca, Poemas em prosa (trad. José Bento)

25/04/2008

25/IV/74


Lavandula pedunculata - vale do Tua

....Tinha a língua de sabão.
....Lavou as palavras e calou-se.

Frederico García Lorca, Canções para terminar

24/02/2008

Prelúdio


Helleborus orientalis

....Cem astros verdes
....sobre um céu verde
....não vêem cem torres
....brancas entre a neve.

....E esta minha angústia,
....para torná-la viva,
....hei-de decorá-la
....com rubros sorrisos.

Federico García Lorca (trad. de José Bento)