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02/05/2008

Lagoa dos Salgados

Crime ambiental na Lagoa dos Salgados, «um desastre ecológico que está "ultrapassado"»!?
Ver álbuns de fotografias da lagoa cheia, dos painéis dos percursos interpretativos, das dunas da Praia Grande aqui.

Em cima fotos Agosto 2006 e 2007; em baixo Abril 2008

Fotos recentes daqui
  • «Lagoa dos Salgados, uma importante zona húmida situada nos concelho de Silves e Albufeira, foi esvaziada na semana passada, criando uma situação que está a provocar a indignação de ambientalistas e estudiosos das aves aquáticas.» Notícia no Público (16 de Abril)

  • «Segundo a SPEA, a acção autorizada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve "deixou a seco uma das mais importantes zonas húmidas do litoral algarvio e deitou a perder dezenas de ninhos de espécies protegidas e raras que na altura nidificavam nas ilhas e sapais da lagoa, entre os quais o único casal nidificante de Pêrra em Portugal (uma das espécies de aves mais ameaçadas na Europa)".
    Para além disso, diz a SPEA, ficaram ameaçados cerca de 40 casais de Perna-longa, 45 casais de Alfaiate, 3 casais de Caimão, 2 casais de Zarrocomum, 3 casais de Pato-colhereiro (os Salgados são um dos raros locais de nidificação destas duas espécies em Portugal), 5 casais de Frisada, 7 casais de Borrelho-de coleira-interrompida e 4 casais de Andorinha-do-mar-anã.
    Em comunicado, a SPEA acusa a CCDR-Alg de violar um compromisso, por razões difíceis de compreender: "A Almargem e outros grupos de conservação da natureza acordaram com a CCDRA uma regulação das operações de abertura da lagoa ao mar, que permitia a abertura regular durante o período de Inverno (até 1 de Março), quando as chuvas são mais frequentes e as aves mais móveis, mas impedia qualquer abertura durante a Primavera, quando as aves utilizam as ilhas e sapais da Lagoa para construir os seus ninhos", afirma.
    "Esta acção, ignorando outras soluções possíveis, causou um desastre ambiental com sérias consequências a nível da biodiversidade e da imagem do país", conclui. » in
    Observatório do Algarve

  • CCDR confirma ter autorizado abertura da Lagoa dos Salgados

  • Lagoa dos Salgados: desastre ecológico «está ultrapassado» (!!!)

16/05/2007

De olho nele...

e ele de olho em mim.

Ver e ouvir no You tube >
Foi durante a minha visita anual ao bonito castanheiro da Índia que fica no largo dos Álamos - num bairro cujas ruas têm nomes de árvores não concordando nenhum deles com os espécimes que nelas se encontram- que passei por este melro.
Todos nós conhecemos o assobio desta ave e o seu canto (considerado por alguns entendidos > como o mais belo da Europa ), mas como chamar a este repetitivo som metálico? E como interpretá-lo? A mim - que não percebo nada de aves- pareceu-me um chamamento, mas talvez esteja enganada (ver "oiseaux.net").

Quedei-me uma boa meia hora a observá-lo (e pude verificar pelas fotos e pelo filme > que também ele esteve de olho em mim): brilhando ao sol, saltitando do telhado para o murete, e deste para o chão, voltava sempre para o interior da japoneira- muitas vezes com alimento no bico- donde continuava o seu estridente... «aflautar, agloterar, amiudar, apitar, arensar, arremedar, arrolar, arrulhar, assobiar, atitar, bufar, cacarejar, caquerejar, carcarear, carcarejar, chalrar, chalrear, chiar, chilrar, chilrear, chirrear, chirriar, clarinar, cocoriar, cocoricar, corruchiar, corujar, corvejar, crocitar, crujar, cuarlar, cucar, cucular, cucuricar, cucuritar, dobrar, engabrichar, estalar, estralhar, estribilhar, falar, fraquejar, gaguear, galhear, galrear, galrejar, ganizar, gargalhar, gargantear, garrir, garzear, gazear, gazilar, gazinar, gazular, gemer, gloterar, glotorar, gorgolejar, gorjear, gracitar, gralhar, gralhear, grasnar, grasnir, grassitar, grazinar, grinfar, gritar, grugrujar, grugrulejar, grugrulhar, grugrurejar, grugulejar, grugulhar, grugurejar, gruir, grulhar, guinchar, modular, palrar, papear, piar, picuinhar, pipiar, pipilar, pissitar, pistar, pupilar, redobrar, regorjear, remedar, restridular, retinir, rir, rouxinolar, rouxinolear, serrar, soar, suspirar, sussurrar, taralhar, taramelar, taramelear, tartarear, tentenar, tinir, trilar, trinar, trinfar, trissar, trucilar, turturejar, turturinar, turturinhar, ulular, vozear, zinzilular» ( fonte: Houaiss)
Que termo usar de entre alguns dos que se encontram nesta longa lista das vozes das aves? Ainda não me decidi, porque, para ser sincera, não sei qual o mais adequado.

