O Homem que Plantava Árvores


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Paulo Araújo
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11.4.19
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Fagus sylvatica var. purpurea
Há quatro anos, uma hecatombe varreu as faias do Jardim Botânico do Porto: a primeira delas caiu quebrada pelo vento; feitas as análises, soube-se que um fungo mortífero lhe havia atacado as raízes; atingidas pela mesma enfermidade, as outras faias acabaram por ser cortadas. Só uma das faias adultas estava saudável, e só essa foi poupada: é a que vemos nas fotos com a folhagem cor-de-cobre a refulgir ao sol. Agora, no jardim renovado, há um caminho que parece ter sido rasgado com o propósito de a admirarmos, abrindo-se para uma clareira onde ela, com desculpável vaidade, se mostra de corpo inteiro.
Com um convite destes, haverá quem recuse visitar o Jardim Botânico? E, já agora, faça-o no próximo domingo na companhia da Campo Aberto.
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9.7.07
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Domingo, 15 de Julho - Jardim Botânico do Porto

É este o cenário para o almoço biológico que a associação Campo Aberto, no âmbito da sua campanha metropolitana dos 50 Espaços Verdes, vai realizar daqui a pouco mais de três semanas. Cada comensal paga 8 euros no acto de inscrição e a participação é limitada a 50 pessoas. Logo após o almoço há uma sessão, aberta a toda a gente, em que se fará o balanço da campanha até ao momento e se apresentarão os peritos a quem vai caber a selecção dos 50 espaços finalistas. Segue-se uma visita guiada ao jardim. Informações e inscrições nesta página.
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Paulo Araújo
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22.6.07
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- flores nos jardins do Porto
RESUMO. Desde há uns anos que muita gente no nosso país deu em desdenhar as flores, por serem pirosas e de modo nenhum compatíveis com um gosto depurado e moderno. Alguma dessa rejeição é genuína, pois afinal há quem abomine sinceramente tudo quanto é vegetal; mas boa parte dela é por ignorância e por mal-avisado espírito de imitação. Um dos sintomas do fenómeno é a crença de que nesses detestados canteiros quase só há amores-perfeitos, que seriam o epítome do decorativismo bacoco. Importa combater tais ideias falsas e preconceituosas - que, no Porto, quase levaram à extinção das flores em espaços públicos (e mesmo em jardins!). As fotos desta palestra - mais de uma centena - são os argumentos que usamos para repor a verdade, aqui sumariada em quatro pontos:
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Paulo Araújo
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24.11.06
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População do Porto vai eleger espaços verdes em risco
«Campanha visa pressionar poder político a preservar os espaços ameaçados
"50 espaços verdes em perigo - 50 espaços verdes a preservar". A associação ambientalista Campo Aberto quer pôr a população da Área Metropolitana do Porto (AMP) a discutir que espaços verdes podem ser preservados nos diferentes concelhos em que residem. Por isso, lança esta noite um concurso que visa eleger 50 espaços verdes que, encontrando-se em risco, mereçam ser preservados.
A campanha vai ser apresentada esta noite*, no Departamento de Ciência de Computadores da Faculdade de Ciências, no Campo Alegre, numa sessão com direito a duas palestras:
O Verde no Grande Porto: o que ainda merece ser salvo, por Paulo Santos, do Departamento de Zoologia e Antropologia da Faculdade de Ciências,
e A Importância das Estruturas Ecológicas em Meio Urbano, pela arquitecta paisagista Teresa Andresen. (...)»
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Mapa Google
Descarregar Panfleto (campoaberto-50espacosverdes.pdf) 862.84 KB
*Hoje pelas 21:15h -anfiteatro 2 do Departamento de Ciência de Computadores da Faculdade de Ciências (antigo edifício da Faculdade de Psicologia da UP-situado nos jardins da Casa Burmester)
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25.10.06
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Sábado, 1 de Julho, às 10h00
Organização Campo Aberto
Participação limitada
Inscrições pelo endereço jardins@campoaberto.pt
Adenda às 21h00 de 15/VI/06: as inscrições já estão encerradas!
