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25/04/2008

25/IV/74


Lavandula pedunculata - vale do Tua

....Tinha a língua de sabão.
....Lavou as palavras e calou-se.

Frederico García Lorca, Canções para terminar

31/10/2007

Dia mundial da abóbora


Mosteiro de Tibães - Outubro de 2007

11/08/2007

Negrilho revisitado

No centenário do poeta

Poesia "A um Negrilho "- Busto de "Miguel Torga baseado no retrato do Mestre Eduardo Tavares -1955 e interpretado pelo discípulo L. Ribatua-1995".

Fotos Abril 2006 - Um dos lugares de Miguel Torga: Largo de Eirô em S. Martinho de Anta- povoação do concelho de Sabrosa onde nasceu em 12 de Agosto de 1907. Ver fotografia deste negrilho ou ulmeiro (Ulmus minor) ainda vivo.
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Na laje está inscrito o célebre poema:
A um Negrilho
S. Martinho de Anta, 26 de Abril de 1954

Na terra onde nasci há um só poeta.
Os meus versos são folhas dos seus ramos.
Quando chego de longe e conversamos,
É ele que me revela o mundo visitado.
Desce a noite do céu, ergue-se a madrugada,
E a luz do sol aceso ou apagado
É nos seus olhos que se vê pousada.

Esse poeta és tu, mestre da inquietação
Serena!
Tu, imortal avena
Que harmonizas o vento e adormeces o imenso
Redil de estrelas ao luar maninho.
Tu, gigante a sonhar, bosque suspenso
Onde os pássaros e o tempo fazem ninho!

Miguel Torga in Diário VII (1956)
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A não perder: documentário "Miguel Torga, o meu Portugal", domingo (dia 12) na RTP2, pelas 21:15. Mais informação aqui

23/05/2007

Onde está

...Lineu?

Quem o descobre nesta gravura do seu
Hortus Cliffortianus* ?





*Esta obra basilar (de seu título completo Hortus Cliffortianus: plantas exhibens quas in hortis tam vivis quam siccis Hartecampi in Hollandia coluit G. Clifford) onde o autor já utiliza consistentemente o sistema binominal de nomenclatura > é uma espécie de catálogo ilustrado das plantas "vivas e secas" das estufas, jardins e herbário da propriedade que George Clifford > possuía perto de Haarlem, onde Lineu trabalhou entre os anos de 1735 e 1737.
..
Celebração do tricentenário do nascimento de Lineu > Linnaeus 2007

Foto de Manuela D.L.Ramos (exemplar pertencente ao fundo antigo da Biblioteca do Departamento de Botânica da UP )

22/05/2007

Boa notícia

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O lançamento do site que disponibiliza on line algumas das colecções do Herbário do Departamento de Botânica > da Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra é uma óptima notícia assinalando da melhor maneira o Dia Mundial da Biodiversidade que hoje se comemora.

Fotografias Cycas revoluta > no Jardim (2006.05) e no Museu (2006.11)- clicar para aumentar
Apontadores:
  • Video de apresentação do Coimbra Herbarium
  • "Inauguração da versão virtual do maior Herbário Português, em Coimbra"- no Naturlink
  • "UC lança colecção virtual com mais de 30 mil plantas" in Ciência Hoje
  • «O Herbário de Coimbra (sigla internacional COI) tem uma colecção que ultrapassa os 700.000 exemplares, de longe a maior do país e a segunda da Península Ibérica. O sítio na Internet que amanhã se inaugura foi um projecto financiado pelo POSC (Programa Sociedade do Conhecimento-685/2.2/C/CEN), alojado na FCTUC e em colaboração com a Naturlink (http://www.naturlink.pt/). » in CienciaPT
  • «O herbário do Departamento de Botânica da Faculdade de Ciências da e Tecnologia da Universidade de Coimbra está agora disponível no endereço http://herbario-digital.bot.uc.pt/ A iniciativa pretende assinalar a passagem do Dia Mundial da Biodiversidade. (...) Segundo Fátima Sales, directora do herbário, este mega projecto visa "não só a disponibilização gratuita a nível mundial de informação contida nesta colecção biológica, mas ainda intervir com qualidade e em português, com a diferença que o estatuto de investigação universitária a ele associado lhe permite, na educação científica na área da botânica associada à diversidade".» no Primeiro de Janeiro

25/04/2007

3 x 10 + 3


Libertia grandiflora

«Sem enraizamento e sem memória, os povos, como os homens, são apenas náufragos.»

