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06/06/2007

À oliveira da serra

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Flores de oliveira- Distrito de Viseu -Junho 2007

«Esta semana os níveis de pólenes ocorrem em concentrações elevadas em todas as regiões do país. O alerta vai particularmente para os doentes com alergia aos pólenes de gramíneas e oliveira. (...)» in RPA

À oliveira da serra,
o vento leva a flor.
À oliveira da serra,
o vento leva a flor.
Ó i ó ai, só a mim ninguém me leva,
Ó i ó ai, para o pé do meu amor.
Ó i ó ai, só a mim ninguém me leva,
Ó i ó ai, para o pé do meu amor.

À oliveira da serra,
o vento leva a ramada.
À oliveira da serra,
o vento leva a ramada.
Ó i ó ai, só a mim ninguém me leva,
Ó i ó ai, para o pé da minha amada.
Ó i ó ai, só a mim ninguém me leva,
Ó i ó ai, para o pé da minha amada.

(letra, pauta e karoeke in Domingos Morais & Alfarrábio)

18/05/2007

"Um cheiro que se não estranha..."

Título furtado daqui


Laranjeiras em frente ao Museu Monográfico de Conímbriga > - fotos Abril de 2007

«Deitei-me e adormeci.
Debaixo da laranjeira,
Caiu-me uma flor no rosto:
Ai! Jesus, que tão bem cheira!»

31/03/2007

Cancioneiro popular- negrilho

Nesta rua hai negrilhos,
Onde hai negrilhos hai sombra:
Bem puderas tu, menina
Sair comigo à ronda.
(Concelho de Bragança)

in VASCONCELOS, José Leite de - Cancioneiro Popular Português. Coimbra : Universidade, 1975.

11/12/2006

Cancioneiro popular

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«Ó meu rico St. António
Vestidinho de estamenha,
A quem Deus quer ajudar
O vento lhe ajunta a lenha

14/08/2006

Dá-me uma gotinha de água

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Fui à fonte beber água
Ao rio para te falar,
Nem na fonte nem no rio
Nunca te pude encontrar.

Dá-me uma gotinha de água
Dessa que eu oiço correr,
Entre pedras e pedrinhas

Alguma gota há-de haver.

Alguma gota há-de haver
Quero molhar a garganta,
Quero cantar como a rola
Como a
rola ninguém canta.

Fui à
fonte beber água
Achei um raminho verde,
Quem o perdeu tinha amores
Quem o achou tinha sede.

(Mais modinhas aqui)

09/07/2006

Rosas para Santa Isabel # 1

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«Ó minha Rainha Santa
Coração das boas obras;
Para matar a fome aos pobres
O pão transformaste em rosas. »

Nesta quadra- patente numa das imagens (1ª foto) de Santa Isabel que enfeitam em arranjos floridos dezenas de montras das lojas da cidade de Coimbra- invoca-se o mais popular dos milagres* atribuído à Rainha Santa, cantado e contado popular e eruditamente vezes sem conta.



Montras em Coimbra invocando a Rainha Santa Isabel e o Milagre da Rosas
Fotos: manueladlramos- Julho de 2006 - clicar nas imagens para aumentar
Rosas com rosas se pagam, e esta flor reina com a Santa por toda a cidade, adornando inúmeras pequenas esculturas, pinturas e fotografias- a maioria das quais reproduz a estátua de Santa Isabel, da autoria de Teixeira Lopes (encomendada ao escultor pela Rainha D. Amélia). Esta figura da venerada Rainha Santa é o centro de muita atenção e de sentidas devoções, no alto do pesadíssimo andor enfeitado com cerca de 1500 rosas, que hoje, a partir das 18 horas, percorre de novo em procissão as ruas da cidade, regressando ao Convento de Santa-Clara-a Nova (ver foto panorâmica) de onde saíu com igual pompa e circunstância na passada quinta-feira, 6 de Julho.
Uma digníssima e comovente homenagem que de dois em dois anos é prestada àquela que ainda em vida já chamavam Santa, e que, depois de morta, se tornou padroeira da Coimbra, protectora de Portugal, mensageira da Paz.
*Que antes dela, segundo a tradição, também outras santas tenham transformado a sua dádiva de caridade em flores- nomeadamente Santa Isabel da Húngria (1207-1231), por sinal tia avó de Isabel de Aragão (1271- 1336), Santa Cassilda de Toledo (? ca.1107) e Santa Godelieva (1045-1070) (cf. fonte)- não afecta minimamente a extraordinária onda de devoção pela "Rainha Santa", nem o invulgar rol de atributos desta dona e grande senhora da Idade Média.

Ler Unidos na devoção; Uma Rainha aclamada em fé (n'O Primeiro de Janeiro)
Ver
Fotos da Procissão e da Rainha Santa (in Passear por Coimbra)

E ainda:
Rainha Isabel's Roses (no mt. especial Human Flower Project) ;
e
Estórias Curiosas - IV (Milagre das Rosas) (no histórias e sabores)

25/06/2006

Manjericos

... nas árvores

Manjerico -um dos símbolos do S. João

Oh! a raiva com que eu fico
Desse teu jeito de acaso.
Olhar preso ao manjerico
Mãos em festinhas ao vaso.

Por eu ser pobre e tu rico,
Não julgues que o mundo é teu:
Se tu tens o manjerico
Quem tem o vaso sou eu.

Quadras que ficaram respectivamente em 5º e 8º lugar na 78ª edição do Concurso deste ano promovido pelo Jonal de Notícias (ver Quadras de S. João- sobre este concurso no Fonte das Virtudes).