O Centro Condessa de Lobão, situado no gaveto da avenida da Boavista com a rua dos Belos Ares, é um organismo do Instituto de Segurança Social dedicado ao apoio e formação de deficientes. A casa, o jardim e estruturas adjacentes (coreto, moinhos de vento e estufa) datam do primeiro quartel do século XX e são moldadas por uma arquitectura de feição arte nova. Árvores de grande porte (plátanos, faias, cedros, carvalhos) sombreiam o lago e o coreto, mobilado com mesa e cadeiras de ferro forjado; nos canteiros que bordejam os caminhos distribuem-se magnólias, hibiscos, camélias, jacarandás, palmeiras e uma profusão de plantas ornamentais; igualmente de assinalar são o roseiral e o pomar. Todo o conjunto se encontra classificado pelo IPPAR como imóvel de interesse público desde 1982.
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14.6.06
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Sexta-feira, 9 de Junho (amanhã), às 21h30
Casa de Cultura de Paranhos
Debate com Helena Freitas, Paulo Talhadas Santos e Rui Sá
Organização Campo Aberto
(mais informações aqui)
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8.6.06
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Quarta 10 de Maio às 21:20, na sede da Campo Aberto
Rua de Sta Catarina, 730-2.º (perto do cruzamento com Gonçalo Cristóvão)
Mais informação aqui
foto manueladlramos -UTOPIES URBAINES (Estação do Metro do Luxemburgo-Paris-agosto 2005)
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ManuelaDLRamos
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9.5.06
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Inaugurando o ciclo A Natureza nas Religiões e nas Filosofias
decorrerá hoje às 21:30, na sede da Associação Católica do Porto, Rua Passos Manuel, n.º 54,
uma palestra intitulada A NATUREZA NA BÍBLIA,
por Frei Geraldo (o sacerdote beneditino, Prof. Dr. Pe Geraldo Coelho Dias, OSB)
Organização da Campo Aberto - associação de defesa do ambiente
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ManuelaDLRamos
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28.4.06
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Campo Aberto - Ciclo Jardins 2006
Visita guiada aos jardins e bosque da Quinta de Santo Inácio de Fiães
Avintes, Vila Nova de Gaia
Sábado, 22 de Abril - 14h30
Inscrição prévia obrigatória pelo endereço electrónico paraujo(at)fc.up.pt
Limite: 40 pessoas
Azáleas na Quinta de Fiães - 10 de Maio de 2005
A Quinta e a Casa de Fiães datam possivelmente do século XVIII; já em 1789 são mencionadas na famosa Descrição da Cidade do Porto do Padre Agostinho Rebello da Costa. Propriedade da família van-Zeller a partir do último quartel de setecentos, a Quinta está ligada à história da horticultura portuense desde Francisco van-Zeller (1774-1852), responsável pela introdução oficial, entre 1808 e 1810, das camélias no nosso país, trazidas justamente para a Quinta de Fiães, onde ainda hoje podem ser admiradas.
Além das camélias, os jardins de Fiães, exemplarmente recriados há poucos anos aquando da abertura da Quinta ao público, incluem roseirais e mixed-borders no jardim formal e, no jardim romântico, uma grande colecção de azáleas e rododendros, que estarão no auge da floração por altura da nossa visita. A mata tem bonitos carvalhos, tulipeiros, azevinhos, azereiros e outras folhosas, pinheiros-mansos bicentenários e um denso sub-bosque de camélias, todas elas plantadas no século XIX ou descendendo dessas pioneiras. Na transição entre o jardim romântico e o bosque destacam-se alguns raros eucaliptos monumentais plantados por Roberto van-Zeller (1815-1868), entre eles um dos maiores Eucalyptus obliqua do nosso país.
