Azevim


Ardisia crenata Sims
.....Também ele vai morrer, o verão.
.....Do verde ao vermelho
.....as maçãs ardem sobre a mesa.
.....Ardem de uma luz sua, mais madura.
.....E servem-me de espelho.
.....Eugénio de Andrade (As maçãs, 2002)
Antes que o leitor atarefado reclame que já aqui viu esta planta, que assim deixa de cá vir, permita-nos interrompê-lo para lhe dar toda a razão. Tome lá. Vai também um cafezinho? Não, não incomoda. Ah, desse não, as bagas do café-de-jardim são para os passarinhos. Ora oiça.
Há realmente poucas diferenças a assinalar entre a A. solanacea e este arbusto de copa densa, rizomatoso, entouceirado, originário do sudeste asiático, sul da China e do Japão. As folhas são de um verde mais escuro e brilhante, um pouco onduladas, e têm margens crenadas. As flores, de Verão, perfumadas e minúsculas, têm um tom rosa mais esbatido, quase branco, e nascem em ramalhetes em que os longos pedúnculos florais, crescendo a diversos níveis da haste, se elevam todos à mesma altura (corimbos). Os cachos pomposos são de bagas de um vermelho vivo...
- O que disse?... Sim, vermelho morto seria bizarro... quanta graça, a sua...
...como as do café, fonte importante de alimento para aves. E é de menor porte, não indo, em geral, além dos 6 pés. Fácil de cuidar, relativamente tolerante ao frio, capaz de germinar em condições ambientais adversas, pode tornar-se uma praga difícil de conter.
Um bonito sucedâneo do azevinho, não acha? Oh, adormeceu...





























