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09/04/2005

Do alto da sua ignorância...

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Rolagem em salgueiro-chorão (Salix babylonica) - Av. Vasco da Gama (Ramalde-Porto)
Tinha pensado que este ano o salgeiro-chorão escapava. Mas não, ontem de manhã, no dia em que as árvores atingiam um novo tom de verde (ainda mais verde... ) lá estava o sujeito. Jardineiro da Câmara, faz biscates (para o condomínio do prédio ao lado do meu) nos seus tempos livres e todos os anos "trata" assim esta árvore, cuja beleza reside justamente na sua ramagem pendente.
(Por que razão este espaço é da responsabilidade do condomínio foi coisa que ainda não entendi...)
O ano passado a nossa conversa foi significativa. O homem, de poda parece perceber menos do que eu. A certa altura clamava que não sabia qual era o meu problema porque depois de podada desta maneira a árvore lançava ramos em ainda maior número. "Pois...", argumentava eu, "é por compensação! Mas então não é justamente o que o senhor não quer? "

Este ano com voz desgostosa e sem a mínima simpatia, interpelei-o sem sequer me atardar : "Que poda, Sr. (...). Tinha mesmo que ser assim? Mais vale cortar a árvore!"; "É necessário, é necessário!" respondeu ele do alto da sua ignorância.
Talvez não haja nada que me irrite mais do que os ignorantes convencidos. Fotografei-o a ele e ao seu lindo serviço de todos os ângulos possíveis e imagináveis.
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Fui pedir que plantassem estas árvores em frente aos prédios recém-construídos, há cerca de vinte anos atrás, quando os Serviços dos Jardins ainda estavam instalados no Palácio de Cristal. Dessa altura sobrevivem este chorão (Salix babylonica) e dois liquidâmbares um dos quais se vê na fotografia do lado direito. O chorão está na área que supostamente pertence ao outro condomínio, mas isso não significa de modo nenhum que os liquidâmbares estejam a salvo! Eu um dia mostro o que (me) fizeram a um lódão...
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Ler 5 ideias falsas sobre as "podas" radicais ou rolagens
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29/01/2005

Da minha janela # 1

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Da minha janela, onde pouso os olhos? No céu azul, nas árvores sem folhas,
nas ovelhas a pastar, na laranjeira brilhando ao sol, na japoneira, no lençol branco...

Fotos: mdlramos 0501
Ramalde rural vai aos poucos desaparecendo -o cerco aperta! Nesta zona, apenas restam dois casais de lavradores, velhotes (mas q já descobriram q. os cd-roms são óptimos para espantar pardais ;-).
Nos parágrafos dedicados ao habitat e urbanismo do site da Junta de Freguesia de Ramalde pode ler-se o seguinte: «A habitação social marca profundamente a ocupação na freguesia de Ramalde que se organiza fundamentalmente a partir da década de 60. Em contrapartida, e sem explicação, embora tenha sido Ramalde um território rural, parece não ter havido então a preocupação de criar espaços verdes. Na realidade, em toda a freguesia apenas existe uma zona de lazer e que não é pública. Trata-se do parque de campismo da cidade, ou parque da Prelada, que ocupa a quinta que pertenceu ao antigo solar dos Senhores da Prelada(...).
A par deste tipo de habitação, aparecem as áreas residenciais de luxo (...) »
Essa ausência de "preocupação de criar espaços verdes" parece continuar, assim como prossegue a urbanização desenfreada, como não poderia deixar de ser. Já não falando em grandes zonas verdes, nem sequer em médios jardins públicos, o que seria tb desejável e possível era que nas pequenas zonas ajardinadas existentes se colocassem bancos (de jardim de preferência com costas ;-) e que se ajardinassem os espaços tipo baldio que abundam nas zonas de habitação social.
Bem, mas eu só tinha vindo à janela...

25/01/2005

Tílias - Casa de Ramalde (Porto)

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Foto: mdlramos 0312
Em todas as estações do ano, coberta de folhas ou com a ramagem nua, as tílias que não sofreram grandes podas destacam-se pela maravilhosa harmonia das suas copas (como é o caso destas que se encontram nos terrenos da Casa de Ramalde *). Mas é no Inverno que os estragos dos cortes indiscriminados são mais vísíveis, como aliás já aqui mostrámos, publicando umas fotografias de tílias podadas e não podadas em Lamego.

(*Casa original do séc. XVI considerada imóvel de interesse público, remodelado por Nicolau Nasoni no séc. XVIII, situada na freguesia de Ramalde; nela se encontra sediada a DRN do IPPAR)

20/12/2004

Japoneira na horta, camélias nas couves


Foto: mdlr 0412- Ramalde (Porto)
Por cá, não é só em jardins requintados que há japoneiras -também as vemos em quintaizitos remendados, como este, sobrevivendo em Ramalde.
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15/11/2004

Voltaram os amores-perfeitos!


Fotos: mdlr 04 ......Jardim do Passeio Alegre ....... Ramalde

Voltaram os amores-perfeitos aos canteiros dos jardins e recantos ajardinados da nossa cidade, das zonas mais chiques aos bairros populares! Voltaram, mas apenas aos jardins não requalificados, entenda-se! Vão andar por cá o Inverno todo e são uma alegria para os olhos, o mesmo é dizer uma consolação para a alma. Bem hajam jardineiros da CMP!
Ver sobre este tema: Verde e branco em dia cinzento

03/11/2004

Estorninhos nos lódãos

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fotos: mdlr 0411
Afinal a chuva não os demoveu e cá continuam eles banqueteando-se com as "ginjinhas de rua"!Tem sido assim desde há uma semana (como acontece todos os anos): uma autêntica roda viva entre os lódãos (Celtis australis) de Ramalde e os exteriores aos muros de Serralves. Um verdadeiro espectáculo! Até me admira que as pessoas não tragam as suas cadeiras e se postem de atalaia, nariz no ar, a observar a exuberância destes pássaros.
"São estorninhos!" Dizem alguns passantes mais sabedores. Aos que nada dizem e me olham com ar desconfiado, eu pergunto sorridente: "Viram os estorninhos? Estão a comer os frutinhos dos lódãos!". E aponto para o chão pejado de bolinhas pretas, mais pequeninas que azeitonas. (Já provaram? São docinhas mas estão a ficar um pouco passadas.)

Estorninho-malhado (Sturnus vulgaris) com drupa de lódão-bastardo (Celtis australis) no bico.
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01/11/2004

Dia de todos os santos com sol

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Foto: mdlramos- 0411 - Igreja de Ramalde
Este ano, Novembro entrou pela mão do sol.
E deve ter sido assim em todo o país: em frente às igrejas as vendas de velas, flores, castanhas...
No adro da igreja de Ramalde - que o paredão de prédios torna tão pequenina- dois inconfundíveis ciprestes carregadinhos de "maçãs". Na rua em frente, a menos de 200 metros, os estorninhos banqueteavam-se nos lódãos!
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