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5.4.06
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Palestra por Manuel de Azevedo Graça
(Mestre em História da Arte; membro da Divisão do Património Cultural da Câmara Municipal do Porto)
Sábado, dia 4 de Março, às 14h30 no auditório da Quinta de Bonjóia (Porto)
Organização: Campo Aberto
Entrada livre
Nota: para chegar à Quinta de Bonjóia pode utilizar-se a rua Pinheiro de Campanhã, ao longo das traseiras da estação ferroviária, que dá acesso directo à pequena rua da Bonjóia onde se situa a entrada para a Quinta.
Foto: Quinta de Bonjóia, Julho de 2005
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2.3.06
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Fotos: pva 0511 - Arca do Anjo e Fonte da Fontinha - jardins dos SMAS, Porto
Depois do evento cívico da manhã, eis-nos, na tarde do passado sábado (12 de Novembro), a deambular entre eucaliptos e loureiros para conhecer as fontes, chafarizes e arcas que protagonizaram, no Porto, a grande aventura da distribuição pública da água. Éramos umas trinta a quarenta pessoas na visita promovida pela Campo Aberto, entre velhos conhecidos e algumas caras novas, e todos aprendemos muito, graças às explicações claras e informadas da nossa guia, Dra. Maria José Macieira - que é também desde há três anos a principal responsável, nos SMAS, pela manutenção e recuperação das históricas fontes que visitámos.
A mata dos SMAS, onde as fontes surgem com uma naturalidade desarmante, forma um mundo à parte: em vez do ruído do trânsito, ouve-se o chilrear dos pássaros, a que se sobrepõe periodicamente o pouca-terra cadenciado dos comboios que ligam S. Bento a Campanhã; a paisagem é cerrada, densa e húmida, com dois ou três miradouros rasgados sobre o rio.
Para evitar desperdícios, e por ainda não estar operacional um sistema de reaproveitamento de águas, previsto para um futuro próximo, a maioria das fontes não tem água corrente. Mas outras águas correram do céu em abundância para assinalar, do modo mais apropriado, o final da visita.
A terminar, dois apontamentos. Quem não nos acompanhou no sábado, ou quem o fez mas quer voltar ao local, pode visitar os jardins dos SMAS em qualquer dia útil, entre as 9h00 e as 17h30. E, quando lá estiver, talvez lhe interesse comprar, mais barato do que nas livrarias, dois excelentes livros sobre a história de que todo este local é herdeiro e testemunha: Fontes e Chafarizes do Porto, de Germano Silva, e Porto d'agoa, de Alexandra Agra Amorim e João Neves Pinto.
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16.11.05
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Fotos: pva 0503 - carvalho (Quercus robur) e fontes nos jardins de Nova Sintra
O bucólico jardim da rua Barão de Nova Sintra, suspenso sobre o rio Douro, de alamedas sinuosas e aparência um pouco rude, integrou a propriedade da família britânica Wright até 1932, altura em que a Câmara Municipal do Porto a adquiriu para aí instalar os SMAS. Ali encontramos, entre outras espécies, olaias, criptomérias, faias, oliveiras, cedros, sobreiros, carvalhos, tílias, loureiros, pitósporos, eucaliptos e ulmeiros. São companhia silenciosa de fontes e chafarizes dos séculos XVII a XIX que se acolheram àquele sossego depois de anos de serviço público.
Algumas destas fontes, que a tradição associou a episódios amorosos, continuam a dar aqui testemunho dos usos de antanho; outras são agora puro ornamento. O seu conjunto constitui grata memória de vivências de outros tempos em muitos recantos da cidade.
