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19/03/2016

Analfabetismo ambiental

(Clique para ver em tamanho grande numa nova janela)

A nefasta peça de propaganda acima reproduzida foi publicada anteontem, dia 17 de Março de 2016, no suplemento Se7e da revista Visão. Por ela ficamos a saber, nós os continentais, que, se quisermos ter em casa uma amostra da genuína flora açoriana, devemos dirigir-nos ao viveiro mais próximo para comprar uma hortênsia — uma planta que, segunda a mesma revista, faz «parte da paisagem natural de todas as ilhas dos Açores». É de bradar aos céus. Todos os que vivem nos Açores ou visitam o arquipélago deveriam já saber que a Hydrangea macrophylla não só não é açoriana como é uma invasora capaz de causar os maiores estragos às plantas indígenas. Acontece que essa necessária pedagogia, por muito empenhada que seja, é permanentemente boicotada por uma indústria turística que promove uma imagem estereotipada dos Açores, vendendo paisagens humanizadas com pastagens, vacas e hortênsias como se de natureza em estado puro se tratasse. Não era contudo de esperar, de uma revista como a Visão, que publica anualmente uma edição verde sobre boas práticas ambientais, tamanho grau de iliteracia. Por isso escrevi à revista a carta que a seguir transcrevo:

«No suplemento Se7e da Visão de 17/III/2016, as jornalistas Florbela Alves e Susana Lopes Faustino, ao apresentarem as hortênsias como representantes da flora açoriana e "parte da paisagem natural de todas as ilhas dos Açores", cometem um erro de palmatória capaz de descredibilizar todo o trabalho de sensibilização ambiental em que a Visão se tem regularmente empenhado.

A hortênsia (nome popular da Hydrangea macrophylla) é uma planta originária do Japão, e é tão açoriana como o eucalipto é português. Foi introduzida em Portugal e em muitos outros países ocidentais em meados do século XIX como planta de jardim. Nos Açores ganhou popularidade não tanto pelas qualidades ornamentais mas por ser imbatível na formação das sebes impenetráveis que dividem as pastagens e marginam estradas e caminhos. O azul das hortênsias sublinhando o traçado sinuoso das estradas encantou os visitantes e, com o crescimento do turismo, acabou por se tornar símbolo dos Açores. Um símbolo equivocado e perigoso de que o arquipélago deveria ser capaz de se libertar sem que o turismo sofra com isso. Em Viana do Castelo, afinal, também deixou de se fazer (e ainda bem!) a Festa da Mimosa, e não consta que a capital do Alto Minho sofra hoje com falta de visitantes.

Bastaria a circunstância de a hortênsia não ser açoriana para ser estranho elegê-la como símbolo do arquipélago. Há muitas plantas genuinamente açorianas, e não menos bonitas, que cumpririam essa função com muito mais propriedade. Entre elas avulta a endémica vidália (Azorina vidalii), uma planta que dá flores que fazem lembrar sinos e não se parece com nenhuma outra deste mundo. Mas, além de não fazer parte da "paisagem natural" das ilhas, tratando-se em vez disso de um acrescento postiço, a hortênsia contribui activamente para a degradação dessa mesma paisagem, pondo em risco alguns dos últimos redutos da vegetação nativa ao invadir caldeiras, linhas de água e florestas naturais. A rocha dos Bordões na ilha das Flores e a Caldeira da ilha do Faial, ambas pintadas de alto a baixo no Verão com o azul das hortênsias, fornecem prova assustadora da perigosidade deste arbusto para a flora endémica do arquipélago.

O turista comum, mal informado ou desinformado, enche os olhos com o azul das hortênsias e não quer saber de mais nada. Está no seu direito. Mas um jornalista tem obrigação de saber um mínimo sobre aquilo que escreve, pois a sua função não é disseminar a ignorância mas sim informar quem o lê. Há nos Açores quem se preocupe com a educação ambiental das gerações mais novas (e também das mais velhas), ensinando-as a conhecer o genuíno e tão ameaçado património natural do arquipélago. Ao publicar este pedaço de desinformação, a Visão torpedeia o trabalho dos educadores e dá força à ignorância.»

