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22.6.06

Pau rosa


Tipuana tipu

Enquanto a cidade se enfeita para os festejos do S. João, algumas árvores dão anonimamente o seu contributo em cor e copa. As tipuanas, leguminosas da subfamília Papilionoideae como revela a forma das flores, chegaram à Praça da Batalha com o granito da Porto 2001, que partilham com alguns exemplares de saúde débil de Gleditsia triacanthos. São resistentes e não precisam de muita água, por isso são ideais para ornamentar as nossas renovadas praças-tipo-eiras.

O género Tipuana, designação que deriva do nome indígena do rio boliviano Tipuani - em cujo vale, zona mineira e montanhosa, estas árvores são endémicas -, inclui uma única espécie sul-americana (do Brasil, Argentina e Bolívia), a Tipuana tipu. As folhas são pinadas, perenes, verde-azuladas, com hábito pendente que lhe dá um jeito de guarda-sol e garante abençoada sombra. Têm a peculiaridade de cada par de folíolos opostos fazer um ângulo como as duas bandas de um telhado. As flores cor de pêssego, de pétalas enrugadas com um veio central cor de ferrugem, lembram borboletas. Os frutos são vagens semelhantes a sâmaras de uma só asa, num gesto bem-vindo de economia de meios. A madeira tem um leve tom rosa e, ao que dizem, é boa para carpintaria.