A associação Campo Aberto, no âmbito do seu Ciclo Jardins 2005 - que já incluiu visitas ao Viveiro Municipal do Porto, ao Jardim da Fundação Eng. António de Almeida e à Quinta do Alão -, promove no SÁBADO, 12 de NOVEMBRO, às 14H30, uma visita guiada pelos SMAS às fontes e chafarizes do jardim de Nova Sintra; o ponto de encontro é à entrada dos SMAS, na rua de Nova Sintra (muito perto da estação de metro do Heroísmo). A participação é limitada e sujeita a inscrição prévia pelo endereço dias-com-arvores(at)sapo.pt
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19.10.05
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In Público, Local Porto
5 de Setembro de 2005
Já reparou que existem laranjeiras na Rua Gonçalo Cristóvão? Já admirou a altura da fabulosa Ginkgo das Virtudes? Alguma vez contemplou as cores do jacarandá do Largo do Viriato? E quantas vezes saboreou a sombra de uma qualquer árvore no Porto? É improvável que o precioso arvoredo da cidade passe despercebido. No entanto, nos últimos anos, as obras de requalificação urbana, quer do Porto 2001 quer da Metro do Porto, têm derrubado alguns troncos na cidade que, na maioria dos casos, têm sido substituídos por exemplares mais jovens.
A média de idade das árvores no Porto ronda agora os 20 anos. Rui Sá, vereador do Ambiente, garante que nos últimos quatro anos foram plantadas bastantes mais árvores do que as desaparecidas, por doença ou devido a obras. Os números fornecidos pelos responsáveis da Divisão de Jardins confirmam a garantia do autarca: 678 árvores foram abatidas, 371 transplantadas e 7533 novos exemplares plantados, entre 2001 e 2005. O problema para alguns é precisamente esse. É que não só os exemplares são novos porque são recém-chegados às ruas do Porto mas também jovens e, por isso, pequenos. Há mais árvores no Porto mas também há menos sombras.
Nuno Quental, da associação de defesa do ambiente Campo Aberto, lamenta precisamente a perda da cidade com o desaparecimento de árvores de grande porte. Reconhecendo que nalguns locais foram plantados novos exemplares, Quental alerta para o facto de hoje se realizaram muitas obras na via pública que "sistematicamente sacrificam as árvores que existem no caminho". Paulo Araújo, um matemático assumidamente apaixonado por árvores e co-autor do livro recém-editado pela Campo Aberto À sombra de árvores com história, acrescenta que actualmente se corre o risco da "banalização" da perda de árvores em benefício de uma empreitada. "As árvores são arrancadas ou abatidas ao menor pretexto, sem hesitação. Isso está-se a tornar algo banal. Aqui há uns anos não se imaginava que uma rua arborizada fosse despida" , afirma.
Um dos casos exemplares, no pior sentido, para Paulo Araújo está à vista na Avenida da Boavista > , onde algumas tílias de quase 20 anos foram substituídas por jovens plátanos: "A espécie não é a mais indicada para o local à beira-mar e as caldeiras são minúsculas, com metade do tamanho que deviam ter para garantir um crescimento normal daquelas árvores e das suas raízes".
Araújo revela que chegou a ponderar a hipótese de fazer uma lista das árvores perdidas com as obras de requalificação urbana; no entanto, diz ter desistido da ideia quando imaginou a deprimente "notícia necrológica". Com as moradas exactas de muitas árvores da cidade na ponta da língua - algumas são verdadeiras "heroínas" no livro que ajudou a fazer -, Paulo Araújo admite, porém, que, apesar de algumas importantes perdas, "tem-se verificado o cuidado de substituir as árvores".
