30.12.05

A planta do óleo



Este desenho consta de Zoologia & botânica do Brasil, livro editado em 2000 pela Biblioteca Pública Municipal do Porto que reproduz cerca de uma centena de aguarelas setecentistas do acervo da instituição. Esta e outras obras estão à venda, a preço de saldo, só até ao fim do dia de hoje no Palácio dos Viscondes de Balsemão, à Praça de Carlos Alberto.

O rigor do desenho não deixa dúvidas quanto à planta representada, que bem conhecemos dos nossos jardins e, curiosamente, nem sequer é de origem brasileira, mas sim africana: trata-se do rícino (Ricinus communis), planta da família das euforbiáceas muito disseminada nos trópicos mas que também se adapta ao nosso clima temperado. De reconhecido valor ornamental pela sua folhagem - que pode, conforme a variedade, ir do verde-alface até ao vermelho-tinto -, tem também importância económica pelo óleo que se extrai das suas sementes (óleo de rícino ou óleo de mamona; em inglês castor oil), usado em farmácia, cosmética e na indústria; o seu uso tradicional como purgativo foi abandonado por ser prejudicial à saúde.

2 comentários :

phillipe disse...

Aqui no Brasil,só é conhecida popurlamente como mamona. Ela dá em terrenos baldios e é tida como praga devido 'a sua facilidade de propagação.

manueladlramos disse...

Fui ver ao Portugal botânico de A a Z e vem lá mamoneiro (mas não mamona) e também carrapateiro, bafureira, erva-dos-carrapatos e... catapúcia-do-inferno!
Isto dos nomes tem que se lhe diga... (bem mas como disse mais acima, eu só vinha ver o mail, e tenho o arroz ao lume ;-)