Mostrar mensagens com a etiqueta Quinta da Aveleda. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Quinta da Aveleda. Mostrar todas as mensagens

14/03/2008

Clivia miniata



Clivia miniata

Os narcisos são das primeiras flores a mostrarem-se em cada ano, mas a planta que dá nome à família a que eles pertencem é a sul-africana Amaryllis, que por cá só desperta no final do Verão e é especialmente abundante nas ilhas açorianas. Como plantas bolbosas que são, a maioria das amarilidáceas passa anualmente por um período de dormência, em que a parte aérea da planta desaparece por completo. Não é porém esse o caso da também sul-africana Clivia miniata: as folhas mantêm-se de ano para ano, e a planta só começa a florir ao terceiro ano de vida. Por ser delicada e não suportar temperaturas baixas, talvez só no sul do país e nas ilhas seja possível cultivá-la ao ar livre. Dando-se o caso de ela florir melhor quando mantida em vaso, é boa ideia guardá-la em local protegido durante o Inverno e trazê-la para o exterior nos meses amenos. Os cachos de flores cor-de-laranja encimando a folhagem em leque têm impacto visual garantido: o vaso em cima, fotografado sob o alpendre duma pequena casa rústica na Quinta da Aveleda, enche de cor todo o espaço à sua volta.

29/08/2007

Cores da Aveleda



Agosto de 2007

É em lugares como a Quinta da Aveleda que os olhos reencontram as cores que foram roubadas à cidade. Nas fotos de cima, os arranjos florais incluem Impatiens e Lobelias; na base do muro, há ainda begónias-tuberosas (Begonia x tuberhybrida). Mas na Aveleda podem também admirar-se árvores formidáveis, como as duas faias nas fotos de baixo: a primeira, fotografada há poucos dias com a sua folhagem cor-de-cobre contra o azul do céu, vive rodeada por um maciço de flores; a segunda, ainda despida nos primeiros dias de Abril, deixa entrever ao longe a vinha impecavelmente alinhada; em primeiro plano, vêem-se azáleas e carvalhos (Quercus robur) com a folhagem já a despontar.

A Quinta da Aveleda está aberta aos visitantes todos os dias úteis e também aos sábados de manhã; o ingresso custa 2,5 euros por pessoa, preço que inclui prova de vinhos e de queijos numa sala de estar aconchegante, decorada ao gosto novecentista.



Agosto de 2007 / Abril de 2007

13/12/2006

Orquídea de pobre



Os epítetos balfouriana e balfourii têm laços de família. O primeiro homenageia o botânico John Hutton Balfour (1808-1884), professor de botânica na Universidade de Glasgow, autor de numerosos trabalhos de botânica e director do Jardim Botânico de Edinburgh. O segundo refere-se ao seu filho, Isaac Bayley Balfour (1853-1922), botânico cujo trabalho e empenho guindaram o Jardim Botânico de Edinburgh à categoria de um dos mais afamados do mundo.

A Impatiens balfourii, da família Balsaminaceae, irmã das alegrias-da-casa, é do Himalaya e já foi mais frequente nos nossos jardins. Herbácea que pode atingir um metro de altura, exibe profusa folhagem, flores que parecem orquídeas e frutos que são cápsulas com comportamento característico deste género: impacientes, mal são tocadas partem-se em filamentos que se enrolam e, como molas, projectam as sementes para longe.

Os exemplares da foto são da Quinta da Aveleda.

27/07/2006

A leste nada de novo

Os arbustos do género Clerodendrum, da família Lamiaceae, têm origem tropical mas adaptam-se bem ao pouco frio do nosso Inverno e chegam a exigir cuidados para não se tornarem invasores. Como lhes agrada especialmente o sol da manhã, ampliando mais a copa na direcção de leste, aconselha-se o seu plantio na face oeste de cercas ou pórticos. Das mais de 400 espécies, só conhecemos as destas fotos (da Quinta da Aveleda, em Penafiel, e do Parque do Arnado, em Ponte de Lima).



As folhas da espécie C. bungei (hortênsia-chinesa) são grandes, dentadas, verde-escuras e exalam um aroma almiscarado quando esmagadas; as inflorescências são erectas como espigas de milho, com flores tubulares de cor rósea agrupadas em corimbos densos. Aprecia o frio e multiplica-se facilmente por inúmeras mudas em torno da planta-mãe.



