Paisagem
.
Debaixo da
oliveira
verde
calma
A mãe bate palmas
O pai bate palmas
O menino bate palminhas
A mãe diz:
-Filho da minha alma!
O pai diz:
-Filho da alma minha!
Matilde Rosa Araújo, Mistérios (Livros Horizonte, 1988)
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Debaixo da
oliveira
verde
calma
A mãe bate palmas
O pai bate palmas
O menino bate palminhas
A mãe diz:
-Filho da minha alma!
O pai diz:
-Filho da alma minha!
Matilde Rosa Araújo, Mistérios (Livros Horizonte, 1988)
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ManuelaDLRamos
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25.12.06
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Etiquetas: Matilde Rosa de Araújo , Natal , Oleaceae , poesia , poesia-árvore

A Nepenthes sabe bem o que quer no sapatinho. Ele tem a forma de um jarro, que se mantém perfumado de néctar, com uma tampa para evitar água em excesso - que diluiria o conteúdo diminuindo-lhe a eficiência digestiva. Como qualquer sapatinho de Natal, gosta do aconchego quente mas não suporta demasiada luz, que lhe rouba a magia. Mas não hiberna como o comum sapatinho manco de Natal, e tem apetite insaciável. Nepenthes deriva do grego ne (não) e penthos (tristeza), nome de elixir que faz esquecer as mágoas.
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Maria Carvalho
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23.12.06
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Etiquetas: Natal

«Árvore que nos países do norte da Europa, se coloca na noite de Natal, na principal sala ou casa da ceia, e de cujos ramos ornados de muitas velinhas acesas, pendem brindes, doces, brinquedos e outras prendas, que depois se dão por sorte às crianças. Este uso foi introduzido em Portugal há já bastantes anos.»
(in PEREIRA, Esteves; RODRIGUES, Guilherme -Dicionário Histórico, Corográfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico. Lisboa : João Romano Torres ed. , 1904 ; nota: a edição para a Internet deste dicionário ainda não comporta os assuntos genéricos )
Ler sobre esta tradição:
The Chronological History of the Christmas Tree -in The Christmas Archives
Afinal porque razão fazemos nós a Árvore de Natal? -no Naturlink
Ilustração de Maria Keil para a 1ª edição do conto A Noite de Natal de Sophia de Mello Breyner Andresen.
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ManuelaDLRamos
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21.12.06
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Etiquetas: Dicionário , Maria Keil , Natal , Sophia de Mello Breyner Andresen , Usos e costumes
-NaturezaMortacomFlores(1873).jpg)
Agostinho José da Motta(1824-1878) - Natureza Morta com Flores (1873)
Amanhã, depois da paragem do sol, os dias começam a crescer. Última oportunidade para a Euphorbia pulcherrima, que gosta de noites longas, florir.
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Maria Carvalho
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20.12.06
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Etiquetas: Euphorbiaceae , Natal
. 