17/10/2007

"Árvores a mais, árvores a menos"

Sem grande tempo para blogar (ultimamente), aqui deixo o destaque da PNED (Porto e Noroeste em Debate, lista mantida pela Campo Aberto), hoje selecionado pelo José Carlos Marques
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«Destaque: Árvores a mais, árvores a menos.
Não é no Noroeste, é em Cascais, mas é sempre animador ver que há cidadãos que decidem não aceitar passivamente a destruição de árvores centenárias: Cascais: moradores do Monte Estoril contra destruição de área verde. Também em Guimarães - Retirada de árvores gera discussão - há inconformismo perante mais uma retirada de árvores de uma praça a pretexto de "grandiosidade" e de "história".
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Que a praça nunca teve árvores até há 100 anos! Argumento despropositado pois que a árvore em meio urbano ganhou importância fulcral com o avanço da industrialização e a maior distância com ela criada entre meio urbano e meio rural mais próximo da natureza.
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Estamos perante uma "escola" que vê na árvore uma sombra ao edificado incómoda e inútil. As autarquias, perante o prestígio da "escola", multiplicam as encomendas. Mas as resistências de muitos cidadãos multiplicam-se e a "escola" começa a deixar de ter a aura que a nimbava... Está na hora de compreender que os tempos mudaram e que fazer riscos no ateliê é uma coisa, a realidade viva do meio urbano outra coisa por vezes muito diferente da prancheta vazia onde se expande livremente o "génio"...
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Já com isto só podemos estar de acordo: conferir prioridade ao peão e às bicicletas e reduzir a presença automóvel. Prova de que nem tudo é branco e preto... JCM »

11/06/2007

A ler- "Planar sobre a copa das árvores"



N' O Primeiro de Janeiro : «Passeio à descoberta de exemplares monumentais
Um passeio destinado a visitar as árvores monumentais do Porto levou ontem 50 pessoas à Cordoaria. O objectivo passa pelo enquadramento da ancestralidade das árvores na evolução da cidade e na consciencialização da necessidade de preservar esse património arbóreo.

"Quantos anos tem?". "De onde é originária?". "Qual a altura máxima que alcança?". As perguntas escorriam, umas após as outras, à medida que os olhares percorriam aquele colossal ser vegetal que habita na Alameda dos Plátanos, na Cordoaria.

Foi ali que cerca de meia centena de pessoas se reuniram, para participar no passeio «Rota das Árvores Monumentais», organizada numa parceria entre a Câmara Municipal do Porto, a Fundação Porto Social e a editora Gradiva. "Não esperava esta adesão surpreendente" , confessa, notoriamente satisfeita, Maria Pires de Carvalho, docente da Faculdade de Ciências do Porto, co-autora do livro À Sombra de Árvores com História e a guia da visita, que se esforça por saciar a curiosidade que a atinge de todas as direcções.

"Esta sequóia é originária dos Estados Unidos" (...) O tronco, espesso e enrugado, ergue-se dezenas de metros, ligeiramente debruçado sobre o pequeno lago da Cordoaria.
A poucos metros ao lado, a atenção de todos é subitamente revertida para uma estátua. O monumento encontra-se ali desde 1904. A individualidade que homenageia morreu seis anos antes. (...) José Marques Loureiro (1830-1898) criou o "Horto das Virtudes", jardim também conhecido como "Passeio das Virtudes", actualmente fechado ao público. .............................................................................
A ler também no Jornal de Notícias: «Árvores contam histórias das gentes e da cidade - Rota das árvores monumentais juntou entusiastas desde a Cordoaria aos jardins do Palácio, no Porto- (...) "As árvores também são património a preservar e fazem falta à cidade". Além disso, "têm uma história antiga associada" ao Porto, notou, explicando que o passeio visou sensibilizar as pessoas para a necessidade de proteger as árvores. Na Casa Tait, a resposta foi simbólica: 13 pessoas deram as mãos à volta de um tulipeiro para o medir. »

12/05/2007

Nos jornais- "Jardim Botânico renovado abre hoje"

Roseiral- Maio de 2006 (ver álbum)
«O Jardim Botânico do Porto reabre, hoje, depois de uma intervenção de dez meses. Novas plantações, o roseiral remodelado, equipamentos restaurados, caminhos renovados e sinalizados são algumas das melhorias que os visitantes poderão constatar. (...)» ler no Jornal de Notícias >

Botânico reabre hoje
«(...) Em reportagem publicada em Março > em O Primeiro de Janeiro, a coordenadora do projecto de recuperação do jardim, Teresa Andresen, sublinhou que se tratava de uma “obra pesada, que não brilha, mas é fundamental para o jardim funcionar”. O actual Jardim Botânico do Porto teve como principal impulsionador Américo Pires de Lima. » ler n'
O Primeiro de Janeiro >

Ler : O Jardim convida.
...................................
Actualização -13.05.07: Nova vida para o Jardim Botânico no PJ ; Enormes árvores, rãs e nenúfares para observar no Jardim Botânico no DN

07/03/2007

A ler: "Vegetalizar ou mineralizar"

