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24/05/2006

A ler- a Magnólia do Convento em Monchique

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A Magnólia do Convento
«A magnólia do convento pode munto bem ser a arve más antiga da nossa serra e nã era d'a admirar qu' ela t'vesse sentido o tremor de terra de 1755 e já ser até crecidinha.
Já há uns belos tempos qu' andava a sentir soidades dela. Olhav'-à cá de baxo e as vistas f'cavam-me presas naquela copa. D'zia qu' havera d' ir lá, mái nã m' opunha. E o empenho era maior de dia p'ra dia.
Ontordia, pensí qu' ela já taria de flor e nã me dí sustido. Abalí e fui mémo. (...)»

Imperdível o relato desta visita à maior Magnolia grandiflora de Portugal (de acordo com E. Goes) pelo Parente de Refóias

19/04/2006

"O carvalhêro da Estrada do Alferce já tem candêo..."

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«Q'ondo a q'ôresma chega, o alvoredo c'meça todo a arrebentar. Uma tarde destas, parí ô pé do carvalhêro da estrada do Alferce, só p'a ver com-m' ele 'tava carregadinho de candêo. (...)»
A ler n' O Parente da Refóias (sobre o carvalhêro, as endoenças, as alcagoitas e m't mai ;-)

Carvalho-de-Monchique (Quercus canariensis)

24/03/2006

Eucaliptos monumentais- Monchique

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foto: agosto de 2003
Eucaliptos monumentais em Monchique (por trás do Hospital) na estrada que vai para o Barranco dos Pisões
(onde existe o célebre plátano- ver aqui e aqui )

A altura da primeira destas árvores ultrapassa os 30 metros (a pessoa que mal se vê encostada ao tronco mede 1.60 m). São muitíssimo maiores do que os eucaliptos abatidos na estrada para a Fóia e os assinalados na estrada para o Alferce , mas lembrei-me deles ao ler os comentários aqui trocados.
Terá razão o Parente da Refóias que, não deixando de lamentar a "desfortuna" que fizeram à serra de Monchique, acha que todos os "calitros" se valem, apenas importando pelo lucro que deles se possa obter?
Claro que não penso que cortar eucaliptos "ê o méme que fazer mal ôs carvalhêros ó ôtras arv'es assim" (nem tenho nada contra a exploração comercial da floresta) mas francamente, custa-me aceitar que se cortem árvores de grande porte. Mesmo eucaliptos. Talvez esteja errada. Não sei.
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12/03/2006

Carvalho-de-Monchique (Quercus canariensis)

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Há uns dias surgiu na blogosfera um apelo veemente no sentido de se salvarem os eucaliptos de grande porte que estão a ser abatidos na "estrada da Fóia" em Monchique, as últimas grandes árvores que teriam sobrado- (presumo que) nessa parte da estrada- do grande incêndio de 2004.
Também se interrogava Manuela Rocha sobre o destino das árvores que na estrada de Monchique para o Alferce se encontram assinaladas por marcas vermelhas. Provavelmente o legítimo proprietário já as destinou para o abate, contando com o provento que delas poderá obter.
Mas repito aqui o que já escrevi no Dias sem árvores: será que se justifica o abate de árvores de grande porte mesmo que em propriedade particular, quando de certo modo elas se tornaram parte integrante da paisagem de um local e por isso "pertença" de todos? Qual o papel das autarquias nestes casos? Não "deveriam" adquirir essas árvores e zelar assim pelo património natural das localidades? Muitas delas mereciam ser classificadas de interesse público como foi o caso desta de que hoje se publicam alguns "instantâneos", obtidos justamente no Verão 2004 (antes da segunda leva de incêndios).

Trata-se de um Quercus canariensis, classificado em 1993, que se encontra na E.N. 267 - a referida "estrada do Alferce"-ao Km. 32,820).


Este espécie de carvalho de folha semi persistente é originária da zona mediterrânica ocidental : Sul de Espanha, Portugal e África do Norte (onde se podem encontrar exemplares de porte excepcional, geralmente associados "a lugares sagrados") .
Conhecido entre nós por carvalho-de-Monchique, é, noutros idiomas, designado por uma grande variedade de nomes todos eles interessantes pela informação que transmitem: em árabe- zen; em francês- chêne zène, zéen ou zan, chêne de Kabylie, chêne des Canaries , chêne algérien, chêne de Mirbeck ; em inglês- algerian oak, canary oak, Mirbeck's oak ; em espanhol- quejigo moruno, quejigo andaluz, quejigo africano e roble andaluz. (fontes: aqui , aqui e aqui) .
A placa que assinala a classificação deste exemplar indica ser uma árvore centenária; já na publicação do Instituto Florestal, Árvores isoladas, maciços e alamedas Classificadas de Interesse Público (1995), pode ler-se que «é relativamente jovem, mas importante pela sua raridade». As suas dimensões, de acordo com o referido documento oficial, seriam então: 22.50 m. de altura, 2, 80 de circunferência a 1.30 m. e 21.00 de diâmetro médio da copa. Também aí se diz ser este carvalho propriedade da Junta Autónoma das Estradas. Na publicação homónima do mesmo Instituto (versão policopiada) de 2003, há dúvidas quanto aos proprietários, na medida em que aparece também como possível dono a C.M. de Monchique (para além da JAE).
Neste concelho, no lugar do Pomar Velho, foi classificado em 1997 outro Quercus canariensis.

