13.5.05

"Flores para a cidade"

.
«Uma das coisas que me impressionam nesta demorada remodelação a que tem sido sujeito o espaço público da nossa cidade desde há uma década, é a ausência de utilização de flores pelos arquitectos que têm intervindo.
Alguns são mesmo arquitectos estrangeiros de renome como os que fizeram os arranjos da Avenida Brasil e Castelo do Queijo ou a Casa da Música. Mas, no trabalho de todos eles, um facto sobressai: as flores não são mais um elemento de decoração e beleza, fomentadora de serenidade, tranquilidade e beleza da cidade e, para além de relva e algumas árvores, é a pedra e os grandes espaços vazios que dominam a paisagem urbana.Ainda poderíamos pensar que isso se deveria à falta de técnicos de manutenção da jardins ou de viveiros capazes de fornecerem a indispensável variedade de "matéria prima". Mas não é o que se passa, porque felizmente a cidade possui actualmente um muito bom serviço de jardins, cujo pessoal é competente e, sobretudo, extremamente diligente e atento à necessidade de alternância das flores segundo as épocas, aos efeitos cromáticos que os canteiros exigem e à sua rigorosa manutenção. (...)
Por favor expliquem-nos este amor ao granito e aos espaços vazios e este ódio, não, talvez desprezo, pelas flores! »
Ler a crónica completa de Paulo Mendo ( publicada n' O Primeiro de Janeiro em 12-05-05)

2 comentários :

Filipe disse...

De vez em quando aparecem coisas positivas, aqui na minha zona como em muitas outras apareceu a praga das rotundas e com eleições à porta, parece que é o melhor clima para elas se desenvolverem. Mas, (inicialmente ornamentadas com pedragulhos a que chamavam obras de arte)começaram agora a ornamentá-las com arbustros aromáticos, alfazema, alecrim rosmaninho,etc., ainda tenho que descobrir o iluminado que apareceu na Cãmara de Cascais.

Anónimo disse...

;-) Lembrei-me de uma rotunda em Amarante em que a obra de arte central era (ou é, não sei se mudaram)constituída por um conjunto de vinhas dispostas à volta de umas estacas e presas a arames. Vi aquilo do alto de um autocarro e até achei engraçado e comentei alto. Ao ouvir-me o motorista disse que se dependesse dele, o autor do projecto até ia para a cadeia, se aquilo era coisa que se fizesse, era mesmo para gozar com as pessoas, dar dinheiro dos cofres publicos por aquele disparate que provacvelmente até tinha vindo do quintal do homem!
Bem mas isto foi so uma lembrança: essa ideia das plantas aromáticas é mesmo interessante.
Manuela