5.3.05

Os nomes das árvores: Palmeira-das-Canárias

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Se bem que vulgarmente sejam chamadas árvores, as palmeiras não o são e distinguem-se destas, entre outras razões, por não terem ramos e pelas características do seu caule (que se denomina espique e não tronco) sem anéis de crescimento, nem ritidoma, e constituído pela sucessão das bases foliculares.
Na altura em que Lineu as designou como "Principes plantarum", o mundo ocidental apenas conhecia cerca de 15 espécies. Actualmente estão classificadas na ordem das Palmales limitada à família denominada Arecaceae (também conhecida por Palmaceae e Palmae) que contem cerca de 200 géneros e mais de 2500 espécies.

A Palmeira-das-Canárias (Phoenix canariensis) é a espécie do género Phoenix mais plantada para fins ornamentais no nosso país devido à sua beleza e robustez. Pode confundir-se por vezes com a sua congénere, a tamareira (Phoenix dactylifera), mas os frutos são insípidos, tem um espique mais espesso e menos alto, e as características folhas pinadas (em forma de pena) são de um verde mais intenso e brilhante.
A designação do género é aliás o termo grego para a palmeira-tamareira e está relacionado não com a ave mítica renascida das cinzas mas com a Fenícia donde os gregos pensavam que era originária.
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Nas Ilhas Canárias de onde é oriunda esta espécie e onde pela primeira vez foi identificada pelo botânico inglês Philip Parker-Webb em 1840 (Cf. Brosse,2000), faz-se a extracção da seiva das palmas que depois de tratada fica reduzida a uma espécie de mel.

Ler Phoenix canariensis in the Wild (artigo originalmente publicado em Abril de 1998 na revista da International Palm Society)

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