Manuel António Pina
(JN, 24 de Abril de 2007)

07/03/2007

A ler: "Vegetalizar ou mineralizar"

A crónica semanal de Bernardino Guimarães no JN
«Neste mês de Março comemora-se o Dia Mundial da Floresta ou Dia da Árvore, de tão antigas tradições. Não tanto a efeméride mas certamente o objecto dela, vale bem uma crónica. Já cheira a Primavera, discretas florações mostram-se aqui e ali. Um pouco por toda a parte preparam-se com certeza comemorações- onde não faltará a ritual plantação de árvores, mesmo se o nosso clima não aconselha tal acto em época tão tardia. Salva-se raras vezes a árvore plantada, quase sempre a lembrança do festejo. A entrada primaveril proporciona assim, de qualquer modo, uma oportunidade para lembrarmos a importância das árvores na nossa vida, ecologia e economia consideradas - e talvez fique alguma coisa das homenagens às rainhas do mundo vegetal. Pena é que, nas ruas das cidades como nos campos, a retórica ou o sentimentalismo da data seja desmentida pela dureza dos factos.

Se progresso há no tratamento da árvore urbana, a verdade é que persistem os atentados e desatinos em tudo contrários aos discursos de exaltação e aos anúncios municipais. Árvores de que serão de porte considerável em espaços exíguos que não acautelam o seu crescimento futuro. Em certos locais, ainda a poda regular e assassina a desfigurar estes seres, vivos e singulares. Pior do que isso cada vez é mais escasso e problemático o espaço da árvore nas cidades, expulsas pelo betão, pelo parque de estacionamento e mesmo por aquelas "requalificações urbanas" onde pontifica o cimento e o granito como moda, que recusa a árvore e detesta os canteiros de flores! (...) »

25/11/2006

Centenário



Se com flores se fizeram revoluções
que linda revolução daria este canteiro!


António Gedeão

25/04/2006

Árvores da Liberdade


Lisboa, no Largo do Carmo (fonte: Centro de Documentação 25 de Abril -Universidade de Coimbra)

No Porto também subimos às árvores: eu empoleirei-me em cima de um castanheiro-da-Índia em flor, não no dia 25, mas dias depois, quando foi a libertação dos presos políticos, da sede da PIDE, na rua do Heroísmo.
(Hoje parte de lá um desfile com início às 14.30, integrado nas comemorações populares do 25 de Abril)
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Uma fotografia do 25 de Abril

Primeiro as árvores cobri-
ram-se de folhas depois

de pássaros e depois de
homens.

Jorge Sousa Braga, Porto de Abrigo (2005)


Cravina (Dianthus barbatus)

19/04/2006

Uma vela...

...................... . pela memória, contra o esquecimento.
«Dans l'effort qu'il fit pour se lever, une gerbe de sang fusa. Il parvint à poser un pied sur le rebord de la cuvette; et tirant de sa main accrochée à l'encadrement de la fenêtre, se hissa jusqu'à poser le second pied. Rapprochant ses bras dans la position d'un plongeur, il faufila une moitié de son corps dans le carré béant de la fenêtre et se trouva suspendu entre terre et ciel. Son bras gauche pendant le long de la muraille, saignait déjá jusqu'au premier étage.

Au-dessus du marronnier passaient d'énormes oiseaux dont les ailes de papillons, jaunes, bleues, vertes, réfléchissaient le soleil comme des glaces. Les oiseaux papillons filaient si vite qu'on pouvait les suivre du regard; ils s'élevaient si haut par-dessus les toits, par-dessus le marronnier et le petit garçon, que ce dernier se moqua doucement de soi.