A crónica semanal de Bernardino Guimarães no JN
«Neste mês de Março comemora-se o Dia Mundial da Floresta ou Dia da Árvore, de tão antigas tradições. Não tanto a efeméride mas certamente o objecto dela, vale bem uma crónica. Já cheira a Primavera, discretas florações mostram-se aqui e ali. Um pouco por toda a parte preparam-se com certeza comemorações- onde não faltará a ritual plantação de árvores, mesmo se o nosso clima não aconselha tal acto em época tão tardia. Salva-se raras vezes a árvore plantada, quase sempre a lembrança do festejo. A entrada primaveril proporciona assim, de qualquer modo, uma oportunidade para lembrarmos a importância das árvores na nossa vida, ecologia e economia consideradas - e talvez fique alguma coisa das homenagens às rainhas do mundo vegetal. Pena é que, nas ruas das cidades como nos campos, a retórica ou o sentimentalismo da data seja desmentida pela dureza dos factos.

Se progresso há no tratamento da árvore urbana, a verdade é que persistem os atentados e desatinos em tudo contrários aos discursos de exaltação e aos anúncios municipais. Árvores de que serão de porte considerável em espaços exíguos que não acautelam o seu crescimento futuro. Em certos locais, ainda a poda regular e assassina a desfigurar estes seres, vivos e singulares. Pior do que isso cada vez é mais escasso e problemático o espaço da árvore nas cidades, expulsas pelo betão, pelo parque de estacionamento e mesmo por aquelas "requalificações urbanas" onde pontifica o cimento e o granito como moda, que recusa a árvore e detesta os canteiros de flores! (...) »

25/09/2006

Nos jornais- "Árvores da capital vão ter BI"

No JN-Uma boa iniciativa que deveria ser norma.

«Quem passa pelo jardim lisboeta do Príncipe Real não fica indiferente a um monumental cedro do Buçaco, que faz a maior sombra natural da cidade. É uma das 87 árvores classificadas da capital que em breve terão "bilhete de identidade" (BI).
Dos milhares de árvores da cidade, 87 estão protegidas por lei por se distinguirem pela sua beleza, raridade ou importância histórica, segundo dados da Direcção-Geral de Recursos Florestais (
DGRF), a quem cabe atribuir a classificação de Interesse Público. Para dar a conhecer estes exemplares, a Câmara de Lisboa vai criar uma espécie de BI para cada árvore classificada, segundo o vereador do Ambiente, António Prôa.
"Será uma identificação informal sobre a espécie da árvore, o nome vulgar, localização e dimensão, entre outros aspectos, que permitirá aos munícipes saber um pouco mais sobre cada exemplar", disse fonte do gabinete do vereador.
Em Portugal estão classificadas de Interesse Público pela Direcção-Geral dos Recursos Florestais 346 árvores isoladas e 62 arvoredos.
A classificação pode ser proposta por particulares ou autarquias à DGRF, a única entidade que pode classificar ou desclassificar as árvores.»

Para quando a mesma iniciativa para as árvores isoladas e conjuntos arbóreos classificados do Porto? Nenhuma delas se encontra devidamente identificada no local, e roteiro com a sua sinalização apenas conhecemos o Mapa Verde, editado este ano pela Campo Aberto, que refere as árvores património /"heritage trees" da cidade.

Por que não há mais autarquias a propôr a classificação de árvores monumentais e históricas? Será que não sabem que o podem fazer? Precisam de sugestões? Não faltariam decerto.
Aqui fica, por exemplo, o apelo de Pedro Santos do blog Sombra Verde, para a preservação e classificação de três plátanos monumentais na Covilhã.

Ver: Classificação de Árvores como sendo de Interesse Público (in http://www.portaldocidadao.pt/PORTAL/pt)

27/01/2006

Jardim do Carregal

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No Carregal - por Hélder Pacheco
«...O Carregal está impregnado de atmosfera romântica única no Burgo. Por isso reveste um significado especial no imaginário dos portuenses, tanto pelo desenho dos espaços - onde o lago e a ponte, imitando as ruínas caras a certo revivalismo oitocentista, constituem atractivos especiais -, como pelas espécies arbóreas (grandes coníferas) que o povoam. Projectado em 1897 por Jerónimo Monteiro da Costa, antigo colaborador de Marques Loureiro no Horto das Virtudes, a selecção das espécies terá pertencido a Casimiro Barbosa, também pertencente à Sociedade daquele famoso Horto.
Carregal provém da palavra carrega, planta gramínea das zonas húmidas, charcos ou lameiros que caracterizavam, até aos meados do século XIX, aquele local, por onde passava o Rio Frio, que desagua na Praia de Miragaia. Em razão da insalubridade e irregularidade do sítio e dos terrenos em redor, durante quase um século seria duramente criticada a construção do Hospital de Santo António, mesmo em cima deles. Sem resultado. A custo, metade da obra fez-se. (...)»

