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9.4.05

Do alto da sua ignorância...

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Rolagem em salgueiro-chorão (Salix babylonica) - Av. Vasco da Gama (Ramalde-Porto)
Tinha pensado que este ano o salgeiro-chorão escapava. Mas não, ontem de manhã, no dia em que as árvores atingiam um novo tom de verde (ainda mais verde... ) lá estava o sujeito. Jardineiro da Câmara, faz biscates (para o condomínio do prédio ao lado do meu) nos seus tempos livres e todos os anos "trata" assim esta árvore, cuja beleza reside justamente na sua ramagem pendente.
(Por que razão este espaço é da responsabilidade do condomínio foi coisa que ainda não entendi...)
O ano passado a nossa conversa foi significativa. O homem, de poda parece perceber menos do que eu. A certa altura clamava que não sabia qual era o meu problema porque depois de podada desta maneira a árvore lançava ramos em ainda maior número. "Pois...", argumentava eu, "é por compensação! Mas então não é justamente o que o senhor não quer? "

Este ano com voz desgostosa e sem a mínima simpatia, interpelei-o sem sequer me atardar : "Que poda, Sr. (...). Tinha mesmo que ser assim? Mais vale cortar a árvore!"; "É necessário, é necessário!" respondeu ele do alto da sua ignorância.
Talvez não haja nada que me irrite mais do que os ignorantes convencidos. Fotografei-o a ele e ao seu lindo serviço de todos os ângulos possíveis e imagináveis.
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Fui pedir que plantassem estas árvores em frente aos prédios recém-construídos, há cerca de vinte anos atrás, quando os Serviços dos Jardins ainda estavam instalados no Palácio de Cristal. Dessa altura sobrevivem este chorão (Salix babylonica) e dois liquidâmbares um dos quais se vê na fotografia do lado direito. O chorão está na área que supostamente pertence ao outro condomínio, mas isso não significa de modo nenhum que os liquidâmbares estejam a salvo! Eu um dia mostro o que (me) fizeram a um lódão...
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Ler 5 ideias falsas sobre as "podas" radicais ou rolagens
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14.10.04

Parque da Cidade #1

Fim de tarde com sol...

Fotos: mdlramos 0410
Lago pequeno com salgueiro (Salix sp.) na ilhota.

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Fotos: mdlramos 0410
Jovens choupos (Populus sp.) com eucaliptal ao fundo.

Fotos feitas a pensar na Cristina, menina-à-Janela ;-) para quem envio também
Álamos , choupos, pópulos - Os pópulos de Monet - Choupal de Coimbra

22.7.04

Salix viminalis


In Flora von Deutschland Österreich und der Schweiz -Prof. Dr. Otto Wilhelm Thomé . Gera, Germany, 1885 © 1999, Kurt Stuber

21.7.04

Salgueiro - Cancioneiro Popular

«O salgueiro pega de estaca
O amieiro de raiz
Não te gabes que me deixaste;
Fui eu que te não quis.»

Salix in Vigier



«Espécies.
Há de várias espécies, de grandes que se chamam Salgueiros & de pequenos chamados Vimes.

Descrip. & Lugar.
São comuns em todas as ribeiras e lugares húmidos.

Virtd.
A casca, as folhas, a semente são adstringentes e refrigerantes, dá-se o cozimento em bebida para mitigar os ardores de vénus e as hemorragia: também faz-se lavatório para conciliar o sono e nas febres ardentes. O cozimento da semente ou fruto é bom para os que escarram sangue; a casca tem a mesma propriedade. O fungus salicis seco a calor lento reduzido em pó tomado em caldo de goma muito ralo repetidas vezes ou quotidianamente ao peso de uma oitava, é simgular remédio para os hécticos» (grafia actualizada)

Salix in Historia das plantas da Europa e das mais uzadas que vem de Asia, Africa & America - Joaon Vigier (1718)






(foto: manueladlramos- exemplardo do fundo antigo da biblioteca do departamento de Botânica da UP))

9.7.04

Choupal de Coimbra

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Choupal em 1922 - Coimbra
Foto da capa da Ilustração Portuguesa, de 16 de Dezembro de 1922
© Fotos de Portugal (http://alfarrabio.um.geira.pt/vercial/fotos)

São os "nossos" mais célebres choupos. Segundo notícias recentes, depois de anos de abandono, a Mata Nacional do Choupal está de novo "aberta à cidade" contando até com um novíssimo circuito de manutenção.
E para terminar insolitamente: a célebre balada Coimbra do Choupal cantada em "brásilêro", acompanhada pelo Trio Boreal!

Os pópulos de Monet

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"Les Peupliers au bord de l'Epte"- Claude Monet, 1891

Talvez sejam os pópulos (não há dúvida que soa bem melhor que choupos) mais célebres da história da pintura ocidental.
Claude Monet começara a pintar estas árvores nos seus diferentes aspectos sazonais, quando soube que iam ser adjudicadas pela autarquia local. O pintor, que ainda não tinha terminado as suas experiências pictóricas, pediu a um madeireiro que as comprasse com a condição de não as abater antes de acabar.
Podem ler-se as próprias palavras de Monet e admirar outros dos seus "peupliers" aqui.

8.7.04

Álamos , choupos, pópulos

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Em Desmundo, o post anterior em que se transcreve um texto de João de Araújo Correia, fala-se de álamos... É uma palavra mais usada na literatura do que no falar comum.
Mas o que são álamos?
Álamo, pópulo ou choupo são as designação vulgares das árvores do género Populus da fam. das Salicáceas (família a que pertence por exemplo o salgueiro-chorão), sendo mais usual a última designação: choupo (alamo em castelhano). O termo faia, que também aparece em nomes compostos para designar algumas destas árvores, induz em erro pois as verdadeiras faias pertencem a outro género.

No livro A árvore em Portugal de Francisco Caldeira Cabral e Gonçalo Ribeiro Teles (Assírio & Alvim, 1999. 2ª ed.) são listados como espontâneos em Portugal:
o choupo-branco ou faia-branca (Populus alba),
o choupo-tremedor ou faia-preta (Populus tremula),
o choupo-cinzento (Populus canescens) e
o choupo-negro (Populus nigra).

Mas há outras espécies de choupos, com muitas variedades e híbridos, sendo as árvores mais comuns do planeta, ou não se chamassem elas Populus.

Ver: Árvores do algodão ; Parque da Cidade # 1 ; Choupal de Coimbra