Soudain l'âcre odeur du sang s'évanouit, son bras cessa de saigner, les papillons s'atténuèrent et des paroles chantantes et traversées de rêve se firent entendre, tandis que le soleil prenait le visage d'Ernie dans ses mains douces; c'étaient les paroles que prononçait l'ancêtre tous les vendredis soir, au repas solemnel qui ouvre le sabat de gloire et de paix, les paroles du Psalmiste:"Viens, bien-aimé, au devant de ta fiancée."» in Le dernier des Justes , de André Schwartz-Bart (p.232-3), Éditons du Seuil, 1959

08/03/2006

Mulheres e árvores

A propósito da data de hoje

01/03/2006

"Ramos entrelaçados de flores de ameixoeira de Pui-sane-ngá"

Assinalamos a efeméride -Camilo Pessanha faleceu a 1 de Março de 1926, em Macau- com a reprodução da capa do livro O Testamento de Camilo Pessanha de Danilo Barreiros, em que se podem admirar ramos com "mei hua"- termo que se traduz normalmente para "plum blossom" em inglês e "flor de ameixoeira" em português (conquanto alguns autores considerem que se trata de uma espécie de Prunus mais afim do pessegueiro do que da ameixoeira).

Pedro Barreiros, o autor da capa, terá muito provavelmente escolhido esta imagem devido ao facto da expressão "mei hua" surgir no ex-libris do poeta (descoberto por puro acaso em 1931 pelo Dr. Danilo Barreiros, da Academia Portuguesa de Ex-libris, e pelo filho de Pessanha quando "destruíam alguns livros e papéis"* do espólio particular de Camilo Pessanha, empregando os próprios termos do autor).

«Selo da Biblioteca "Ramos entrelaçados de flores de ameixoeira de Pui-sane-ngá"»*

Segundo a tradição chinesa, as ameixoeiras em flor são, juntamente com o bambu e o pinheiro, um dos três amigos do Inverno. Num interessante artigo de Julie Ardery sobre estas flores, as primeiras a florir no Norte da China, no final do Inverno, pode ler-se o seguinte: «"Plum blossom does not crowd the spring time with all the other flowers to catch people's attention but enjoys its own efflorescence lonely in the winter. The poets of old time took it as a symbol of pride, noble self-esteem, and perseverence for that cause." »

De acordo com The Japan Foundation Email Magazine, No. 34 (que a minha amiga DK me reenviou ;-) : «The plum blossom tree also symbolizes studying, and its other name, kobun boku, means "the tree that loves letters." It has been said that this name came from the words of an ancient Chinese emperor "When people love their studies, the plum trees blossom profusely. But when the people abandon their studies, they don't blossom."»

*In: "O ex-libris de Camilo Pessanha" , Boletim da Academia Portuguesa de Ex-Libris, nº19, Lisboa, Janeiro de 1962
Ver Camilo Pessanha - uma iconografia

02/11/2005

Para que os cemitérios se convertam em bosques...

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(a propósito da data de hoje e de um artigo publicado no jornal Le Monde dia 30/10)
Imagens de INDEX: THE WORLD ARENA FOR FUTURE DESIGN AND INNOVATION
«Bios é uma urna funerária fabricada com materiais biodegradáveis: casca de coco, turba compactada e celulose. No seu interior encontra-se uma semente de uma árvore, que se pode substituir por outra semente, rebento ou planta adequada ao lugar eleito. Quando a urna se planta, a semente germina.
A urna Bios transforma o ritual do enterro numa regeneração e num retorno à vida através natureza. Os cemitérios convertem-se em bosques.
Floco de Neve* foi enterrado numa urna Bio em 23 de Abril de 2004 e está a transformar-se numa árvore africana Calodendrum capense no Zoo de Barcelona.
Desenhado em 2000 por Gerard de Moliné. (...) »
(in Azuamoline -site dos designers Martin Ruiz de Azua et Gerard Moliné- que vale a visita)

*Floco de neve ou melhor "Floquet de Neu, un dels símbols de la Ciutat de Barcelona..." era um gorila albino, único da sua espécie, que viveu durante 36 anos no zoo da capital catalã.

04/04/2005

O Rouxinol

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«Sabeis muito bem que na China o Imperador é chinês e chineses todos quanto o rodeiam. Esta história é muito antiga mas precisamente por isso vale a pena ouvi-la antes que se lhe perca a memória.
0 palácio do Imperador era o melhor do mundo, todo de porcelana finíssima, tão preciosa e frágil que não se lhe poderia tocar senão com muitas preocupações.
No jardim viam-se flores extrordinárias, nas quais estavam presas campainhas de prata que tocavam para que ninguém passasse sem reparar na flor.
Sim senhor, tudo fora bem calculado no jardim imperial, que se estendia até tão longe que o próprio jardineiro não lhe conhecia o fim. Quem continuasse sempre a andar chegava a uma floresta estupenda, com árvores enormes e lagos profundos. A floresta descia até ao mar muito fundo e azul. Podiam aproximar-se navios de calado alto até aos ramos das árvores.