"As árvores não são insufláveis. Tem de ser dado tempo para que elas cresçam. Elas são um ser vivo com um ritmo próprio. Repare-se na Praça da Batalha, estão ali árvores que dentro de 10 ou 20 anos vão ficar lindíssimas", avisa Isabel Lufinha, engenheira florestal que coordena a equipa de intervenção da autarquia e que participou na elaboração do inventário das árvores do Porto. Insistindo na necessidade de uma gestão deste património vivo, a engenheira realça os benefícios ambientais de uma árvore mas também o papel psicológico pela sensação de "serenidade" que nos garante. "Ninguém vai para a VCI relaxar", nota. Quanto ao futuro, Isabel Lufinha garante que a floresta urbana do Porto vai crescer mas que deve ser feito um planeamento cuidadoso. "Temos de começar a repensar, por exemplo, o uso de árvores com grande necessidade de água", aponta, salientando também "a óptima tendência nas novas plantações para a escolha de espécies autóctones".
Por outro lado, consciente do efeito que as intervenções de requalificação urbana têm no espaço público e, sobretudo, nas zonas verdes, Rui Sá não nega o prejuízo para a cidade. Assim, o autarca nota que a "mineralização da Porto 2001" varreu algumas árvores e o Metro do Porto também tem deitado alguns troncos abaixo. Porém, o vereador do Ambiente considera que a Metro do Porto tem demonstrado recentemente uma postura diferente. Ainda assim, não foi possível evitar os estragos nas raízes de alguns sobreiros, junto ao Bairro da Fábrica, assumidos pela Normetro na passada semana e que poderão levar a empresa a pagar uma coima. No caso da Boavista, Rui Sá realça que a avenida tem agora mais árvores do que nunca e que as tílias que ali estavam encontram-se no viveiro da autarquia e serão transplantadas para vários locais da cidade.
"Por vezes, a presença de uma árvore só é notada quando causa problemas. As pessoas devem olhar para uma árvore como um ser vivo, com virtudes e defeitos, ter paciência para retirar os benefícios e aturar os incómodos", conclui Isabel Lufinha.
Armindo Santos, reformado que reclama a profissão de avô, está sentado à sombra de uma árvore na Cordoaria. Não sabe, nem lhe interessa, qual é o nome que "os especialistas" lhe dão. Sabe que gosta da sombra e, ali no fresquinho, tem uma certeza: quanto mais árvores, melhor.
Por Andrea Cunha Freitas
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5.9.05
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Talvez não seja do conhecimento geral, mas o Porto possui, desde meados de 2004, um Regulamento Municipal dos Espaços Verdes (RMEV), disponível para consulta na página web da CMP, que define, entre outras coisas, as regras a respeitar na arborização de ruas: dimensão das caldeiras, compasso entre as árvores num alinhamento, etc. A insuficiência do RMEV é claramente ilustrada pelo caso dos plátanos na Av. da Boavista aqui tão bem descrito pela Eng.ª Ana Aguiar: é que essa plantação, marcada por erros tão flagrantes, em nada colide com as posturas do regulamento.
Em Fevereiro de 2004, no âmbito da discussão pública do RMEV, apresentámos por escrito, em nome da associação Campo Aberto, um conjunto de sugestões que, se tivessem sido acolhidas, poderiam ter evitado ou atenuado este triste caso. Para que o leitor possa ajuizar dessa afirmação, transcrevemos de seguida algumas dessas sugestões.
Não é talvez exacto dizer que as nossas sugestões foram integralmente rejeitadas, pois recebemos, após grande insistência e com meses de atraso, uma comunicação da Câmara explicando o porquê da aceitação ou recusa das propostas - e houve pelo menos uma, de menor importância, que terá sido incorporada na versão final. Nas fotocópias enviadas faltavam páginas, e nunca soubemos, por exemplo, se as propostas em cima transcritas foram ou não acolhidas. Claro que devíamos ter insistido - mas, depois de tantas cartas, telefonemas e até reuniões, já nos falecia a paciência e o assunto ficou esquecido. O golpe de mestre, que esvazia por completo toda a consulta pública, é que o texto do RMEV ainda hoje no site da Câmara é, sem tirar nem pôr, o mesmo que esteve à discussão. Se se fizeram alterações (e garantiram-nos que sim), elas ficaram sepultadas em alguma gaveta; ao texto a que o público tem acesso não foi mudada uma vírgula. (E, para falar verdade, só em vírgulas haveria muita coisa a mudar.)