Sobre as árvores do Jardim do Carregal ler: #1- Pseudotsuga menziensii; #2 -Agathis robusta; #3- Cunninghamia lanceolata; #4-Sequoiadendron giganteum; #5- Sequoia sempervirens; #6-Magnolia; #7-Cedrus libani ; #8-Chamaecyparis lawsoniana; #9- Araucaria bidwillii ; # 10- Plátano
E ainda: Uma aventura no Jardim do Carregal ;O renascimento do Jardim do Carregal ;Reabertura do Jardim do Carregal

(foto tirada enquanto esperava na fila do trânsito, em Novembro de 2005)

24/09/2005

Dos Jornais

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Música alegra Pasteleira e Parque da Cidade
Ha muitas maneiras de atrair as pessoas aos jardins e aos parques, sendo evidentemente a música uma delas. Caso o evento esteja bem anunciado, quero imaginar que pelo menos algumas pessoas dos bairros circundantes sentirão vontade de se deslocar à aprazível, mas tão pouco aproveitada Mata da Pasteleira. Entre as suas cerca de mil árvores (de que aqui já publicámos fotos) encontram-se alguns belos exemplares de pinheiros bravos ou marítimos (Pinus pinaster).

Mais notícias relacionadas com espaços verdes:
Sete jardins novos à porta de casa (Porto)
Ler a propósito destes "jardins de proximidade" esta observaçãopublicada n'A Baixa do Porto.

Quinta da Gruta -Novo espaço de lazer e aprendizagem em Santa Maria de Avioso (Maia)
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21/09/2005

Notícia - Público, hoje

Vamos salvar o jardim. Famalicenses não trocam uma flor por um mural.

Esta é a mensagem que encabeça uma acção de protesto contra a construção, no jardim da Câmara de Vila Nova de Famalicão, de um mural que pretende comemorar os 170 anos da criação do concelho e os 800 do foral. Com dez metros de comprimento e três de altura, o mural vai custar 250 mil euros. Na origem dos protestos, para além do local, está também o conteúdo do mural. A obra terá os nomes dos «quarenta e nove valorosos presidentes de junta de freguesia que, em 2005, dão o rosto à acção intrépida e valorosa» dos eleitos locais, bem como dos «responsáveis pelo actual executivo» e dos sete famalicenses que integravam a comissão administrativa que fundou o concelho.

Em vez dos nomes, os promotores do protesto defendem a inclusão do texto do foral em linguagem moderna; e querem que a escultura seja colocada fora do jardim dos paços do concelho. «Se o monumento estivesse num local retirado, era apenas ridículo. Assim, agride o património.»

11/09/2005

Mais árvores, menos sombras (cont.)

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A propósito de um comentário meu ao texto "Mais árvores, menos sombras" (In Público, Local Porto-05.09.05) , a jornalista Andrea Cunha Freitas teve a gentileza de enviar um elucidativo mail com as informações (transcritas mais abaixo) que não foram então publicadas pelas razões que a seguir explica :
Sobre as árvores classificadas (e também sobre o trabalho de inventariação e diagnóstico desenvolvido pela equipa da Universidade de Trás-os-Montes) fiz um pequeno texto separado.
A questão do espaço nas páginas de um jornal é um factor a ter em conta quando se depara com assuntos tão vastos com "as árvores no Porto". Um assunto que, como sabe, pode encher de histórias as páginas de um livro inteiro. É impossível dizer tudo.


«O BI e a protecção legal
Nos últimos tempos as árvores têm merecido especial atenção quer com a atribuição de um Bilhete de Identidade, pessoal e intransmissível, quer com a recente classificação de mais de 240 exemplares.
Em 2004 a equipa de especialistas da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) concluiu o diagnóstico e inventariação do arvoredo nos espaços públicos do Porto. Hoje, excluindo grandes parques municipais da cidade, as cerca de 30 mil árvores que existem nos espaços públicos têm um bilhete de identidade que permite não só saber a sua história e características como planear o seu futuro com eventuais intervenções.
Segundo a actual coordenadora deste trabalho, Isabel Lufinha, se somarmos a este número as árvores existentes nos grandes parques (Parque da Cidade, de S. Roque, da Quinta do Covelo, etc.) o número de árvores no Porto ultrapassará seguramente os 60 mil exemplares.
A base de dados, apoiada num Sistema de Informação Geográfica, tornou-se uma ferramenta precisa na gestão do património vivo e o trabalho desenvolvido nos últimos anos foi, em Julho, alvo de uma candidatura ao Concurso de Boas Práticas de Modernização Autárquica. Por outro lado, no início do ano, o número de exemplares classificados e protegidos por lei aumentou de 4 para 242, numa iniciativa proposta e promovida pela associação ambientalista Campo Aberto.

