Provérbio

Dia de S. Martinho, lume, castanhas e vinho...
(vai ser agora ao serãozinho...)

Dia de S. Martinho, lume, castanhas e vinho...
(vai ser agora ao serãozinho...)
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ManuelaDLRamos
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11.11.07
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E
A lenha sustenta o lume.
A quem Deus quer ajudar, o vento lhe apanha a lenha. >
Água e lenha, cada dia venha.
Arde mais a lenha verde que pedras enxutas.
Arde o fogo segundo a lenha do bosque.
Asno que entra em devesa alheia, sairá carregado de lenha.
Dezembro quer lenha no lar e pichel a andar.
Em Dezembro, lenha e dorme.
Lenha cortada, lenha dobrada.
Lenha dourada, pão queimado.
Lenha no ar e pichel a andar.
Lenha vozeira, sinal de ventaneira.
Mato verde não dá boa lenha.
Melhor é mau mancebo que feixe de lenha.
Não há lenha como o azinho, nem carne como o toucinho.
Nem carvão nem lenha compres quando geia.
Nunca sabe o mato onde irá fazer lenha.
Ou é tolo, ou rã, ou feixe de lenha, ou arméu de lã.
Pau, pau, madeira é lenha.
Quando se corta a lenha, saltam as lascas.
Quem está de fora racha lenha.
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ManuelaDLRamos
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11.12.06
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Explicação da origem da expressão pelo filólogo brasileiro João Ribeiro:
«A forma primitiva do provérbio é outra. Com varas batem-se as nogueiras, faz-se grande estardalhaço e às vezes as nozes que caem são poucas. Ao fragor demasiado não correspondem os poucos frutos que se colhem. Daí o dizer-se É mais o ruído que as nozes.
É esta a forma com que se encontra na Arte de furtar > quando diz o autor: "A um milhão de emprego claro está que deve corresponder um grandioso lucro; e tal lho deixam recolher, sem se advertir que é maior o arruído que as nozes." Cap. XX, n.59.
O que ainda agrava este caso, é que ao partir as nozes o ruído é grande e o miolo por vezes não há. Somadas as razões é verdade que é mais o ruído do que a noz, ou como diz o poeta dos Ratos da Inquisição>, 167:
"Mais são as vozes que as nozes
P'ra mim n'esta ocasião... "
Em português preferimos voz a ruído porque voz ruído é, e é rima, e segundo entendo é mais do que rima, é simpatia. Há verdadeira atracção nas formas familiares dos pronomes e noz=nós, desperta vós= voz. E por tanto nozes e vozes, como é também o caso de tiques/miques.
A palavra voz podia perfeitamente substituir a de ruído, pois que significava clamor, grito.
Na Demanda do Santo Graal que é um dos documentos do português arcaico>, vem a expressão em toda a intensidade: "Quando a donzella esto viu, leixou-se caer em terra dando vozes como mulher sandia."pg.93
Nas antigas leis -dar vozes-era gritar o -a que d'el rei! e este sentido (voz=grito) ainda se conserva nos dizeres -À voz do comando; À voz de marche! etc..
Nota: Também existe a locução -vir à noz - que se tornou proverbial, naturalmente pelo equívoco ou frequência do vir a nós (venha a nós -da oração dominical). Vir à noz diz-se da corda da besta que se estica e entesa até alcançar o rebaixo próprio ( a noz). Foi usada na comédia Ulissipo: "Eu também já vou entrando em jogo com a minha gaita, que parecia impossível vir à noz."»
João Ribeiro, FRAZES FEITAS -Estudo conjectural de locuções, ditados e proverbios (Livraria Francisco Alves, Rio de Janeiro, 1908)
Anterior: Deus dá nozes a quem não tem dentes
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ManuelaDLRamos
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30.11.06
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«Setembro é o Maio do Outono.»
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14.9.06
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«É bom saber a verdade, mas é melhor falar de palmeiras.»
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8.9.06
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Água de Agosto, açafrão, mel e mosto.
Água de Agosto apressa o mosto.
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17.8.06
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«Em Agosto secam as fontes e ardem os montes.»
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10.8.06
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Foto joaoRedrose ( at gotaepinga.blogspot)
No S. Tiago pinta o bago.
No dia de São Tiago, a velha vai ao bago.
Pelo São Tiago, vai à vinha e prova o bago.
Pelo São Tiago, pinta o bago e cada pinga vale um cruzado.
Pelo S. Tiago na vinha acharás bago, se não for maduro será inchado.
Mais "Provérbios de Julho" - Os provérbios populares
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ManuelaDLRamos
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25.7.06
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Pelo São Pedro vai ver o teu olivedo; se vires uma, conta um cento.