Rua de Miragaia- Porto
Há fotografias que se podem falhar por uma questão de segundos... A do lado esquerdo é um desses casos. Vinha eu de autocarro em direcção à Foz, e à luz que se arredava da Baixa, quando passei por este pinheirinho com as suas bolas multicolores reluzindo ao sol. Apeei-me na paragem seguinte - privilégio de quem está em férias...-mas por mais que me apressasse só cheguei a tempo de surpreender o Pai Natal e a Estrela fora da sombra.
Esta árvore de Natal fez-me recordar a da minha infância, em casa dos meus avós: um pequeno pinheiro que traziam de uma das bouça das redondezas para o canto da sala e que no primeiro dias de férias enfeitávamos com bolas frágeis de todas as cores, fios brilhantes, algodão a imitar neve e uma estrela no cimo. Por tradição, durava sempre até aos Reis.
Mas afinal por que razão fazemos nós a Árvore de Natal?
(E por falar em árvore de Natal, conhecem esta?)
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ManuelaDLRamos
em
26.12.05
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Etiquetas: Natal , Pinaceae , Usos e costumes
«(...) Então Joana foi ter com os primos. Daí a uns minutos apareceram as pessoas grandes e foram todos para a mesa. Tinha começado a festa do Natal.
Havia no ar um cheiro de canela e de pinheiro. Em cima da mesa tudo brilhava: as velas, as facas, os copos, as bolas de vidro, as pinhas doiradas. E as pessoas riam e diziam umas as outras: "Bom Natal". Os copos tilintavam com um barulho de alegria e de festa. E vendo tudo isto Joana pensava:
-Com certeza que a Gertrudes se enganou. 0 Natal é uma festa para toda a gente. Amanhã o Manuel vai-me contar tudo. Com certeza que ele também tem presentes.
E consolada com esta esperança Joana voltou a ficar quase tão alegre como antes.
0 jantar do Natal era igual ao de todos os anos. Primeiro veio a canja, depois o bacalhau assado, depois os perus, depois os pudins de ovos, depois as rabanadas, depois os ananazes. No fim do jantar levantaram-se todos, abriu-se de par em par a porta e entraram na sala.
As luzes eléctricas estavam apagadas. Só ardiam as velas do pinheiro.
Joana tinha nove anos e já tinha visto nove vezes a árvore do Natal. Mas era sempre como se fosse a primeira vez. Da árvore nascia um brilhar maravilhoso que pousava sobre todas as coisas. Era como se o brilho de uma estrela se tivesse aproximado da Terra. Era o Natal. E por isso uma árvore se cobria de luzes e os seus ramos se carregavam de extraordinários frutos em memória da alegria que, numa noite muito antiga, se tinha espalhado sobre a Terra.
E no presépio as figuras de barro, o Menino, a Virgem, São José, a vaca e o burro, pareciam continuar uma doce conversa que jamais tinha sido interrompida. Era uma conversa que se via e não se ouvia.
Joana olhava, olhava, olhava. As vezes lembrava-se do seu amigo Manuel. Um dos primos puxou-a por um braço.
- Joana, ali estão os teus presentes.
Joana abriu um por um os embrulhos e as caixas: a boneca, a bola, os livros cheios de desenhos a cores, a caixa de tintas. À sua volta todos riam e conversavam. Todos mostravam uns aos outros os presentes que tinham tido, falando ao mesmo tempo.
E Joana pensava:
-Talvez o Manuel tenha tido um automóvel.
E a festa do Natal continuava. As pessoas grandes sentaram-se nas cadeiras e nos sofás a conversar e as crianças sentaram-se no chão a brincar. Até que alguem disse:
- São onze horas e meia. São quase horas da missa. E são horas de as crianças se irem deitar.
Então as pessoas começaram a sair.
0 pai e a mãe de Joana tambem saíram
- Boa noite, minha querida. Bom Natal - disseram eles. E a porta fechou-se.
Daí a um instante saíram as criadas. (...)»
in A Noite de Natal, de Sophia de Mello Breyner Andresen
A 1ª edição desta obra, em 1959, foi ilustrada por Maria Keil; em 1989 é publicada pela Figueirinhas com ilustrações de Júlio Resende.)
(relacionado: Árvore de Natal )
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ManuelaDLRamos
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25.12.05
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Etiquetas: Livro , Maria Keil , Natal , Sophia de Mello Breyner Andresen , Usos e costumes
É Natal, nunca estive tão só.
Nem sequer neva como nos versos
do Pessoa ou nos bosques
da Nova Inglaterra.
Deixo os olhos correr
entre o fulgor dos cravos
e os dióspiros ardendo na sombra.
Quem assim tem o verão
dentro de casa
não devia queixar-se de estar só,
não devia.
Eugénio de Andrade, Rente ao Dizer (1992)
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Maria Carvalho
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24.12.05
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Etiquetas: Eugénio de Andrade , Natal , poesia
Tradicionalmente o Pai Natal é gentil, benevolente, generoso, alegre e bem-nutrido, de barba longa imaculada onde se aninham as crianças. Pouco fala: só se lhe conhecem as risadinhas cândidas (ho-ho-ho) de satisfação pelo dever cumprido. Os óculos redondinhos alimentam a lenda dos muitos dias e noites passados em trabalho minucioso a preparar prendas. Veste-se de vermelho, como bispos e papas, com um barrete de pijama rematado por um pompom branco a fazer as vezes da mitra. Poderes mágicos explicam as suas proezas: apesar de barrigudo, desce pelas chaminés sem dificuldade; idoso que nunca morre, eternamente imune aos achaques da idade, precisa apenas de cerca de uma hora numa só noite para distribuir ofertas a todas as crianças, usando para isso oito renas voadoras; no resto do ano, vive feliz rodeado de gelo e de ursos.
É claro que as representações do Pai Natal têm acompanhado os tempos. Em meados do século XX, as imagens davam-no no Pólo Norte, local puro, levando vida de artesão dedicado ao fabrico manual dos brinquedos. Hoje em dia, muitas cartas que lhe são endereçadas vão para os países nórdicos, locais com elevada qualidade de vida e por isso merecedores da sua preferência. Ganhou família e numerosos gnomos que, embora não o vendo como patrão, o ajudam a fabricar brinquedos cada vez mais sofisticados tecnologicamente. As renas já têm nome e juntou-se-lhes uma nona, de narizinho vermelho constipado.
Algumas plantas associam-se à festa florindo agora e justamente de vermelho. Como este Leptospermum scoparium da Quinta de Sto. Inácio: a variedade que encontrámos em flor no Verão dá pétalas cor-de-rosa; a da foto, ciente da falta de cor no Inverno, e da quadra, não poupou na tinta vermelha.
Foto: pva 0512
Publicada por
Maria Carvalho
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20.12.05
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Etiquetas: Natal
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ManuelaDLRamos
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26.12.04
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Etiquetas: Lauraceae , Natal , os nomes das árvores