20/04/2007

Pedido

Alguém me ajuda a identificar esta ave?
(que gravei por acaso enquanto estava a video-contemplar um rododendro em flor ;-)
Um amigo disse-me que era um melro, mas na altura não me pareceu e agora continuo na dúvida.



(A propósito de aves e de cantos não deixem de ver e ouvir a absolutamente extraordinária Lyre Bird, filmada e descrita por D. Attenborough)

08/04/2007

Aquietação

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«Melro arisco e feliz
Que, na brancura
Pura
Das camélias,
Chocas ovos pascais
Galados de ressurreição,
Quem te contou da triste maldição
Dos poetas,
Sombras de inquietação
E de agoiro maninho?
Sossega e amadurece
O mistério da vida.
E deixa que eu espreite envergonhado
Do poema gorado
Que sai da minha inveja enternecida.»

Miguel Torga (1975), in Diário XII

01/02/2007

Parsifal

melrofoto e texto © MLR
Melro num tamariz

«Encontro-me com o melro às 7 e dez da manhã, na Avenida do Brasil. Desde há muitas semanas, espera-me sempre num galho descarnado que sobra, bem mais alto, dum arbusto, apontado ao mar. Ouço-o antes de o ver. Já tentei fotografá-lo, mas é ainda muito escuro. Trina como um profissional. Entremeia agudos e graves com toda a elegância e por vezes, como se lhe falhasse a voz, gorjeia como um meso-contralto. Mas está ali, mancha negra de bico amarelo, senhor do mar e das redondezas, cantando à beleza da vida, cabecita voltada para o céu como se apontasse uma estrela, no seu diálogo com o Criador. E eu julgo perceber o seu canto de alegria, de plenitude. Que está frio, muito frio e que ele só tem as penas negras do Inverno e o calor da sua voz. Que amanhã poderá estar mais frio ainda e que poderá partir para longe do mar em direcção à sua estrela, num começo de eternidade. Mas há-de continuar a gorjear o seu hino à beleza da vida, à alegria de estar vivo num dia belo como o de hoje sem se interrogar sobre esta banalidade do viver.

Isto foi há dias. Hoje ainda ia com esperança de voltar a encontrar-me com o meu Caruso pois tem falhado o nosso encontro. Temo que as últimas noites de zero graus lhe tenham calado o pio: penas negras em repouso com um traço amarelo num ninho escondido. Será a última fotografia dele que te envio ?»

06/11/2006

Apelo!

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Pavão - Avenida das Tílias, Jardins do Palácio (0402)
"Que sont nos amis devenus ...?"
Pelos vistos estão engaiolados, parece que há já cerca de seis meses, eles e a restante "basse-cour" que costumava animar os jardins. Por causa da gripe das aves. Será razoável? Necessário? Agradável e reconfortante não deve ser, nem para os próprios nem para os seus amigos. Há até quem divulge apelos pela sua libertação.
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10/04/2006

Os passarinhos tão engraçados...

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Nesta altura do ano em que a passarada anda por aí alegremente despreocupada ... e canta, chilreia, gorgeia, pia, assobia, aqui fica a indicação de dois sítios para ajudar a sua identificação.
The birds in our gardens e Dicionário de Aves

(lembrete:
-aproveitar estar em férias para me fazer finalmente sócia da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves
-continuar a acompanhar o crescimento dos melritos da Annie Hall ;-)

18/02/2006

Camélias e pássaros


Foto: pva 0602 - Mathotiana rubra, mãe de Augusto L.G.P.