O perfil do parque arbóreo:
30 mil exemplares
164 espécies arbóreas
78 géneros
64 por cento de folhosas ornamentais
20 por cento de outras folhosas (fruteiras silvestres, plantas arcaicas, mediterrânicas e fagáceas)
16 por cento de resinosas ornamentais
60 por cento com necessidade de intervenção (desde uma simples rega ou poda a um abate)
15 por cento de árvores com interesse especial
30 por cento tem menos de 30 anos
40 por cento entre os 20 e os 50 anos
30 por cento com idades superiores a 50 anos

A árvore no Porto tem uma média de...
20 anos
7,2 metros de altura
17,5 centímetros de diâmetro (tronco)
4, 3 metros de diâmetro médio da copa

Andrea Cunha Freitas»
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(Só uma justa nota relativamente à classificação das árvores: as que foram classificadas este ano na cidade não foram exclusivamente por proposta da Campo Aberto; algumas foram propostas pela NDMALO (Nucleo de Defesa do Meio Ambiente de Lordelo do Ouro). Ver detalhes em Árvores classificadas do Porto. manueladlramos)
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05/09/2005

Mais árvores, menos sombras

In Público, Local Porto
5 de Setembro de 2005

Já reparou que existem laranjeiras na Rua Gonçalo Cristóvão? Já admirou a altura da fabulosa Ginkgo das Virtudes? Alguma vez contemplou as cores do jacarandá do Largo do Viriato? E quantas vezes saboreou a sombra de uma qualquer árvore no Porto? É improvável que o precioso arvoredo da cidade passe despercebido. No entanto, nos últimos anos, as obras de requalificação urbana, quer do Porto 2001 quer da Metro do Porto, têm derrubado alguns troncos na cidade que, na maioria dos casos, têm sido substituídos por exemplares mais jovens.

A média de idade das árvores no Porto ronda agora os 20 anos. Rui Sá, vereador do Ambiente, garante que nos últimos quatro anos foram plantadas bastantes mais árvores do que as desaparecidas, por doença ou devido a obras. Os números fornecidos pelos responsáveis da Divisão de Jardins confirmam a garantia do autarca: 678 árvores foram abatidas, 371 transplantadas e 7533 novos exemplares plantados, entre 2001 e 2005. O problema para alguns é precisamente esse. É que não só os exemplares são novos porque são recém-chegados às ruas do Porto mas também jovens e, por isso, pequenos. Há mais árvores no Porto mas também há menos sombras.

Nuno Quental, da associação de defesa do ambiente Campo Aberto, lamenta precisamente a perda da cidade com o desaparecimento de árvores de grande porte. Reconhecendo que nalguns locais foram plantados novos exemplares, Quental alerta para o facto de hoje se realizaram muitas obras na via pública que "sistematicamente sacrificam as árvores que existem no caminho". Paulo Araújo, um matemático assumidamente apaixonado por árvores e co-autor do livro recém-editado pela Campo Aberto À sombra de árvores com história, acrescenta que actualmente se corre o risco da "banalização" da perda de árvores em benefício de uma empreitada. "As árvores são arrancadas ou abatidas ao menor pretexto, sem hesitação. Isso está-se a tornar algo banal. Aqui há uns anos não se imaginava que uma rua arborizada fosse despida" , afirma.

Um dos casos exemplares, no pior sentido, para Paulo Araújo está à vista na Avenida da Boavista > , onde algumas tílias de quase 20 anos foram substituídas por jovens plátanos: "A espécie não é a mais indicada para o local à beira-mar e as caldeiras são minúsculas, com metade do tamanho que deviam ter para garantir um crescimento normal daquelas árvores e das suas raízes".

Araújo revela que chegou a ponderar a hipótese de fazer uma lista das árvores perdidas com as obras de requalificação urbana; no entanto, diz ter desistido da ideia quando imaginou a deprimente "notícia necrológica". Com as moradas exactas de muitas árvores da cidade na ponta da língua - algumas são verdadeiras "heroínas" no livro que ajudou a fazer -, Paulo Araújo admite, porém, que, apesar de algumas importantes perdas, "tem-se verificado o cuidado de substituir as árvores".