Vindo toda esta conversa a propósito de plátanos, eis uma foto para lembrar como eles podem ser grandes:
Foto: pva 0506 - Platanus orientalis - Kew Gardens
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Paulo Araújo
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A Campo Aberto organiza no dia 28 de Maio, a partir das 14h30, uma visita à Quinta do Alão, em Leça do Balio, guiada pelo seu proprietário. A Casa de Recarei, na Quinta do Alão, está referenciada desde o século XV. Os actuais jardins, notavelmente bem mantidos, têm um cunho seiscentista - com os típicos bancos, alegretes, lago octogonal de desenho barroco, contrafortes e muros talhados em grandes blocos de granito - com alguns acrescentos recentes de bom gosto. São talvez os jardins antigos mais bem conservados de toda a região do Porto.
Destacam-se, pelo porte, várias japoneiras e rododendros, um salgueiro e alguns fetos arbóreos; e, pela sua raridade, um teixo multi-secular, de tronco tipicamente encordoado, que no Verão dá grande profusão de bagas vermelhas. A antiga horta e pomar foram transformados no século passado num bosquete com uma grande variedade botânica, exibindo exemplares bem desenvolvidos de Araucaria bidwillii, Araucaria angustifolia, Ginkgo biloba e Metasequoia glyptostroboides. Ladeia este jardim recente um caminho de buxo coberto por uma arcada de glicínias de flor roxa e perfume intenso.
Esta Quinta, que é pormenorizadamente referida nos livros Jardins com História (org. Cristina Castel-Branco - Edições Inapa, 2002) e Tratado da Grandeza dos Jardins em Portugal (Helder Carita / Homem Cardoso - 2.ª ed. Quetzal, 1998), está classificada como Imóvel de Interesse Público desde Fevereiro de 2002.
O número de participantes é limitado e é obrigatória a inscrição prévia pelo endereço paraujo(at)fc.up.pt
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14.5.05
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As obras na Avenida dos Aliados já começaram!
Claro que não é de ficarmos calados!
Junte a sua à nossa voz e comente no blog da Campo Aberto.
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A Avenida dos Aliados e o novo projecto no Dias com Árvores
Dos Jornais - Assembleia quer discutir projecto dos Aliados (20-04-05)
Descubra as diferenças (13-04-05)
"Será de ficarmos calados?" (23-03-05)
Sizentismo (16-03-05)
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ManuelaDLRamos
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Fotos: pva 0412 - Fund. Eng. António de Almeida: liquidâmbar, azáleas, fonte e camélias
Ciclo Jardins 2005
Sábado 2 de Abril às 14h30
OLHAR UM JARDIM - Conferência no auditório da Casa-Jardim da Fundação Eng. António de Almeida (rua Tenente Valadim, 231/325 - Porto) pela Arq.ª Teresa Andresen, que guiará em seguida uma visita ao jardim da Fundação.
ENTRADA LIVRE (não é preciso inscrição)
O JARDIM
A Casa Nova, que hoje alberga a Fundação Engenheiro António de Almeida, foi construída nos anos trinta do século XX para o banqueiro António Manuel de Almeida (1891-1968), tendo o seus jardim sido desenhado pelo horticultor e paisagista portuense Jacinto de Matos (falecido em 1947), a quem se devem, na primeira metade de novecentos, numerosos jardins e parques um pouco por todo o país - como por exemplo os parques da Curia e de Pedras Salgadas e, ainda existentes no Porto, a Quinta de S. Roque da Lameira e o jardim da Casa Allen (Casa das Artes). Segundo o livro Jardins Históricos do Porto, o jardim da Casa Nova, um dos últimos da grande tradição dos jardins portuenses, não é de «concepção arrojada. É, acima de tudo, um jardim para a disposição de plantas e, ainda hoje, é notável a diversidade arbórea e arbustiva.» Entre os arbustos, cabe destacar as azáleas, os rododendros e a variada colecção de camélias; e, entre as numerosas árvores hoje adultas, de assinalar a alameda de tulipeiros e várias faias, liquidâmbares e carvalhos de avantajado porte.