Fotos: pva 0412 Porto - caneleira (Cinnamomum zeylanicum)
Para este postal estava reservado um tema que, visto do ângulo apropriado, era irrepreensivelmente natalício. Fazia um paralelo entre a flora exótica e a fauna também exótica: a flora exótica era representada pelo eucalipto que, vindo da Austrália, por cá se instalou de forma tão avassaladora; a fauna pelo Pai Natal, que de tal modo se multiplicou em Portugal (e em especial no Porto) que acabou por extravasar dos centros comerciais para desfiles de rua.
Mas, embora um tal tema fosse natalício, talvez o seu espírito fugisse à tolerância e bonomia próprias da Quadra. Daí que resolvêssemos pôr de lado a analogia entre o eucalipto e o Pai Natal (que só mencionámos para que, se alguém desenvolver o tema antes de nós, fique registada a nossa prioridade) e tenhamos optado por assunto menos controverso.
Preocupou-nos, em textos e imagens anteriores, sobretudo a face exterior do Natal: as suas cores, os seus enfeites. Ora, é sabido que o Natal não é só isso: além das luzes a piscar e da troca de prendas, há também o que se come. A festa vistosa não nos deve fazer esquecer todo o trabalho de preparação que a sustenta; a sala colorida de luzes, com a lareira a crepitar e a mesa farta de iguarias, não poderia existir sem a cozinha. Por isso, tendo aqui falado de árvores de Natal, que se limitam a exibir-se à nossa admiração, seria imperdoável esquecermos as árvores que na cozinha dão o corpo ao manifesto.
Imaginem como seria insípido e inodoro um Natal sem canela. É pois de inteira justiça o destaque que hoje aqui lhe damos, com uma foto de corpo inteiro de um jovem exemplar de caneleira (Cinnamomum zeylanicum) e um grande plano da sua folhagem luzidia, de tom verde-limão. Embora as folhas, quando esmagadas, libertem o inconfundível cheiro a canela, não é delas que se extrai esse condimento, mas sim da casca da árvore.
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Paulo Araújo
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25.12.04
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Foto: mdlr o4o4 - ramagem de abeto (Abies spp.)
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É o braço do abeto a bater na vidraça!
É o ponteiro pequeno a caminho da meta!
Cala-te, vento velho! É o Natal que passa,
a trazer-me da água a infância ressurrecta.
Da casa onde nasci via-se perto o rio.
Tão novos os meus Pais, tão novos no passado!
E o Menino nascia a bordo de um navio
que ficava, no cais, à noite iluminado...
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Ó noite de Natal, que travo a maresia!
Depois fui não sei quem que se perdeu na terra.
E quanto mais na terra a terra me envolvia
mais da terra fazia o norte de quem erra.
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Vem tu, Poesia, vem, agora conduzir-me
à beira desse cais onde Jesus nascia...
Serei dos que afinal, errando em terra firme,
precisam de Jesus, de Mar, ou de Poesia!
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David Mourão-Ferreira, Cancioneiro de Natal (1971)
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Publicada por
ManuelaDLRamos
em
25.12.04
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Etiquetas: David Mourão-Ferreira , Natal , Pinaceae , poesia , poesia-árvore