Nestas habitava um rouxinol que cantava com tal encanto que qualquer pescador pobre, embora ocupado na sua vida, ficava imóvel a escutar, largando de bom grado a rede quando ia à noite levantá-la. (...) »
In Contos de Encantar de Hans Christian Andersen (Editorial Minerva, Lisboa) tradução de Cabral do Nascimento- (continuar a ler "O Rouxinol"noutra versão, em inglês)

Ouvir o canto do rouxinol (Luscinia megarhynchos)

H C Andersen 2005 ; H. C. Andersen na BN

Foto: mdlramos 0503 - Pieris (sp.) em flor nos Jardins da Quinta da Aveleda

21/03/2005

Dia Mundial da Poesia

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Poesias no Dias com Árvores
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Dia Mundial da Floresta

  • .Árvores, Florestas e Homens (J.Neves Vieira) no Naturlink «O Engenheiro José Neiva Vieira apresenta-nos a origem das comemorações do Dia da Floresta, dos cultos ancestrais da árvore e da floresta à história das comemorações, que em Portugal se realizam desde 1907.»

02/01/2005

Oliveira - Paz

Ainda a própósito do Dia Mundial da Paz...
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Se bem que na mitologia grega, a oliveira apareça associada à longevidade e esperança, à vitória, à força e à fidelidade, actualmente, sobretudo se aparece sob a forma de um ramito no bico de uma pomba, é como símbolo da paz que impera no nosso imaginário. E isso desde a história antiquíssima relatada no Antigo Testamento.
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No livro do Génesis (8:11), conta-se que ao fim de 47 dias encerrado na Arca, Noé enviou, prospectivamente e pela segunda vez, uma pomba que voltou finalmente com uma folhinha de oliveira no bico, sinal que a ira de Deus amainara e que as águas do dilúvio estavam a baixar. Não interessa muito para agora o facto de ter sido ainda preciso, segundo o relato bíblico, o aroma aprazível de mais uns tantos animaizinhos a esturricar no altar que Noé então construíu já em terra firme, para serenar por completo os ânimos de YHWH (Yahweh ou Yaywah). O que nos importa para o nosso tema é que desde então, ambas, pomba e oliveira, ficaram associadas à concórdia, à aliança, à paz.
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As Palomas criada em 1949 e em 1950 por Picasso- a propósito do Movimento pela Paz e que figuram (ver) nos posters dos Congrès Mondial des Partisans de la Paix desses anos- não aparecem com raminhos de oliveira; mas a partir da série de "El rostro de la paz" que celebra o trigésimo aniversário do Partido Comunista em 1950 (era o tempo "des lendemains qui toujours chantaient...") a mansa ave surge com o raminho da árvore sagrada e será pela pena deste artista que se tornará o símbolo Universal da Paz.
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1959..................................................1961 ...................................... ...... 1962
. 1986, Ano internacional da Paz (selo comemorativo da autoria de Mário Ramos)
Desde então, a Pomba da Paz tem sido redesenhada de modo mais ou menos "réussi" e adoptada sob as mais variadas formas, por diversas intituições e organizações que de um modo ou doutro trabalham em prol desse ideal, como por exemplo os Médicos do Mundo.
«O logotipo de Médicos do Mundo é constituído por uma pomba que representa a paz e é portadora dos cuidados de saúde. As folhas do ramo de oliveira representam os cinco continentes, o azul evoca os elementos da natureza que os unem: mar e céu. A pomba atravessa todas as fronteiras, apontando para o lado direito, representando o futuro. O círculo do logotipo evoca a terra (o mundo de Médicos do Mundo). O nome da associação, Médicos do Mundo, também disposto em círculo, está envolto no simbolismo da imagem e é o espelho das equipas médicas que levam a sua ajuda a todo o mundo. »
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01/01/2005

Dia Mundial da Paz

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«(..) L'amour de la justice et de la liberté
A produit un fruit merveilleux
Un fruit qui ne se gâte point
Car il a le goût du bonheur.(...)»



Imagem daqui
Le Visage de la Paix (1951) - ilustração de Picasso para poema de Paul Éluard .
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