24.9.07

Colchicum autumnale




Há mais indícios de que o Verão está por um fio para além da brisa fria nocturna. A espécie Colchicum autumnale, que na Primavera é um tufo de folhas basais (e venenosas por conterem o alcalóide colquicina) a aconchegarem um fruto ovóide, reduz-se agora a enormes flores que lembram os Crocus, sem nada mais que a vista. A designação dama-nua é ousada mas a que melhor se lhe ajusta.

A família Colchicaceae, anteriormente parte da Liliaceae, abriga cerca de quinze géneros de plantas com rizoma ou tubérculo da África do Sul, sudoeste da Europa, Ásia e Austrália. A mediterrânica C. autumnale L. tem uma irmã portuguesa, a C. lusitanum Brot. que difere apenas no tom violeta-rosa mais homogéneo da flor. A prima mais bonita é a asiática/africana Gloriosa superba.

3 comentários :

Anónimo disse...

Sou um frequentador diário do vosso Blog, é assim como que uma necessidade diária de lavar a vista. Sou um simples amador de plantas, mas estava convencido que a Gloriosa superba era originária da África do Sul. Os Sul-Africanos referem-na como ocorrendo a var. superba no Transval e a var. no Natal ao longo da costa. Referem a G. superba como extremely poisonous.
Duarte Marques

Anónimo disse...

Por lapso, no comentário, faltou o nome da segunda var. de G. superba que ocorre em Natal, a var. virescens.
As minhas desculpas.
Duarte Marques

Maria Carvalho disse...

Caro Duarte Marques: Obrigada pelo seu comentário. A escassa bibliografia cá de casa diz que os botânicos consideram que o género Gloriosa tem uma só espécie espontânea na Índia tropical, Sri Lanka e Ásia com muitas variedades asiáticas e africanas, como as que refere. Por isso a tratei por asiática. Caso semelhante ao das camélias, e pelas mesmas razões genéticas (facilidade em produzir híbridos por terem número elevado de cromossomas), de que há muitas variedades, até portuguesas. A G. superba Rothschildiana da foto é africana.