A trepadeira C. thomsoniae (lágrima-de-Cristo) é africana e não tolera geadas. Tem folhas brilhantes com nervuras vincadas e cada flor é um cálice branco insuflado com uma corola escarlate adornada de estames longos. Não é invasora: multiplica-se por alporques ou estacas cortadas após a floração e enraizadas em estufa.

Clerodendrum deriva do grego klêros, sorte, e déndron, árvore.

08/05/2006

Haikai

Com a Primavera
o velho tanque de pedra
é um lagar de pétalas.

Jorge Vilhena Mesquita
O sentimento da ausência (2005)



Quinta da Aveleda

22/01/2006

Laranjeira mexicana


Foto: pva 0512 - Choisya ternata na Quinta da Aveleda

Andarilhos de quintas e jardins, de nariz no ar e olhar maravilhado, deparamo-nos frequentemente com arbustos que não conseguimos identificar de imediato. Superado o desapontamento inicial, dominada a natural inquietação, ficamos atentos aos sinais que o arbusto dá de si, psst psst, ó menina, olhe bem para as minhas folhas... já reparou no meu pé de flor?... não me diga que não sente o meu perfume!...

O arbusto da foto deu-nos várias dicas com a estratégia paciente de um bom mestre. As folhas são verde-escuro e têm 3 folíolos juntos - como já tínhamos visto numa Rutaceae em Viseu (um exemplar de Poncirus trifoliata); esta família inclui os citrinos e o nosso arbusto exalava um forte aroma a laranja. As flores brancas de cinco sépalas (que só esperaríamos encontrar no fim do Verão) agrupam-se em umbelas de pedúnculo longo e exibem numerosos estames amarelinhos.

Já em casa, livros abertos no regaço, o arbusto ganhou nome: é uma Choisya ternata, designação que homenageia o naturalista suíço M.J.C. Choisy (1799-1859). Esta é uma planta comum no deserto do Arizona, Texas e Mexico, de que a variedade Sundance tem folhas amarelas; muito ornamental é ainda o híbrido com C. dumosa, var. arizonica, conhecido como pérola azteca.

09/01/2006

As pompónias são campeãs




Já aqui foi aqui sugerida uma explicação para a corpulência de algumas japoneiras no cemitério do Prado do Repouso. Embora plausível, essa explicação deixa de ser suficiente quando notamos que as campeãs em tamanho, tanto no cemitério como noutros locais que nunca serviram para essa função, são sempre, entre nós, japoneiras da mesma variedade. Na foto, vemos duas das campeãs: a primeira no Prado do Repouso, a segunda na Quinta da Aveleda. Sem uma medição rigorosa, é difícil estabelecer qual das duas é maior: a do Prado aparenta ser mais alta, mas a da Aveleda é mais entroncada e de copa mais ampla.

Esta variedade destaca-se pelas flores de cor variável, a maior parte em vários tons de rosa, mas também as tendo imaculadamente brancas. Por isso não temos a certeza de qual o seu nome: pode até tratar-se da pomponia alba, pois não é invulgar as japoneiras perderem, com a idade avançada, algumas das suas características identificadoras.



Seja como for, a versão bicolor da pompónia, além de ser entre nós das japoneiras mais antigas e de crescimento mais vigoroso, é também das mais comuns: tanto no Prado do Repouso como na Aveleda há alamedas formadas quase exclusivamente por elas; já as fotografámos nos jardins do Palácio de Cristal; e, também no Porto, quem desce a rua do Campo Alegre pode vê-las - grandes, pontilhadas de branco e rosa - atrás do muro do Colégio de Nossa Senhora de Lourdes, na esquina com a rua do Bom Sucesso.

Fotos: pva

04/01/2006

Green Man 4

.

Quinta da Aveleda- Dezembro 2005

«The Green Man signifies irrepressible life. Once he has come into your awareness, you will find him speaking to you wherever you go.» in Green Man: The Archetype of our Oneness with the Earth, William Anderson. (Harper & Collins, 1990) > >

Green Man 1-Green Man 2 & 3
.

26/12/2005

Um ano já lá canta! Do meu jardim está de parabéns, viva!























banco de jardim-Quinta da Aveleda- Dezembro 2005

16/04/2005

Vereda

.

Foto: mdlramos- 0503- Quinta da Aveleda
.
«Vereda: caminho estreito; atalho; carreiro; (fig.) senda; rumo; direcção; modo de vida.»

