22.2.05

Camélias em flor - visita ao Viveiro Municipal do Porto




Fotos: pva 04/05

NO DIA 26 DE FEVEREIRO (sábado), a associação Campo Aberto convida a conhecer a colecção de camélias do Viveiro Municipal, na Rua das Areias, em Campanhã. A visita, que inaugura o Ciclo de Visitas a Jardins que a associação organiza em 2005 à semelhança do que fez em 2004, tem início às 14h30 e é guiada pelo Dr. João Gonçalves da Costa, colaborador do Jardim Botânico do Porto, estudioso de Botânica e cronista d'O Primeiro de Janeiro.

A camélia no Porto é uma tradição com dois séculos. Foi no Porto que esta planta asiática fez, no início do século XIX, a sua entrada oficial no nosso país; e foi do Porto que partiu para conquistar todo o norte de Portugal e mesmo a Galiza. Hoje em dia a camélia é uma presença abundante nos nosso jardins e um dos traços mais característicos da fisionomia urbana do Porto. O acervo de camélias do Viveiro Municipal do Porto, enriquecido há poucos anos com a aquisição de uma importante colecção particular, conta com mais de trezentas variedades (a maioria em flor nesta altura do ano), e é a melhor garantia de que essa grande tradição portuense é hoje dignamente perpetuada.

A participação na visita é gratuita mas sujeita a inscrição prévia pelo endereço electrónico contacto@campoaberto.pt

5 comentários :

Vulcam disse...

1.A camélia entrou no país pelo Porto no XIX. Pura curiosidade quais são as referências a essa entrada?

2. Sugestão: acrescentar às belas fotografias a identicação. Será possível?

3.Parabéns pelo magnífico blog de que sou leitor assiduo.

Paulo Araújo disse...

Essa informação sobre a entrada oficial das camélias no nosso país é repetida frequentemente, mas para ela temos uma fonte fidedigna: um artigo publicado no Jornal de Horticultura Prática, em 1882, em que se diz que as primeiras camélias vieram para o nosso país entre 1808 e 1810, encomendadas por Francisco Van-Zeller (proprietário da Quinta de Fiães, em Gaia, além de outras no Porto) e "outros distintos amadores". Esse artigo é parcialmente transcrito numa curta brochura de 2002 sobre a Quinta de Santo Inácio de Fiães.

Mas tivemos o cuidado de dizer "entrada oficial", pois julga-se que as camélias da Quinta de Campo Belo, em Gaia, são bem mais antigas, dos finais do século XVI, importadas directamente do Japão talvez por engano. (Essa informação é dada no livro "Tratado da grandeza dos jardins em Portugal" de Helder Carita e Homem Cardoso, que inclui fotos dessas árvores - infelizmente não facilmente visitáveis.)

Apesar de termos um manual de camélias, não nos é fácil identificar as variedades...

Anita na Internet disse...

Olá, enviei mail para ir a esta visista hoje de manhã e não recebi confirmação... Por acaso não sabem dizer-me se sempre posso ir ou não? obg

Paulo Araújo disse...

Olá Ana, bem-vinda ao Porto. Inscrição confirmada. Já te escrevi mais com mais pormenores.

Anónimo disse...

Olá
Serão algumas camélias de Celorico de Basto, nomedamente as da Casa do Campo comtemporâneas das de Campo Belo? Num artigo on-line recentemente publicado no Diário do Minho pode ler-se: «Há cerca de 250 anos a florescer no jardim da Casa do Campo- É nos jardins do século XVIII da Casa do Campo, Celorico de Basto, que podemos encontar a camélia mais antiga de Portugal, um arbusto secular que integra a ?nobreza do barroco? patente nos maravilhosos hortos povoados por uma infinidade de ?rosas sem cheiro?.»
Qual a vossa opinião?
(obrigada)
S.(de Sementinha ;-)