Estrela maior




Uma busca rápida num guia de plantas das Astúrias mostra, mais uma vez, como as aparências podem iludir os amadores. Trata-se de uma umbelífera, sem dúvida, mas não do género Eryngium. A designação Astrantia foi proposta por Lineu e esta espécie, por ser uma herbácea alta (acima dos 40 cm de altura), com umbelas que, ao longe, parecem grandes malmequeres (cada uma com 30 a 50 flores minúsculas, de uns 3 a 4 mm de diâmetro), é a Astrantia major. A menos robusta, que prefere substratos silíceos acima dos 1800 m de altitude e não vive nas montanhas cantábricas que visitámos, ficou com o nome Astrantia minor. São ambas espécies nativas do centro e sul da Europa, de prados de montanha, clareiras de bosque ou locais rochosos. O género Astrantia integra ainda umas oito espécies adicionais na Europa e no oeste da Ásia, todas de habitats montanhosos, mas nenhuma delas se estabeleceu em Portugal.
O nome Astrantia, que deriva do termo grego ástron (estrela) parece querer dizer que esta planta é obviamente uma margarida. Afinal não fomos os únicos enganados ao primeiro olhar pela sua aparência.


































