11.7.04

À figueira da Quinta de S. Pedro, pedindo à sua dona que nunca a deixe morrer

«Na profusão dos gestos, a presença: a figueira.
Merecia ir à piscina tomar banho, a figueira.
Merecia mais que muita gente,
que, semovente,
passarinheira,
não passa afinal de estar à beira.

Com seus braços,
nadaria, ao mesmo tempo, em todos os sentidos,
seria a presença inteira
(...)

- Generosa figueira,
quando estiveres doente quem te deita?»

Alexandre O´Neill, Coração acordeão (1973)