10.7.06

Plátano de Amarante


Fevereiro de 2006 / Junho de 2006

Para quem chega de comboio, este largo é a sua primeira imagem de Amarante. O que não é, convenhamos, uma experiência entusiasmante ou que faça jus aos reais encantos da cidade; por isso, talvez nos alegre saber que a frase inicial deste texto está completamente errada. É que ninguém chega a Amarante de comboio: o ronceiro veículo que percorre o que resta da linha do Tâmega, entre Livração e Amarante, não é um comboio, mas sim uma automotora diesel; que, de facto, transporta pouquíssimos passageiros. Tão poucos que na estação já nem a bilheteira abre.

Mas este largo ostenta um monumento que vale bem uma visita: não o edifício da estação, e muito menos o medonho prédio fronteiro onde funciona um dos dois shoppings de Amarante. Trata-se, isso sim, de um plátano: uma árvore soberba, altiva como são os plátanos quando não lhes tolhem o crescimento. Numa cidade onde as árvores nas ruas são regularmente cortadas à escovinha, a sua existência é verdadeiro milagre de São Gonçalo.

5 comentários :

odete pinto disse...

Provavelmente já sabem, mas fiquei feliz por ler na revista Única do Expresso deste Sábado, a referência ao vosso blogue feita por Rita Ferro Rodrigues na nova coluna "Blogs".
Muito merecido, aliás.

adérito disse...

Já mostraram o plátano do Carregal e o jacarandá do Viriato, ambos no Porto?

Paulo Araújo disse...

Já falámos de ambas essas árvores, e do jacarandá até mais do que uma vez. Veja
aqui e aqui.

adérito disse...

Obrigado, paulo. Muita sorte tive em encontrar o vosso blogue e só posso citar Raul Brandão: "Não posso ver uma árvore sem sem espanto."

adérito disse...

...e, já agora, sem gaguez!...