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31/07/2005

"Arde o fogo segundo a lenha do bosque"

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Todos os anos a mesma tragédia! (Ler o que aqui se escreveu há um ano.)

No entanto, apesar de ser verdade o que diz o provérbio, também cada vez é mais evidente o papel dos incendiários (e da sua impunidade) nesta tragédia! Segundo uma notícia do dia 23 sobre a "encarceração" de um "presumível autor de fogo na Reserva da Arrábida" o número de detidos por fogo posto (60) é bem superior ao avançado (32) pela notícia de que se transcreve abaixo algumas linhas. E ontem, num noticiário qualquer, ouvi que a maior parte dos detidos eram penalizados (quando o eram) de um modo irrisório!

«Portugal é, de longe, o país da Europa onde se regista o maior número de incêndios em relação à superfície florestal (...)
O número de incêndios florestais contabilizados este ano quase duplicou, face à média dos últimos quatro anos.(...)
Segundo dados da DGRF, o uso do fogo foi responsável por 36 por cento dos fogos florestais de 2004. As causas acidentais explicam 15 por cento dos incêndios do ano passado. A negligência foi, assim, responsável por 51 por cento dos fogos. As causas naturais e as estruturais justificam seis por cento do total. O "incendiarismo" é a causa de 43 por cento dos fogos. Até 28 de Julho, a Polícia Judiciária deteve 32 suspeitos de atearem incêndios.» (reportagem na edição impressa do Público)

22/07/2005

A tragédia!

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«Incêndios cortam comunicações, isolam povoações e obrigam a evacuar aldeias (...

«O país foi de novo fustigado pelas chamas. Ao início da noite doze incêndios estavam por circunscrever às 19h33 em oito distritos de Portugal Continental, de acordo com o último balanço do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC). Os distritos afectados eram Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria, Portalegre, Vila Real e Viseu. (...) »

«Na primeira quinzena de Julho os incêndios queimaram mais de 17 mil hectares de floresta, elevando para 38.518 hectares a área destruída pelo fogo desde o início do ano, segundo o último relatório da Direcção-Geral das Florestas (DGF).Até 17 de Julho, os maiores valores de área ardida registaram-se nos distritos do Porto (6.061 hectares), Viseu (4.226 hectares) e Viana do Castelo (3.589 hectares).Em 2004 a área total ardida atingiu cerca de 120 mil hectares, segundo a Direcção-Geral dos Recursos Florestais.Em 2003 o fogo queimou 425 mil hectares, a maior área total destruída pelos incêndios nos últimos 20 anos. (...
Foto reproduzida de O Primeiro de Janeiro

04/06/2005

Sobreiro - Monchique

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Sobreiro classificado de interesse público no Barranco de Pisões (Monchique) queimado nos fogos de 2003.

A propósito do chamado Projecto Cansino, projecto-piloto de reflorestação, patrocinado pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF) em parceria com a Comissão Regional de Reflorestação do Algarve.
Ler: Apresentado projecto Cansino ; WWF lança plano de reflorestação em Monchique ; Fighting forest fires with cork in Portugal

26/07/2004

Depois do fogo


De Silves a Monchique (agosto 2003)

Esperando o fogo


foto: manueladlramos - Jovem plantação de pinheiros mansos em Odeleite (Agosto de 2003).

Foi com verdadeiro receio que atravessei esta extensa zona de plantações de pinheiro manso, no pino do verão do ano passado, enquanto o fogo lavrava no concelho vizinho. Não se via ninguém! Ninguém, mas mesmo ninguém!
Mas quem esperava eu ver? Nem sei bem... talvez alguém com um certo ar de quem estivesse a vigiar, por mera precaução. Sei lá! Também o mato já tinha invadido tudo... Não é preciso ser adivinh@, ou grande especialista para prever que todos estes jovens pinheiros foram ou irão ser pasto das chamas!

25/07/2004

Fogo em Monchique


Na estrada de Alferce
O fogo voltou à serra! De Monchique e de muitas outras por Portugal fora. Vivi quatro anos nessa serra, longe de todas as "comunidades" de um apartamento na cidade (como dizia a minha querida vizinha Srª Maria), mas perto de outros bens mais preciosos. Nesses tempos os meus sonhos eram serranos!
E a serra está a arder outra vez! (ver notícia) E incontrolavelmente! Não é de admirar pois está desprezada, devido aos proprietários ausentes, ao descuido dos presentes, por falta de mão de obra, envelhecimento das populações, má gestão das autoridades (in)competentes, etc., etc., etc..
Por entre o "mato" que cresce por todo o lado destacam-se as acácias que se vêem, na fotografia, a "abafar" um sobreiro. Estavam e estão por todo o lado, mesmo perto dos caminhos e das casas. Em baixo, a fotografia não retrata um qualquer canto escuso na serra! Foi tirada, entre os dois grandes fogos do Verão passado, do parque de estacionamento das Caldas de Monchique! O que se vê? Acácias!
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fotos: mdlramos 0308
...Caldas de Monchique - Acácias invasoras
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