"As árvores não são insufláveis. Tem de ser dado tempo para que elas cresçam. Elas são um ser vivo com um ritmo próprio. Repare-se na Praça da Batalha, estão ali árvores que dentro de 10 ou 20 anos vão ficar lindíssimas", avisa Isabel Lufinha, engenheira florestal que coordena a equipa de intervenção da autarquia e que participou na elaboração do inventário das árvores do Porto. Insistindo na necessidade de uma gestão deste património vivo, a engenheira realça os benefícios ambientais de uma árvore mas também o papel psicológico pela sensação de "serenidade" que nos garante. "Ninguém vai para a VCI relaxar", nota. Quanto ao futuro, Isabel Lufinha garante que a floresta urbana do Porto vai crescer mas que deve ser feito um planeamento cuidadoso. "Temos de começar a repensar, por exemplo, o uso de árvores com grande necessidade de água", aponta, salientando também "a óptima tendência nas novas plantações para a escolha de espécies autóctones".

Por outro lado, consciente do efeito que as intervenções de requalificação urbana têm no espaço público e, sobretudo, nas zonas verdes, Rui Sá não nega o prejuízo para a cidade. Assim, o autarca nota que a "mineralização da Porto 2001" varreu algumas árvores e o Metro do Porto também tem deitado alguns troncos abaixo. Porém, o vereador do Ambiente considera que a Metro do Porto tem demonstrado recentemente uma postura diferente. Ainda assim, não foi possível evitar os estragos nas raízes de alguns sobreiros, junto ao Bairro da Fábrica, assumidos pela Normetro na passada semana e que poderão levar a empresa a pagar uma coima. No caso da Boavista, Rui Sá realça que a avenida tem agora mais árvores do que nunca e que as tílias que ali estavam encontram-se no viveiro da autarquia e serão transplantadas para vários locais da cidade.

"Por vezes, a presença de uma árvore só é notada quando causa problemas. As pessoas devem olhar para uma árvore como um ser vivo, com virtudes e defeitos, ter paciência para retirar os benefícios e aturar os incómodos", conclui Isabel Lufinha.

Armindo Santos, reformado que reclama a profissão de avô, está sentado à sombra de uma árvore na Cordoaria. Não sabe, nem lhe interessa, qual é o nome que "os especialistas" lhe dão. Sabe que gosta da sombra e, ali no fresquinho, tem uma certeza: quanto mais árvores, melhor.

Por Andrea Cunha Freitas

30/08/2005

Nos jornais: "Árvores classificadas estão de 'boa saúde'"

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Notícia do dia 28/08 n' O Primeiro de Janeiro
«(...) Chama-se Eucalyptus diversicolor Müller, 'vive' no que resta da Mata Nacional de Vale de Canas, em Coimbra, e foi plantado no final do século XIX. Com 75 metros de altura e mais de 30 metros de tronco limpo de ramos, é a mais alta árvore da Europa. Sobreviveu ao incêndio do último fim de semana. À semelhança desta, e de acordo com o técnico responsável pela mata, Francisco Pinto Bravo, outras "árvores classificadas encontram-se de boa saúde".
O aviso está afixado à entrada da mata, em cartazes que alertam os visitantes para os perigos decorrentes do incêndio que afectou cerca de 80 por cento de um dos pulmões de Coimbra:"Em resultado do fogo que destruiu parcialmente a mata, algumas árvores, pinheiros e cedros, foram gravemente afectados, podendo cair a qualquer momento".
Isto para além de o Instituto de Conservação da Natureza já teve o cuidado de, "rapidamente, mandar cortar algumas árvores situadas perto das vias de comunicação e do parque de merendas da mata, prevenindo possíveis acidentes".
No entanto, refere ainda o aviso do ICN, "como no interior da mata ainda existem muitas que, provavelmente, irão cair, apelamos ao visitante para durante os próximos dias evitar zonas onde exista uma maior densidade de arvoredo queimado". Algumas destas áreas estão já delineadas por fitas de cor vermelha e branca e são bem visíveis. Ainda de acordo com a nota de Francisco Pinto Bravo, "o ICN está já a tomar medidas conducentes à recuperação da mata".
Vale de Canas, juntamente com o Jardim Botânico e o Parque de Santa Cruz, era um dos maiores espaços verdes da cidade. Nas várias casas que circundam a mata são visíveis os estragos causados pelo fogo em sebes e jardins ardidos, num cenário desolador.»

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22/07/2005

A tragédia!

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«Incêndios cortam comunicações, isolam povoações e obrigam a evacuar aldeias (...

