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20/07/2009

Os pés na Lua


Dodecatheon pauciflorum Greene

The day of the first moonwalk, my father's college literature professor told his class: "Someday they will send a poet, and we will find out what it is really like."

Joel Brouwer, The New York Times

23/03/2008

Blue pimpernel


Anagallis arvensis

....Em vez de morte, que teremos no paraíso?

Eugénio de Andrade, Ofício de paciência (1994)

03/02/2008

Cyclamen persicum



«Tive uma vez um ciclamen num vaso. Quando eu chegava a casa a partir de algum tempo as flores viravam-se para mim, seguindo os meus movimentos. Que extraordinário, pensava eu então, bastante comovida. Mas um dia descobri que o anidrido carbónico que eu exalava era o que as movia. Fiquei desolada. Mas sem razão. Tudo o que é vivo quer viver.»

Ana Hatherly, 445ª tisana

25/06/2007

Lysimachia procumbens



No Parque de S. Roque são agora vários os canteiros forrados com esta herbácea vivaz, rasteira, muito ramificada, de flores solitárias viradas para cima e aconchegadas nas folhas. Diz-se que aguenta bem o frio, não se lhe conhecem predadores sérios e multiplica-se facilmente por separação de ramos enraizados ou por estacas.

O género Lysimachia tem cerca de 150 espécies, umas 11 europeias - talvez 10 porque se crê que a L. minoricensis está extinta no seu habitat natural - 9 norte-americanas e 130 chinesas. Algumas espécies, como a L. nummulari e a L. quadrifolia, foram em tempos usadas como substituto do chá.

04/06/2007

Morrião-das-areias


Anagallis monelli - Parque das Dunas da Aguda

As plantas que vivem nas dunas experimentam por rotina uma versão branda de nomadismo no deserto: permanentemente expostas ao sal, a amplitudes térmicas elevadas e à falta de água, têm ainda de resistir ao vento agreste que as faz adormecer no topo de um monte de areia, rebolar duna abaixo durante o sono e acordar com o mar ao pé a sussurar-lhes maravilhas de outras paragens. Para escaparem à morte em tais aventuras, têm estruturas formidáveis de defesa: as folhas são reduzidas e cutinizadas, frequentemente com penugem para se protegerem do sol excessivo, ou carnudas como cactos para armazenarem água, e as raízes são longas ou dispostas em roseta.

Mas esta vegetação costeira, tão avançada na sua adaptação à beira-mar, tem um inimigo recente mais poderoso: os frequentadores das praias, sedentos de espuma, banhos de sol e jogos na areia, que, descuidados, pisoteiam tudo o que cobre as dunas. Por isso o Parque das Dunas da Aguda, de entrada gratuita, é uma preciosidade que só peca por ser pequena. Trata-se de um rectângulo de areia vedado, um recanto acolhedor para dunas e vegetação onde até o fotógrafo se tem que contentar com as plantas que marginam os passadiços. Depois de uma conversa breve com o guarda, que aponta orgulhosamente os cordeirinhos-da-praia, o sapinho-das-areias, o rabo-de-lebre, a eruca-marinha, a morganheira-da-praia, a erva-pinchoneira, o alfinete-das-areias, a camarinha, o goivinho-da-praia e a couve-marítima, e revela um ninho na areia onde diariamente conta o número de ovos, fomos à procura da flor azul.

E lá estava ela, belíssima, em rosetas prostradas, o único azul no areal. A Anagallis monelli, morrião de flores grandes, é espontânea da Península Ibérica ao Norte de África.

28/04/2007

The Scarlet Pimpernel

Este é o título de uma novela de aventuras, que decorrem no cenário da Revolução Francesa, escrita em 1905 pela Baronesa Emmuska Orczy. O enredo, que os críticos literários consideram de qualidade inferior, sem rigor histórico e socialmente condenável, foi contudo um sucesso no seu tempo, adaptado posteriormente ao cinema e televisão. O herói é uma figura esquiva, solitária, gaiata para afastar as atenções de si e assim, secretamente, com coragem e ousadia, salvar aristocratas franceses da guilhotina.


Anagallis arvensis

Scarlet pimpernel é também o nome carinhoso que os ingleses dão à flor da Anagallis arvensis, cujo tamanho não ultrapassa o de uma unha do dedo mindinho. Planta anual, rara de encontrar apesar de apreciar dunas e campos de cultivo em repouso, precisa de sol para não definhar: as folhas esforçam-se para ter sempre a face superior voltada para o sol e, mal o céu se ensombra ou há ameaça de chuva, as flores fecham-se e escondem-se entre a ramagem. É famosa pelo seu uso em cosmética; e, diz-se, um bom remédio contra a melancolia.

22/09/2006

Em risco de extinção



«Baseando-se em modelos matemáticos, dois cientistas da Universidade de Reading, no Reino Unido, descobriram que a ciclame está em risco de extinção devido às alterações climáticas. O clima ideal para esta flor de jardim poderá desaparecer totalmente em 2050, o que conduzirá ao extermínio de muitas das suas variedades.»

Visão, 21/IX/2006

24/08/2006

Jardim Botânico de Munique



Fotos cedidas pelo desNorte (clique para aumentar)

O Jardim Botânico de Munique foi fundado em 1812, mas só em 1914 se fixou na sua actual localização, um parque de 22 hectares nos arredores da cidade, contíguo ao palácio de Nymphenburg. Um jardim botânico com notáveis colecções, excelentemente planeado e mantido. As fotos que hoje publicamos (e outras que ficarão a aguardar melhor oportunidade) servem para aguçar o apetite a quem, como nós, nunca lá foi.

A árvore da segunda foto é um Acer sieboldianum, árvore de pequeno porte originária da China e da Coreia que tem a elegância característica dos áceres orientais; não nos recordamos de alguma vez a ter visto em Portugal. Na última foto aparecem prímulas de uma espécie (Primula vialii) pouco comum nos nossos jardins.