Até ao São Pedro, tem a vinha medo.
in "Provérbios de Junho" - Os provérbios populares na Rota do tempo
Imagens de
Olea europaea e de Vitis vinifera
in "Prof. Dr. Otto Wilhelm Thomé Flora von Deutschland Österreich und der Schweiz. -1885,Gera, Germany"
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29.6.06
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« (...) Loc.: Amendoas confeitas, as que estão descascadas e cobertas de açucar. -Amendoas marquezinhas, as mais pequenas mas tambem cobertas. -Amendoas doces , base de muitas preparações médicas emulsivas. -Amendoa amarga, as que encerram os mesmos principios que as amendoas doces, mas que contem especialmente um veneno bastante energico chamado ácido hydrociánico. -Dar as amendoas, lembrança affectuosa, que se usa pela Paschoa. -Olhos de amendoa, diz-se d'aquelles que têm uma certa languidez voluptuosa. - Em Ourivesaria, amendoa, é um brinco ou pingente de pedras preciosas assim chamado por ter a fórma de amendoa. -Dôce de amendoa, aquelle que é feito com amendoa ralada.
- "O papagaio treme maleitas porque lhe não dão amendoas confeitas." Herman Nunes, Refranes, fol. 83, v. - "Dá Deos amendoas a quem não tem dentes." Anexim recolhido por Bluteau, no Vocabulario, hoje substituido por: Dá Deus nozes a quem não tem dentes. »
in VIEIRA, Domingos Frei - Grande diccionario português ou thesouro da lingua portuguesa. Porto : Ernesto Chardron e Bartolomeu H. de Moraes, 1871-1874 .
Da mesma série: Epítetos para árvores; Castanha
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ManuelaDLRamos
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15.4.06
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Ramos molhados são louvados.
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9.4.06
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Mais provérbios
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6.4.06
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25.2.06
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«A par do rio, nem vinha, nem olival, nem edifício.»
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29.10.05
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«Velhacos e pinhal não acabam em Portugal.»
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16.10.05
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Todos os anos a mesma tragédia! (Ler o que aqui se escreveu há um ano.)
No entanto, apesar de ser verdade o que diz o provérbio, também cada vez é mais evidente o papel dos incendiários (e da sua impunidade) nesta tragédia! Segundo uma notícia do dia 23 sobre a "encarceração" de um "presumível autor de fogo na Reserva da Arrábida" o número de detidos por fogo posto (60) é bem superior ao avançado (32) pela notícia de que se transcreve abaixo algumas linhas. E ontem, num noticiário qualquer, ouvi que a maior parte dos detidos eram penalizados (quando o eram) de um modo irrisório!
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"There are more trees upright than upright men."
Há um ano: Mo - Extremidade, fim
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ManuelaDLRamos
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17.7.05
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...Deus dá nozes a quem não tem dentes
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O filólogo brasileiro João Ribeiro, na 2ª e última série de Frazes feitas: estudo conjectural de locuções, ditados e provérbios (Rio de Janeiro : Francisco Alves, 1909, p.21-22), explica-nos assim o teor deste conhecido provérbio:
«Aplica-se o ditado ao que não sabe ou não pode aproveitar a boa fortuna que lhe coube. À velhice edentada as nozes nada aproveitam, e por isso mais especialmente aos velhos é que ironicamente se endereça o rifão, e apodo, quando desposam meninas. Se desta situação marital é que resulta o provérbio, imaginado pela inveja, a explicação não pode ser outra que a de costume antiquíssimo e que data dos romanos. Por esses tempos remotos, quando se recolhiam os nubentes da cerimónia do casamento lançava o marido aos rapazes grande quantidade de nozes. Era quase um modo de despedir-se da meninice. O símbolo não trazia o amargor de hoje [...]
Com as nozes brincavam as crianças e "deixar as nozes" era fazer-se gente grande e séria. "Et nucubus fazimus quoecumque relictis". Cabem pois as nozes aos que não têm dentes, tanto à infância como à decrepitude.»
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Esta também parece ser a interpretação de Rafael Bordalo Pinheiro que, no seu album Phrases e anexins da lingua portugueza: album de caricaturas (1876)*, ilustra a frase "Dá deus nozes a quem não tem dentes", fazendo figurar um homem de idade sentado ao lado de uma rapariga jovem, numa carruagem.
*A edição facsimilada desta obra foi publicada pela Caminus (Lisboa) em 1994.
O criador do Zé povinho morreu há 100 anos: ler no Público
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ManuelaDLRamos
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23.1.05
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Outros provérbios
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ManuelaDLRamos
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13.12.04
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