Camarinhas no Buçaquinho
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Paulo Araújo
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25.3.19
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Paulo Araújo
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25.3.19
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La Graciosa, a norte das Canárias, a menor ilha habitada do arquipélago, é um pequeno deserto com muito vento, assolada por frequentes tempestades de areia e sem fontes de água potável. O acesso a partir de Orzola, em Lanzarote, faz-se em barcos que mal fintam as vagas agitadas do oceano que separa as duas ilhas. São vinte minutos de travessia até à povoação Caleta del Sebo, na costa sudeste da ilha, com casinhas brancas embelezadas com motivos azuis, e cerca de setecentos habitantes que têm acesso a água do mar dessalinizada e sabiamente dispensam as estradas pavimentadas.

Esperavam-nos uma frota de veículos todo-o-terreno e muitas bicicletas, que a maioria dos turistas aluga para percorrer os cerca de 5 km até à bela Playa de las Conchas. Recusámos, para seguir a pé pelo estradão de terra batida, feita de cinzas vulcânicas e areia, ladeado por vegetação de duna secundária à beira-mar. O ambiente era árido mas a temperatura sentia-se cálida, como é usual em Dezembro por estas paragens. Dirigimo-nos à Montanha Bermeja, um dos cinco grandes vulcões da ilha La Graciosa, que a erosão tem vindo a reduzir a um monte de altura modesta (cerca de 150 m). Procurávamos uma planta suculenta, endemismo raro de Lanzarote e Fuerteventura.

A cerca de meia altura da montanha de cor vermelha, exposto ao sol e à maresia, notámos um tapete de talos suculentos, erectos, com cerca de 20 cm, de secção quadrangular e cor esverdeada a tender para o cinzento. A floração estava em curso, e por sorte alguns exemplares já exibiam frutos. São ambos, flores e frutos, de aspecto magnífico a que vale a pena prestar atenção. A corola de tubo curto tem cinco lóbulos castanhos, quase púrpura, a lembrar os do Vincetoxicum nigrum e salpicados de penugem branca; abrigam uma estrutura amarela que parece uma flor dentro da flor maior. Os frutos, formando dois corninhos como é usual na família Apocynacea, confirmam que a Caralluma não é um cacto, apesar de a morfologia desta planta bizarra resultar, com toda a probabilidade, de uma adaptação à secura e ao calor, como acontece às suas congéneres no norte de África e aos cactos nos desertos das Américas.




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Maria Carvalho
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20.3.19
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Paulo Araújo
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26.1.19
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A par das longas expedições científicas, só possíveis com o financiamento de reis ou mecenas, os botânicos dos séculos XVIII e XIX tinham um outro meio de, sem viajar, conhecer plantas de regiões longínquas: recebiam, de amadores ou naturalistas, plantas para herbários ou sementes que tentavam germinar. Exemplos profícuos deste tipo de cooperação científica à distância, que já aqui referimos, são o do Padre Miranda Lopes e os botânicos Gonçalo Sampaio, Júlio Henriques e A. X. Pereira Coutinho, e o do Padre Adeodat Francesc Marcet i Poal e os botânicos Joan Cadevall, Carles Pau, Pius Font i Quer e Sventenius.




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Maria Carvalho
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20.1.19
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Paulo Araújo
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12.1.19
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Sendo o mundo vasto e a natureza pródiga, há muitas plantas que só conhecemos através de fotos. Uma alternativa a este conhecimento em dimensão 2 é a possibilidade de ver as plantas em jardins botânicos, onde as exibem com fins ornamentais ou pedagógicos. Por exemplo, os Kew Gardens têm uma colecção gigantesca de herbáceas, arbustos e árvores, talvez mais do que se pode ambicionar conhecer em pormenor numa vida. Tais jardins funcionam como os parques zoológicos, que enjaulam a selva em nome da conservação das espécies, e são muitas vezes o instrumento mais eficaz na preservação da biodiversidade. Em casos excepcionais, conseguimos passar deste conhecimento teórico, digamos, para o que realmente entusiasma os botânicos: ver a planta no seu habitat natural. Foi o que aconteceu com esta Isoplexis: vimo-la exuberante de flores, num mês de Agosto há uns anos, nos Kew Gardens; e revimo-la, em Dezembro de 2017, num bosque sombrio de laurissilva na serra de Anaga, em Tenerife.




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Maria Carvalho
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6.1.19
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Etiquetas: Canárias - Tenerife , Plantaginaceae