«Linda, a camélia da manhã. Puríssima. Eu entrava no horto quando era miúda e sim, lembro-me das camélias por serem das minhas flores preferidas, ainda não tinham nome de "Lavinia" ou "Margaret". Por isso é que hoje ao vê-las aqui, é como folhear um album de gente conhecida e amiga. Acho que, na verdade, as conheço bem. E por saber que não "cheiravam a nada", cheirava-as todas. Chamavam Japoneiras às árvores; eu também era bastante virada a Oriente pelo que nelas até o nome me atraía! Ali era, então, o horto, em frente ao Museu. A casa existe (é linda por dentro), ficou emparedada pelo "Cristal qualquer coisa". Ao fundo desse CC sentei-me algumas vezes, de coração partido, a olhar para os melros e as poucas árvores que aí restam. Os quintais vizinhos, também. Como fazem as lojas ou os cafés tão escuros quando há pátios e trepadeiras nos velhos jardins! Como se fecham, com tanto sol e ar e céu e mar! A pêra que ainda hoje é o logotipo do horto, estava na parede do lado do Carregal e dizia "Plantai as nossas sementes e colhereis melhores frutos", talvez... Eu gostava muito daquele anúncio, uma pêra grande. Assustava-me um pouco o imperativo - Plantai; tomai e comei; Olhai - parecia-me um pouco como o dedo ameaçador de Deus no catecismo (eu só gostava daquele Jesus que expulsava os vendilhões do templo, esse é que me dava gozo). Iamos lá, ao horto, eu e o Senhor Juvandes (incrível como me lembrei deste nome) quando havia alguma "festa" no Museu - seria isso? Não sei bem, sei que um jardim e plantas e árvores e bolbos e flores eram o meu encantamento, sempre. Pois, o Senhor Luís J era o porteiro do Museu Soares dos Reis. Eu morava perto e era pequena, levava-me com ele para brincar nos jardins. Ao fundo, tenho a certeza de que havia vacas a pastar. Um pórtico em pedra, árvores enormes. Gárgulas, miosótis (forget-me-not) e musgo macio. Escadinhas com heras. Pedras trabalhadas abandonadas pelos canteiros. Leões nas fontes e nenúfares rosados. O rei D.Afonso Henriques estava no átrio, estátua imponente (para mim) com a sua cota e espada. Tirando o D. Dinis que lavravra e fazia poesia, esse era o rei que de quem eu gostava antes de o aprender na Escola. Eu andava pelo museu e pelos jardins, livre com uma abelha. Todas aquelas estátuas, muitos quadros, instrumentos musicais, faianças, vestuário antigo bordado, em tudo isso eu podia mexer porque eu era "a menina bem comportada". Quando pedi, há um ano ou dois, a um segurança, para me deixar ver o jardim lá atrás, fiquei chocada. Não explico porquê. Foi mais um arranjo modernaço.

Não há sítio de romance. (Romances só nos Centros Comerciais, nas Praças da Alimentação, com árvores e comida plástica). Isto é o que te queria contar da camélia, do horto e do museu. Há um pássaro que aparece, fugidio, nos prédios das traseiras. Não é pomba, nem pardal, nem gaivota, nem rola, nem melro. É um pássaro esbelto, saltitante, com duas manchas brancas nas asas. Vai, determinado, a um sítio. Num segundo pousa e no outro voa. Quando voa para baixo, o pátio, faz uma curva graciosa. Quando abre as asas e foge como uma seta vêem-se manchas côr de laranja. Algums homens são como alguns pássaros. São coisas que eu às vezes cogito - há tempos que não escrevo esta palavra... mas é uma coisa que faço muitas vezes: não só pensar, cogitar, que me parece mais completo e controverso.»


Carta de E.P. (16/II/2006)

03/01/2006

A palmeira que canta


Foto: pva 0512

Há certos sons quotidianos que crescem devagarinho, sempre à mesma hora. Por vezes nem damos por eles, mesmo que nos sejam agradáveis, pois o nosso cérebro, pouco criterioso, acaba por filtrá-los juntamente com outros sons mais agrestes; mas, se parassem, ficava um buraco. Mais precisamente: se, ao fim da tarde, os estorninhos deixassem de cantar junto à minha janela ficava um buraco sonoro em forma de palmeira; ou então uma palmeira de filme mudo, anacronicamente a cores.

30/04/2005

Chegaram as andorinhas

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O seu voo inconfundível já cruza agora o céu, mas chegaram há apenas dois ou três dias (e não sou, entre os amadores, a única a espantar-me pelo seu atraso este ano).
Que andorinhas são estas? Vi no Dicionário de Aves que há muitas espécies. Será alguma das que andam aqui por cima da cidade uma andorinhas-das-árvores?
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11/04/2005

Sugestão - As aves nos nossos jardins

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Apetece-lhe ouvir gorjear o rouxinol? Recordar o melodioso melro ? Saber como cantam o tordo-pinto, o pisco-de-peito-ruivo (...) ? Em The birds in our gardens podemos refrescar a memória e aprender muita coisa sobre os pássaros que animam os nossos jardins, os quintais e todos os locais onde existem árvores ;-).