A CONFERENCISTA
Teresa Andresen, que colaborou também no nosso Ciclo Jardins 2004, é Arquitecta Paisagista, actualmente Professora Associada do Departamento de Botânica da Faculdade de Ciências do Porto, onde é responsável pela Licenciatura em Arquitectura Paisagista. Dirigiu, entre 1986 e 1988, a recuperação do Parque de Serralves, e coordenou recentemente, a pedido da CCDRN, o estudo Estrutura Ecológica da Área Metropolitana do Porto. É co-autora, com Teresa Portela Marques, do livro Jardins Históricos do Porto (Edições Inapa, 2001).
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28.3.05
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Fotos: pva 0502
Claro que somos parte interessada, mas temos que admitir, por muito que isso custe à nossa esforçada isenção, que a visita de sábado ao Viveiro Municipal correu mesmo bem. Mais de sessenta pessoas vindas dos mais diversos pontos do país (Porto e Lisboa, pelo menos) ouviram o nosso entusiástico guia, Dr. João Gonçalves da Costa, dissertar sobre o nome científico de numerosas plantas e contar saborosas histórias a propósito de várias delas.
(Por falar em saborosa, eis uma dúvida acerca da infusão de folhas do Nerium oleander: a bebida é incontestavelmente venenosa, mas, se noutros tempos houve quem a ingerisse voluntariamente e sem intenções suicidas, é de admitir que seja agradável. Quem sabe se não seria esta a melhor bebida para concluir cada um dos inefáveis banquetes do Clube dos Anjos?)
A dada altura, alguns participantes da visita, correndo os olhos pelas plantas que ainda faltava explicar, não contiveram o nervosismo: e então as camélias? Acabámos por lá chegar, mas o nosso guia, e porque não há palavras que substituam o exercício de ver, evitou prudentemente sobrecarregar-nos de informação, optando por distribuir no início da visita um curto texto informativo sobre camélias.
Estas quatro fotos são um resumo possível do que vimos, e parte ínfima do que poderíamos ter visto. A cada olhar é dado ver coisas diferentes, como o desta visitante que viu a beleza perdurar fora do prazo.
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Paulo Araújo
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1.3.05
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Fotos: pva 04/05
NO DIA 26 DE FEVEREIRO (sábado), a associação Campo Aberto convida a conhecer a colecção de camélias do Viveiro Municipal, na Rua das Areias, em Campanhã. A visita, que inaugura o Ciclo de Visitas a Jardins que a associação organiza em 2005 à semelhança do que fez em 2004, tem início às 14h30 e é guiada pelo Dr. João Gonçalves da Costa, colaborador do Jardim Botânico do Porto, estudioso de Botânica e cronista d'O Primeiro de Janeiro.
A camélia no Porto é uma tradição com dois séculos. Foi no Porto que esta planta asiática fez, no início do século XIX, a sua entrada oficial no nosso país; e foi do Porto que partiu para conquistar todo o norte de Portugal e mesmo a Galiza. Hoje em dia a camélia é uma presença abundante nos nosso jardins e um dos traços mais característicos da fisionomia urbana do Porto. O acervo de camélias do Viveiro Municipal do Porto, enriquecido há poucos anos com a aquisição de uma importante colecção particular, conta com mais de trezentas variedades (a maioria em flor nesta altura do ano), e é a melhor garantia de que essa grande tradição portuense é hoje dignamente perpetuada.
A participação na visita é gratuita mas sujeita a inscrição prévia pelo endereço electrónico contacto@campoaberto.pt
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Paulo Araújo
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22.2.05
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