24.12.05

Último poema

É Natal, nunca estive tão só.
Nem sequer neva como nos versos
do Pessoa ou nos bosques
da Nova Inglaterra.
Deixo os olhos correr
entre o fulgor dos cravos
e os dióspiros ardendo na sombra.
Quem assim tem o verão
dentro de casa
não devia queixar-se de estar só,
não devia.


Eugénio de Andrade, Rente ao Dizer (1992)

2 comentários :

APOBO disse...

Bom Natal. Bom Ano novo. Muita saúde, alegria e paz...

Paulo Araújo disse...

Bom Natal para todos os que têm por aqui passado. E um novo ano com tudo o que é bom.