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ManuelaDLRamos
em
24.12.04
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Etiquetas: Castelo Branco , Natal , Usos e costumes
Ainda faltam algumas prendas? Não tem pachorra para ir para o meio da confusão?
Então faça como eu: dê um salto ao eucaliptal mais perto. Sinta o aroma balsâmico! Os eucaliptos estão em flor e o chão encontra-se atapetado pelos frutos que caíram das árvores, a maior parte deles sem o opérculo característico. Apanhe uns tantos, mas tenha cuidado em escolher os verdinhos e maleáveis.
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Fotos: mdlramos 0412 - Eucaliptus globulus- Parque da Cidade (Porto)
..
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Agora vai precisar de uma agulha grossa, de uma linha resistente, de um dedal e de uma tesoura. Se levar este material consigo, tanto melhor, se não, fica para TPC.


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ManuelaDLRamos
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23.12.04
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Etiquetas: Artesanato , Myrtaceae , Natal , Parque da Cidade , Porto


Fotos: pva 0412 - Jardim Botânico do Porto
Apreciámos já várias candidatas a "árvore-de-Natal", espécies que se destacam por naturalmente se fazerem acompanhar das respectivas bolinhas. A planta da foto traz o enfeite que faltava: uma estrela, de um vermelho natalício que faz empalidecer o dourado das outras. Parece feita de folhas que nasceram afogueadas, como labaredas em estado sólido. Está a tornar-se entre nós planta típica de Natal, embora não goste de frio. Daqui a uns anos, e tal como aconteceu noutros tempos com pinheiros, abetos e piceas, teremos nos nossos jardins alguns destes arbustos já com bom porte?
Conhecida vulgarmente por estrela-de-Natal ou poinsettia - em homenagem ao naturalista J.R. Poinsett, primeiro embaixador americano no México, que divulgou no século XIX as qualidades ornamentais desta planta - é um arbusto mexicano que pode atingir 3 metros de altura, da família das euforbiáceas, de que o Jardim Botânico do Porto contém um exemplar bem desenvolvido no canteiro das suculentas. No inverno formam-se brácteas rubras, que lembram folhas, em volta de flores pequeninas de cor amarela, sem dúvida um modo caprichoso mas económico de se embelezar. O nome científico é Euphorbia pulcherrima; o epíteto específico, superlativo do latim pulchru (belo), alude à formosura deste arbusto quando em floração. Esta ocorre em resposta à duração dos dias, beneficiando das noites longas próximas do solstício de Inverno. As flores pouco duram depois de desabrocharem; as brácteas podem manter-se coloridas por vários meses.
E aqui está uma planta que se veste a preceito para a nossa festa, calorosa como um abraço.
Publicada por
Maria Carvalho
em
23.12.04
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Etiquetas: Euphorbiaceae , Jardim Botânico - Porto , Natal , Porto
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ManuelaDLRamos
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22.12.04
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Etiquetas: Natal