É também a minha porta de entrada favorita para The Garden Safari , interessante sítio sobre "a vida selvagem nos jardins" (membro do "The Urban Wildlife Ring"), da autoria de Hania e Hans Arentsen.
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(O Dicionário de Aves pode tornar-se uma ajuda preciosa.)
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04/04/2005

O Rouxinol

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«Sabeis muito bem que na China o Imperador é chinês e chineses todos quanto o rodeiam. Esta história é muito antiga mas precisamente por isso vale a pena ouvi-la antes que se lhe perca a memória.
0 palácio do Imperador era o melhor do mundo, todo de porcelana finíssima, tão preciosa e frágil que não se lhe poderia tocar senão com muitas preocupações.
No jardim viam-se flores extrordinárias, nas quais estavam presas campainhas de prata que tocavam para que ninguém passasse sem reparar na flor.
Sim senhor, tudo fora bem calculado no jardim imperial, que se estendia até tão longe que o próprio jardineiro não lhe conhecia o fim. Quem continuasse sempre a andar chegava a uma floresta estupenda, com árvores enormes e lagos profundos. A floresta descia até ao mar muito fundo e azul. Podiam aproximar-se navios de calado alto até aos ramos das árvores.

Nestas habitava um rouxinol que cantava com tal encanto que qualquer pescador pobre, embora ocupado na sua vida, ficava imóvel a escutar, largando de bom grado a rede quando ia à noite levantá-la. (...) »
In Contos de Encantar de Hans Christian Andersen (Editorial Minerva, Lisboa) tradução de Cabral do Nascimento- (continuar a ler "O Rouxinol"noutra versão, em inglês)

Ouvir o canto do rouxinol (Luscinia megarhynchos)

H C Andersen 2005 ; H. C. Andersen na BN

Foto: mdlramos 0503 - Pieris (sp.) em flor nos Jardins da Quinta da Aveleda

27/02/2005

Fascínio por a(r)v(or)es

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fotos: mdlramos 0502
A fala grosseira dos humanos que discutiam à porta do café não me deixou distinguir os pipilados e chilreados dos pardais, e não pude por isso confirmar se eram uns simples "chilp chev chilp chelp churp" (caso do pardal~Passer domesticus), ou se variantes com "chili-chili-chili" (pardal-espanhol ~ Passer hispanoliensis), "tsu-witt" (pardal-montês~ Passer montanus) ou "trirp-trirp-trirp-trirp" e "chilp chilp chrirp chilp" (pardal do Levante~Passer moabiticus); palpita-me no entanto que se tratam de pardais "tout-court" pois a certa altura pareceu-me ouvir um irritado "matraqueado típico "cher'r'r'r'r " (sic* ;-)
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Do que não resta a menor dúvida é que os liquidâmbares estão todos a abotoar.
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* Cf. Guia de Aves ; SPEA
...Ouvir Passer domesticus in Animal Diversity Web (ADW) (University of Michigan)

09/02/2005

E Deus disse: "Ponha-se a mesa!"...

À falta de um, já que hoje é o primeiro dia do ano do Galo -e estamos na Primavera segundo o calendário chinês- aqui vão umas... pombas ;-)

Fotos: mdlramos 0402 ............comendo bagas dos ligustros (Ligustrum sp.)



Depois das flores em Junho, os frutos ...
As bagas violáceas dos ligustros fazem as delícias dos pássaros nos meses mais frios.

Ver Os nomes das árvores -Ligustro

03/11/2004

Estorninhos nos lódãos

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fotos: mdlr 0411
Afinal a chuva não os demoveu e cá continuam eles banqueteando-se com as "ginjinhas de rua"!Tem sido assim desde há uma semana (como acontece todos os anos): uma autêntica roda viva entre os lódãos (Celtis australis) de Ramalde e os exteriores aos muros de Serralves. Um verdadeiro espectáculo! Até me admira que as pessoas não tragam as suas cadeiras e se postem de atalaia, nariz no ar, a observar a exuberância destes pássaros.
"São estorninhos!" Dizem alguns passantes mais sabedores. Aos que nada dizem e me olham com ar desconfiado, eu pergunto sorridente: "Viram os estorninhos? Estão a comer os frutinhos dos lódãos!". E aponto para o chão pejado de bolinhas pretas, mais pequeninas que azeitonas. (Já provaram? São docinhas mas estão a ficar um pouco passadas.)

Estorninho-malhado (Sturnus vulgaris) com drupa de lódão-bastardo (Celtis australis) no bico.
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01/08/2004

O pássaro da imaginação


Numa manhã cinzenta- que em alguns sítios deve estar negra como um tição :(
- fica o convite para voar no mundo maravilhoso de Jimmy Liao, artista chinês mais conhecido por Jimmy Spa.