«O país foi de novo fustigado pelas chamas. Ao início da noite doze incêndios estavam por circunscrever às 19h33 em oito distritos de Portugal Continental, de acordo com o último balanço do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC). Os distritos afectados eram Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria, Portalegre, Vila Real e Viseu. (...) »

«Na primeira quinzena de Julho os incêndios queimaram mais de 17 mil hectares de floresta, elevando para 38.518 hectares a área destruída pelo fogo desde o início do ano, segundo o último relatório da Direcção-Geral das Florestas (DGF).Até 17 de Julho, os maiores valores de área ardida registaram-se nos distritos do Porto (6.061 hectares), Viseu (4.226 hectares) e Viana do Castelo (3.589 hectares).Em 2004 a área total ardida atingiu cerca de 120 mil hectares, segundo a Direcção-Geral dos Recursos Florestais.Em 2003 o fogo queimou 425 mil hectares, a maior área total destruída pelos incêndios nos últimos 20 anos. (...
Foto reproduzida de O Primeiro de Janeiro

12/06/2005

Dos Jornais: Árvore de Camilo vai ser protegida

«Câmara quer transformar local num marco da passagem do escritor pela Maia - Na freguesia de Barca, junto à igreja paroquial existe uma árvore muito especial, uma vez que se pensa ter sido plantada por Camilo Castelo Branco. Um "louro cerejo", como é designado pela população, que vai ser protegido pela Câmara Municipal da Maia. Uma notícia que foi avançada pelo JANEIRO em 2002, mas que só neste Verão se deverá concretizar. » in O Primeiro de Janeiro
adenda
(julho 2007) Ler A Árvore de Camilo in maiacultura — maiacultura

23/05/2005

Dos jornais- "Uma dor de alma"

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«Que mal fazia a árvore plantada no quintal? Fiquei privado da memória de uma vida... Todos os dias, chegado ao meu quarto de banho, abria a janela que dá para os quintais das traseiras e lá estava a árvore, verde de Março a Outubro; esquálida e sem folhas no Inverno. Tinha uma particularidade aquela árvore ela anunciava-me, sem falhas, a chegada da Primavera! Podia estar a chover ou um frio de rachar mas ela lá estava carregada de florzinhas brancas a dar-me a boa nova. Depois, no curto espaço de uma semana, essas flores caíam e lá ficava ela, a árvore, de folhas verdes a emoldurar um tronco já velho mas fecundo como se vê...
Há dias, abri, de manhã, a janela e descobri, horrorizado, que a árvore tinha sido abatida. Feita em pedaços, jazia a um canto do quintal, como coisa inútil, sacrificada aos custos da modernidade. Eu digo "custos da modernidade" porque é assim que os falsos arautos do progresso costumam assinalar as malfeitorias que praticam contra a Natureza. Em breve, os operários entraram pelo quintal dentro e começaram a erguer os tijolos da nova construção. (...) » Continuar a ler o texto de Jorge Vilas (jornalista)

É gritante a semelhança deste "caso pessoal" relatado no JN, com a entrada anterior: trata-se de idêntica ocupação dos quintais "das traseiras", com a consequente destruição de espaços verdes e "a substituição de solo vivo por revestimentos impermeáveis". Necessário? "Estratégico"? Legal? Ilegal? Fica por vezes a dúvida no ar. Agora que é irreversível, destrutivo, diminui a qualidade de vida, atenta contra o património arbóreo da cidade, disso temos a certeza. É uma autêntica dor de alma.
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01/04/2005

Dos Jornais- Árvores

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Texto de Rui Sá, publicado na secção de "Opinião" do Primeiro de Janeiro:
«Nunca imaginei, antes de assumir as funções de Vereador do Ambiente, os amores e os ódios que as árvores despertam nos Portuenses. Mas a verdade é que praticamente não passa nenhuma semana em que, nos meus serviços, não se receba um telefonema, um email ou uma carta para expressar opiniões sobre árvores. Eu próprio já fui abordado várias vezes, directamente na rua, por pessoas que me queriam expressar directamente os seus sentimentos.
(...)
Mas esta constatação não pode impedir outras: durante muitos anos cometeram-se grandes erros (muitos deles apenas puderam ser constatados agora, à luz da realidade e da evolução dos próprios conceitos técnicos e científicos) na plantação de árvores na Cidade. Espécies não adequadas às condições do Porto e ao meio urbano, distâncias muito pequenas entre árvores de alinhamento, caldeiras (espaço de terra envolvente ao tronco) com dimensões desadequadas (muitas delas com o cimento e o alcatrão mesmo junto ao tronco), proximidade às casas (o que obriga a podas sistemáticas causando os desequilíbrios das copas), espécies cujas características de desenvolvimento são desadequadas ao espaço disponível, etc.
(...)
Para analisar estas (e outras referidas no artigo) situações, criámos uma Equipa de Árvores na Divisão de Jardins. Dirigida por uma Engenheira Florestal, com vários jardineiros com formação na área de podas e com os meios técnicos adequados, esta equipa está a intervir (desde Novembro) em cerca de 7 mil árvores da Cidade. Podando-as e abatendo aquelas que estão em grande risco de queda. Passamos, assim, a ter uma intervenção sistematizada em torno do património arbóreo da Cidade. Diminuindo o risco de quedas não causadas pelas intempéries, mas não garantindo que estas nunca mais venham a ocorrer (porque as árvores, tal como nós, também morrem sem ninguém estar à espera...).
Porque quanto mais árvores existirem na Cidade melhor (e as alterações climáticas, com o aquecimento global, vão reforçar ainda mais esta tese) - o que implica plantar mais e melhor e tratar convenientemente das existentes. Logo, devemos fazer um esforço no sentido de as mesmas serem fonte de alegria e não fonte de problemas. Para os Munícipes e... para o Vereador do Ambiente! »