04/04/2005

O Rouxinol

.
«Sabeis muito bem que na China o Imperador é chinês e chineses todos quanto o rodeiam. Esta história é muito antiga mas precisamente por isso vale a pena ouvi-la antes que se lhe perca a memória.
0 palácio do Imperador era o melhor do mundo, todo de porcelana finíssima, tão preciosa e frágil que não se lhe poderia tocar senão com muitas preocupações.
No jardim viam-se flores extrordinárias, nas quais estavam presas campainhas de prata que tocavam para que ninguém passasse sem reparar na flor.
Sim senhor, tudo fora bem calculado no jardim imperial, que se estendia até tão longe que o próprio jardineiro não lhe conhecia o fim. Quem continuasse sempre a andar chegava a uma floresta estupenda, com árvores enormes e lagos profundos. A floresta descia até ao mar muito fundo e azul. Podiam aproximar-se navios de calado alto até aos ramos das árvores.

Nestas habitava um rouxinol que cantava com tal encanto que qualquer pescador pobre, embora ocupado na sua vida, ficava imóvel a escutar, largando de bom grado a rede quando ia à noite levantá-la. (...) »
In Contos de Encantar de Hans Christian Andersen (Editorial Minerva, Lisboa) tradução de Cabral do Nascimento- (continuar a ler "O Rouxinol"noutra versão, em inglês)

Ouvir o canto do rouxinol (Luscinia megarhynchos)

H C Andersen 2005 ; H. C. Andersen na BN

Foto: mdlramos 0503 - Pieris (sp.) em flor nos Jardins da Quinta da Aveleda

01/04/2005

A uma cerejeira em flor


Foto: pva 0503 - Quinta da Aveleda - Penafiel

Acordar, ser na manhã de Abril
a brancura desta cerejeira;
arder das folhas à raiz,
dar versos ou florir desta maneira.

Abrir os braços, acolher nos ramos
o vento, a luz, ou o quer que seja;
sentir o tempo, fibra a fibra,
a tecer o coração de uma cereja.

Eugénio de Andrade, As mãos e os frutos (1948)

27/03/2005

"Hanami"?

.
Estou com uma dúvida desde a visita, na semana passada, à Quinta da Aveleda -onde as japoneiras continuam em flor e as cerejeiras resplandecem. (As fotografias -o dia estava com uma luz triste como a de hoje-não fazem justiça à sua beleza.)


Em japonês há uma expressão, "hanami", que significa "ver flor(es)" -aliás já aqui falámos dessa loucura poética que sazonalmente acomete a população do império do sol nascente- e a minha dúvida, DK, é a seguinte: pode usar-se para todas as flores ou apenas para a contemplação das cerejeiras em flor?

Adenda-resposta (28-03-05)

«Antes de responder à pergunta em concreto, convém dizer que o termo "hanami" tem uma longa história na cultura japonesa (ver, por ex., aqui).

"Hanami" começou por ser um hábito da aristocracia e referia-se essencialmente à contemplação das ameixoeiras em flor (o termo japonês genérico é "ume"; mas atenção: a "ume-no-ki" japonesa, e o respectivo fruto, "ume-no-mi", que é muito ácido, são muito diferentes das nossas ameixoeiras / ameixas!). A partir do período Heian (sécs. 8-12), o termo passou a designar a contemplação das cerejeiras ("sakura") em flor.

Mas o hábito mais generalizado e "democrático" de "hanami" tal como é praticado hoje pela população japonesa só começou por volta de finais do séc. 18, no período Edo.

Hoje em dia, a expressão "hanami", quando usada sem outros qualificativos, continua a referir-se aos festejos em redor da floração das cerejeiras. "Hanami" pode, todavia, usar-se a propósito da contemplação de outras florações - nomeadamente a da "ume" (que ocorre um pouco antes da das cerejeiras). Nesse caso, os japoneses costumam especificar: "ume-no-hanami"... :o) »

Obrigada DK!

18/08/2004

Taxodium distichum na Quinta da Aveleda

.

Fotos -Agosto 2004
«(...) completa o quadro um grupo de árvores colossais, entre as quais se destacam, pelo seu soberbo porte, dois exemplares de Taxodium distichum, alguns Abies e o mais belo exemplar, que temos visto, de Dammara moorei.»

José Marques Loureiro sobre a Quinta da Aveleda no Jornal de Horticultura Prática (1882)

11/08/2004

Green Man 1


Foto: manueladlramos 0408 - "Green Man" na Quinta da Aveleda (Penafiel)

«The Green Man signifies irrepressible life. Once he has come into your awareness, you will find him speaking to you wherever you go.»
in Green Man: The Archetype of our Oneness with the Earth, William Anderson. (Harper & Collins, 1990) > >
.