Outras árvores classificadas de Monchique: Araucárias classificadas - Plátano- Sobreiro centenário

23/08/2005

Castanheiro monumental - Fóia


Foto: castanheiro monumental (Castanea sativa) na Fóia, em Monchique no Verão de 2002

«Castanheiros
Os castanheiros, posto que só medrem nos arredores de Monchique, talvez, ou de certo antes, por não os semearem em outros sitios analogos, fornecem bastantes artigos não só para o consumo do Algarve, e baixo Alemtejo, mas para a exportação estrangeira; taes como barrotes, morilhos, pontas, couceiros, aduelas, arcos de tonel, pipa, e barril, ripa, e castanha verde e pelada. Da madeira destas arvores se fazem, álêm do vazilhame para adegas, algumas cadeiras, bancas, e caixas toscas e grosseiras. Póde haver em todos os corgos da serra; algumas há em outras freguezias, e por desmazelo e incuria não estão mais propagados; o que bem conviria pelo lucro que deixão, e certerza de consumo interno.»


in LOPES, João Baptista da Silva, Corografia ou memória económica, estatística e topográfica do reino do Algarve, Academia Real das Ciências de Lisboa, 1841 ( edição facsimilada da Algarve em Foco, 1988) , p. 150

Este ano ainda não fui à Serra na minha quase peregrinação anual! Quero andar arredada da tragédia, não vejo telejornais, salto as páginas dos incêndios... Mas apesar de todos os estratagemas não consigo fugir aos telefonemas da família nem às notícias de que também os pinhais e outras árvores da família da C** arderam, (em Vila Real). Ardeu quase tudo! Fogo posto! A mãe de mais de oitenta anos teve de ser evacuada e está agora na cidade...

Por isso (e ao contrário do ano passado) ainda não fui à Serra de Monchique e não sei se este belo castanheiro também ardeu. Este e outros, para além de uma jovem plantação levada a cabo pelos alunos e professores de algumas escolas algarvias, e que nesse Verão de há três anos tinha ido visitar com umas amigas.

04/06/2005

Sobreiro - Monchique

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Sobreiro classificado de interesse público no Barranco de Pisões (Monchique) queimado nos fogos de 2003.

A propósito do chamado Projecto Cansino, projecto-piloto de reflorestação, patrocinado pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF) em parceria com a Comissão Regional de Reflorestação do Algarve.
Ler: Apresentado projecto Cansino ; WWF lança plano de reflorestação em Monchique ; Fighting forest fires with cork in Portugal

19/01/2005

Araucárias classificadas (Monchique)

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Fotos: 0308 - Araucárias-de-Norfolk (Araucaria heterophylla) em Monchique
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«Altura total: 34.00 m.; circunferência a 1,30 m.: 4,05 m.; diâmetro médio da copa: 18,50 m.; idade provável: centenária; localização: Qtª da Vila. Observações: árvore alta e bem conformada que se destaca na Vila de Monchique. Classificação em 14-08-1993
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Altura total: 40.00 m.; circunferência a 1, 30 m.: 4,50 m.; diâmetro médio da copa: 16,50 m.; idade provável: centenária; localização: Qtª do Viador. Observações: árvore muito alta e bem conformada. Situa-se à saída de Monchique para o Barranco dos Pisões. Classificação em 14-08-1993 »
in Árvores isoladas, maciços e alamedas Classificados de Interesse Público, Instituto Florestal (1995)
A ler: A Araucária do Largo dos Chorõs

29/07/2004

Plátano - Monchique




Plátano - Barranco dos Pisões - Monchique
Árvore centenária, classificada de interesse público em 08-05-1947

De longe assisto à tragédia. No Algarve tenho muitos amigos, humanos e vegetais também.
Alguns centenários, como este Plátano. Terá sobrevivido? O sobreiral junto à casa onde morei, esse, eu sei que ardeu.

25/07/2004

Fogo em Monchique


Na estrada de Alferce
O fogo voltou à serra! De Monchique e de muitas outras por Portugal fora. Vivi quatro anos nessa serra, longe de todas as "comunidades" de um apartamento na cidade (como dizia a minha querida vizinha Srª Maria), mas perto de outros bens mais preciosos. Nesses tempos os meus sonhos eram serranos!
E a serra está a arder outra vez! (ver notícia) E incontrolavelmente! Não é de admirar pois está desprezada, devido aos proprietários ausentes, ao descuido dos presentes, por falta de mão de obra, envelhecimento das populações, má gestão das autoridades (in)competentes, etc., etc., etc..
Por entre o "mato" que cresce por todo o lado destacam-se as acácias que se vêem, na fotografia, a "abafar" um sobreiro. Estavam e estão por todo o lado, mesmo perto dos caminhos e das casas. Em baixo, a fotografia não retrata um qualquer canto escuso na serra! Foi tirada, entre os dois grandes fogos do Verão passado, do parque de estacionamento das Caldas de Monchique! O que se vê? Acácias!
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fotos: mdlramos 0308
...Caldas de Monchique - Acácias invasoras
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