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26/02/2005

Dos Jornais - Intervenção nas árvores do Porto

No Público de hoje: «Câmara do Porto intervém em sete mil árvores até Abril e abate duas dezenas por motivos sanitários (Por Jorge Marmelo) Intervenção está a ser feita com base num estudo realizado pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Maioria das árvores a abater são tílias
Uma equipa municipal especializada em intervenção em árvores, composta por sete jardineiros e coordenada por uma engenheira florestal, está a realizar, até ao próximo mês de Abril, uma gigantesca operação de poda e tratamento em sete mil árvores, das cerca de 40 mil que existem no espaço público da cidade do Porto. A intervenção vem na sequência de um diagnóstico realizado pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e do qual resultou já o abate de 14 árvores, cujas condições sanitárias constituíam um perigo para a segurança pública. De acordo com um comunicado da Câmara Municipal do Porto, o acompanhamento do estado das árvores da cidade ditou ainda a necessidade de derrubar outros 20 espécimes, tílias na sua maioria, prevendo-se que este número possa aumentar com o avanço dos trabalhos.
Segundo o comunicado, as podas que estão a ser realizadas visam melhorar o estado fitossanitário das árvores, corrigir o seu crescimento e desenvolvimento e beneficiar a sua intervenção harmoniosa no território urbano.
O vereador do Ambiente da autarquia, Rui Sá, garantiu, porém, que todas as intervenções estão ser feitas "com regras e por pessoas com formação adequada". "Não se trata de podas assassinas. Aliás, muitos dos problemas de quedas de árvores resultam de podas mal feitas no passado", disse o vereador ao PÚBLICO.
Rui Sá esclareceu que as árvores já abatidas foram aquelas que o estudo da universidade transmontana identificara como sendo os casos mais graves. Todavia, a queda recente de duas tílias na Praça da República, que não estavam entre os casos graves diagnosticados, obrigou a autarquia a analisar mais demoradamente o estado das árvores daquela praça, do que resultou, entretanto, a necessidade de abater outras cinco árvores. Pelo mesmo motivo, mas na Rua de D. Manuel II, junto ao Palácio de Cristal, houve ainda a necessidade de derrubar mais quatro tílias.

Abates e transplantes em várias zonas da cidade
Por força das obras de construção do túnel entre as ruas de Ceuta e de D. Manuel II, o pelouro do Ambiente procedeu ainda ao transplante de oito árvores, que foram entretanto colocadas na Praça da República, substituindo as que ali foram abatidas.

A requalificação do troço terminal da Avenida da Boavista motivou também o abate de 137 choupos e prevê-se ainda a necessidade de transplantar 80 tílias para vários locais da cidade. Futuramente, os passeios laterais da avenida contarão com 212 novas árvores.

A cidade do Porto tem, desde o passado mês de Janeiro, 238 novas árvores classificadas (antes eram apenas quatro, agora são 242). Entre os espécimes actualmente protegidos por iniciativa de um grupo de cidadãos estão os metrosíderos da Avenida de Montevideu, as palmeiras e araucárias do Passeio Alegre, as magnólias de S. Lázaro, a ginkgo das Virtudes, o belíssimo jacarandá do Largo do Viriato e a araucária e os plátanos da Cordoaria.

Não classificado ainda, mas já merecedor de uma atenção especial, foi detectado pelo estudo da UTAD um caso raro e algo insólito: segundo Rui Sá, de um dos plátanos do Passeio Alegre, localizado nas instalações do Clube de Minigolfe do Porto, brotou uma palmeira. Esta "plataneira", chamemos-lhe assim, não resultou, segundo o vereador, de nenhum enxerto artificial, devendo antes ter sido causada pelo arrastamento de sementes de palmeira pelo vento ou pelo transporte das mesmas por algum pássaro.»