22.3.05

Folhas novas #2



Foto: pva 0503 - folhas e flores do Quercus robur

O verde fresco e vibrante das folhas novas do carvalho-alvarinho (Quercus robur) é a mais promissora das cores iniciais da Primavera: árvore emblemática do norte e centro do país, o carvalho é vida pujante pela sua longevidade e resistência, e firme sustento de vida pela abundância das suas sementes.

No Porto não há muitos dos nossos carvalhos, mas os poucos que há bem merecem uma visita:

1) O Largo Abel Salazar (ao Hospital de Santo António) viu terminar em Outubro passado, com três anos e dez meses de atraso, a odisseia da sua requalificação. Apesar de o arranjo do Largo, na continuidade do novo Jardim da Cordoaria, ser um desgosto, quase todos os carvalhos sobreviveram às obras e aos maus tratos, e quatro jovens exemplares foram acrescentados ao conjunto. Tirando estes últimos, já todos os carvalhos do largo exibem folhagem nova.

2) Ainda na cidade, há bonitos carvalhais no Parque de Serralves e na Quinta do Covelo. Aliás, um dos propósitos das obras em curso em Serralves é o reforço da flora autóctone, com natural destaque para os carvalhos. Quanto à Quinta do Covelo, é deplorável que em anos recentes tenham sido plantados na mata vários carvalhos americanos (Quercus rubra): ora essa mata é um dos últimos resíduos de vegetação natural em todo o Grande Porto, e é óbvio que a sua renovação se deve fazer com plantas autóctones (carvalho-alvarinho, sobreiro, pinheiro-manso, etc.) criadas a partir de sementes colhidas no local.

3) É preciso sair do Porto para encontrar carvalhos centenários que encham as medidas da nossa admiração. Os nossos favoritos são os de Viseu (Quinta do Fontelo e Parque Aquilino Ribeiro) e os da Quinta da Aveleda, em Penafiel.

3 comentários :

Formiguinha disse...

Em resposta à tua questão: os meus passarinhos foram na sua esmagadora maioria criados à mão por mim desde bebés. Os que não foram vieram aqui parar porque tiveram algum azar.

Dormem em vários viveiros (porque são de várias espécies e têm épocas do ano em que nem se podem ver), numa marquise que tem vidros duplos, por isso, o clima lá é sempre ameno.

Geralmente estão fechados porque tenho um cão (que é bonzinho e não lhes faz mal nenhum) e uma gata (que se pudesse os comia a todos).

Porém, eles passam muito tempo soltos, às vezes dias inteiros, outras só algumas horas, depende da disponiblidade. Quando estão soltos e têm fome entram e depois voltam a sair. Vão visitar a gaiola dos amigos para ver se há pitéus melhores por lá, etc.

Há alguns que só gostam de dar uma voltinha e voltam rapidamente para a gaiola.

Estão tão habituados à presença humana e do cão e do gato que não têm medo nenhum. Chegam a poisar na cabeça do cão, sobretudo o pintassilgo que é um abusador. Nunca experimentaram isso com a gata porque ela ainda é bebé e não é de confiança.

Agora tenho um casal de pardais-telhado a construir um ninho, vamos lá ver se dá alguma coisa. A fêmea já pôs ovos mais do que uma vez, mas o macho só tem um ano, não sei se não será muito novinho. Tenho apetrechado a gaiola com tudo e mais alguma coisa - parece uma floresta - e eles estão a adorar puder fazer o ninho com material natural, como fariam na natureza.

Desculpa uma explicação tão extensa (só agora reparei). Ah! vou linkar-te no meu blog.

Bjinhos***

manueladlramos disse...

Peço imensa desculpa, mas a "Formiguinha" estava a responder a uma pergunta que eu pus lá no blog dela e dos amigos chamado "Blog dos Bichos" e não reparou que não era eu quem estava a escrever este post. Mas aqui fica a sugestão para visitarem o http://blogdosbichos.blog.simplesnet.pt/: há animais para todos os gostos e impera a simpatia.
"Formiguinha" obrigada pela explicação! Também vamos "linkar vocês."

Formiguinha disse...

Ups.... desculpem o lapso! ***