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2.4.05

Ramalhete de pitósporos



Fotos: pva 0503 - flores do Pittosporum undulatum, P. tenuifolium, P. crassifolium e P. tobira

A família Pittosporaceae contém nove géneros dos quais oito estão representados na Nova Zelândia. Um deles, o Pittosporum, reúne cerca de 150 espécies de árvores ou arbustos de folha perene, muito ornamentais, rústicas e, em geral, de crescimento lento. Partilham atractivos vários: tronco de cor parda e madeira dura, folhagem brilhante e vistosa, que espirala nos ramos ou tende a aglomerar-se na extremidade deles formando uma copa densa, e flores muito perfumadas, em formato de sino, com 5 pétalas enroladas como caracóis ou exibindo estames pronunciados. As sementes nascem numa cápsula angulosa, de formato ovóide com três ou quatro válvulas, envoltas por uma resina que dá o nome ao género: os termos gregos pitta e sporos aludem a pez e semente, respectivamente.

As fotos mostram quatro destas espécies em floração:

1. Pittosporum undulatum

Esta, a mais frequente do género entre nós e vulgarmente conhecida como falso incenso, tem origem australiana e, como as acácias, é invasora (particularmente ameaçadora nas ilhas açorianas). Há muitos exemplares no Porto (o da foto mora na Praça Conde de Samodães) com mais de 7 metros de altura, rodeados de descendentes. O nome latino da espécie refere-se à ondulação das margens das folhas, que são coriáceas, brilhantes, lanceoladas e muito estreitas na base, com um pecíolo acentuado. As flores são brancas, de centro amarelo, compõem racimos terminais e exalam um aroma adocicado.

2. Pittosporum tenuifolium

Os arbustos desta espécie neo-zelandesa são de pequeno porte e, como diz o epíteto tenuifolium, as folhas são pequeninas. As flores são solitárias, de cor vermelha acastanhada, com perfume de mel; as sementes são negras. O exemplar da foto é do jardim do Palácio de Cristal (uma placa indica erradamente que se trata de um Pittosporum eugenioides).

3. Pittosporum crassifolium

Esta espécie é também nativa da Nova Zelândia. As folhas são espessas (o que justifica o termo crassifolium) e têm forma obovada, com as margens enroladas para baixo; a face superior parece revestida de verniz que estalou, a inferior é tomentosa e esbranquiçada. As flores são vermelho púrpura, nascem em racimos e enchem a vizinhança de uma fragância doce. O exemplar da foto vegeta nos jardins da Quinta do Barão de Nova Sintra.

4. Pittosporum tobira

É um arbusto de origem japonesa (tobira é o seu nome vulgar no Japão) muito resistente à brisa do mar; podem apreciar-se exemplares saudáveis como o da foto na Avenida Montevideu, alternando com os metrosíderos. As folhas são coriáceas, glabras, com nervura central destacada e margens enroladas. As flores de cor branca, pérola quando maduras, formam umbelas com perfume de laranja.

7.5.06

Tobira or not tobira..

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Pittosporum tobira em flor no jardim da Rotunda da Boavista ( fotos: manueladlramos)

De dentro da loja onde precisei de ir, enquanto esperava sem gosto pela vez de ser atendida, deixei o meu olhar alongar-se pelo jardim: não se deteve nos relvados ralos sem ponta de cor- já há uns tempos que aí nada floresce- mas pousou encantado numa árvorezinha resplandecente à qual me dirigi assim que fiquei aviada. O jardim continua pouco frequentado e por isso não precisei de disputar a ninguém o banco, lugar privilegiado ao sol da manhã de sábado, debaixo da árvore que rescendia um aroma (in) confundível com o da flor de laranjeira.
A estas plantas (árvorezinhas e arbustos) gosto de lhes chamar apenas tobiras. É o designativo da espécie e parece ser assim que lhe chamam no Japão, país de onde é originária. Mas ainda não descobri o que significa, assim como também ainda nao investiguei a razão de ser de uma da suas outras designações vernaculares mais estranhas: Japanese cheesewood. Outros nomes: (simplesmente) pitósporo, pitósporo-da-China, pitósporo-do-Japão; pitosporo del Japón, azahar de la China; pittospore du Japon, pittospore odorant ; australian laurel, Japanese pittosporum, japanese mock orange, mock orange. Por curiosidade, refira-se que este último nome não é exclusivo desta planta, designando algumas outras do género Philadelphus, recentemente aqui retratado.
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