A ler: A excelência de uma invenção - Entrevista a Helder Pacheco sobre o S. João no Porto
(por Maria José Guedes n' O Primeiro de Janeiro)
«Todas as tradições são, afinal, invenções que se repetem ao longo dos tempos, e o S. João não é excepção. A festa das festas da cidade do Porto que continua a mobilizar milhares de pessoas nasceu, conta Fernão Lopes, nos finais do séc. XIV, quando D. João I visitou a Invicta, no dia de S. João, e a cidade, toda ela se engalanou...»

15/05/2006

Cancioneiro - cerejas

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Meu amor, se queres cerejas,
Apega-te à cerejeira...
Vai comendo e vai botando,
Vai metendo para a algibeira. *


Não é por falta de cerejeiras que aqui na cidade ficamos sem as provar: já por cá se encontram à venda. Este último fim-de-semana, na Feira de Produtos Biológicos do Parque da Cidade, davam-nas a provar (e a vender também, claro). Deliciosas! Também gostei do elixir de sabugueiro, do elixir de pétalas de rosa, dos bolinhos de alfarroba... e, mais uma vez, esqueci -me de comprar o licor de limonete .

*Cancioneiro de Entre Douro e Mondego, Arlindo de Sousa (Livraria Bertrand, 1944)

29/04/2006

Cancioneiro popular - árvore de Jessé

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A arbre de Jassé *
Cada ramo tem seu rei,
Soi'la mãe do meu amor,
No jardim vos prantarei.


*«Árvore de Jessé: representação iconográfica da genealogia de Jesus, de origem medieval [...] Jessé (ou Isai) pai de David, aparece geralmente deitado. Na cabeça ou no tronco, estão inseridas as raízes de uma árvore de cujos ramos saiem os reis de Judá, e por vezes os Profetas. Ao cimo, Jesus, ou Maria com o Menino nos braços.» (Silva, A. da- "Árvore". Rel.. In Verbo: enciclopédia luso-brasileira de cultura. Lisboa : Verbo, D.L. 1992)

A propósito sugere-se a visita da magnífica árvore de Jessé em talha dourada (séc. XVII/XVIII) do retábulo de Nossa Senhora da Conceição, na Igreja de S. Francisco, no Porto.

12/02/2006

Cancioneiro popular -freixo

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Deixa-m' ir, que vou com pressa
Ao freixo tirar um ninho.
Está o freixo a quebrar
C'o peso do passarinho.

Quando o sol chegar a dar
Na c'roa do alto freixo
Então saberás amor
A razão por qu'eu te deixo.

Cancioneiro Popular de Vila-Real, Augusto C. Pires de Lima (CPVR/APL)
Edição Maranus, 1928


Foto: freixo- Rua António Cardoso-Porto, Janeiro 2006

12/11/2005

Cancioneiro popular -castanheiro

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A folha do castinheiro
Rendilhada como a renda...
Diga-me, ó minha menina,
P'ra quem anda de encomenda?
(S. Tomé de Covelas, c. de Baião) II-339

Prometi-te uma castanha,
Se a der o castinheiro;
Prometi-te de ser tua,
Não vindo outro primeiro.
(Lajeosa do Mondego, c. de Celorico da Beira) II-367

(in José Leite de Vasconcelos, Cancioneiro Popular Português. Coimbra : Universidade, 1975)

23/10/2005

Cancioneiro popular - noz

«A nogueira é de segredo,
Tem no segredo na noz;
Vós chamais-me doido, doido,
Eu endoideço por vós.
»

08/09/2005

Cancioneiro popular - pinhões

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«Se me queres ouvir cantar
Madrugada e serões,
Vai ao lugar dos Barreiros
À britada dos pinhões.»
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02/08/2005

Cancioneiro popular- alfarroba

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«Sou da serra, sou serrenho,
Vendo carne às arrobas,
Não sou como vocês,
Que só comem alfarrobas.»


(sugestão: Doçaria com alfarroba )
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26/07/2005

Cancioneiro popular - peras

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«Eu gosto muito de peras
Sendo elas cabaçais
Gosto do nome de António
De Joaquim muito mais.

Eu gosto muito de peras
Sendo elas de Amorim.
Gosto do nome de António
Muito mais de Joaquim.

Pereira, dá-me uma pêra.
Ó silva, dá-me uma amora...
Meu amor, dá-me um abraço,
Que me quero ir embora.»

Cancioneiro popular -pêra ; Peras vingues
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23/07/2005

Cancioneiro popular - pinheiro # 2

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Praia de S. Rafael ao fim do dia (Agosto 2003)
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«Alto pinheiro ramudo,
Na ponta pinhas de prata;
Ter amores não me custa,
Deixá-los é que me mata.»
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02/07/2005

Cancioneiro popular - castanheiro

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Já repararam como os castanheiros estão em flor?


O castanho dá castanhas,
Que eu já lhe vi as candeias;
O dia que te não vejo
Foge-me o sangue das veias!

* candeias: designação popular das flores dos castanheiros
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24/06/2005

Quadras de S. João

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Ó Anjo da minha guarda
Quem vos varreu o terreiro?
As cachopas de Alpedrinha
C'um raminho de loureiro.

S. João adormeceu
Debaixo da laranjeira,
Cobriu-se todo de flores,
S. João que bem que cheira.

Na noite de S.João
Vou fazer uma fogueira
Com folhas de verde louro
Com rosmaninho que cheira.

Hei-de deixar ao relento
Uma folha de figueira
Se S. João a orvalhar
Hei-de encontrar quem me queira.

in Velhas Canções e Romances Populares Portugueses
de Pedro Fernandes Thomás, Coimbra: F. França Amado Editor, 1913

21/06/2005

«Meu coração é um tanque
Cheio de água, mete medo:
Abre-te meu coração
Vai regar o arvoredo.»

Para os amigos do Sargaçal que hoje esteve a arder (ainda estará?)