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28/05/2007

"Every breath you take..."

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Se me pedissem para escolher uma árvore, uma apenas, a que mais me importa e a de que mais gosto, não hesitava, claro. É este liquidâmbar que vi crescer e me entra por assim dizer pela casa, agora que subiu e ultrapassou a altura do terceiro andar onde vivo. Gosto dele de todas as maneiras, em todas as estações, em todas as alturas do dia e da noite: com folhas e sem elas, ao sol, à chuva e em dias de ventania. Sim, gosto particularmente dele quando o vento o envolve e o balanceia, fazendo-o ramalhar (YouTube) .

Ultimamente, não me sai da cabeça a canção do Sting e ando a tentar adaptar-lhe a letra. Não é muito original e fica até um pouco ridículo. But who cares? Não foi o poeta que disse que todas as canções de amor são ridículas (ou qualquer coisa do género)?

Every leaf you take
Every move you make
Every branch you break
Every colour you take
I'll be watching you

Every single day
...
Fotos: Quanto cresce uma árvore em vinte anos? Primavera 1986; Outono 2003; Inverno 2004; Primavera 2005

É com este post que, seguindo a sugestão do Jardinando sem parar resolvi participar na 12ª edição do The Festival of the Trees , este mês acolhida pelo arboreality.

17/03/2007

Abotoando

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Liquidâmbar a florir em frente à minha varanda

Começaram a brotar há cerca de dez dias: de início parecem umas pequenas gotas brilhantes, uns simples pontos de luz cativando o olhar... Mas como não choveu e o sol vai bem alto, a hipótese de serem vestígios de chuva ou de orvalho é rapidamente posta de lado. Em breve, com o seu afilar e a progressiva transformação em pequenas candeias douradas, confirma-se a expectativa: o liquidâmbar está de novo a abotoar, e os pontos de luz mais não eram do que os gomos das suas flores.

São sempre estas que rebentam primeiro: no mesmo raminho encontramos um cacho erecto de inflorescências masculinas, na base do qual pende uma esferazita esverdeada, um pouco mais clara, constituída pelas flores femininas, agrupadas num capítulo globoso. Só depois surgem as folhas, fazendo com que toda a árvore pareça enfeitada com uns "laçarotes".

Estas flores, nuas, desprovidas de pétalas vistosas, nos manuais e sites da especialidade, são por vezes desdenhadas do ponto de vista ornamental e consideradas "sem interesse". Realmente podem passar despercebidas, sobretudo para quem não sabe (bem diz o velho aforismo que quem não sabe é como quem não vê). Em frente à minha varanda, é um dos espectáculos mais interessantes que me é dado contemplar e ainda agora começou!

Outros apontadores:

  • Imagens legendadas das flores do liquidâmbar (Dep. de Botânica da Universidade de Wisconsin-Madison.
  • Descrição e belíssimas fotos das flores (no Flickr, autoria de Ken King)
  • Liquidâmbares no Dias com árvores.
  • 27/02/2005

    Fascínio por a(r)v(or)es

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    fotos: mdlramos 0502
    A fala grosseira dos humanos que discutiam à porta do café não me deixou distinguir os pipilados e chilreados dos pardais, e não pude por isso confirmar se eram uns simples "chilp chev chilp chelp churp" (caso do pardal~Passer domesticus), ou se variantes com "chili-chili-chili" (pardal-espanhol ~ Passer hispanoliensis), "tsu-witt" (pardal-montês~ Passer montanus) ou "trirp-trirp-trirp-trirp" e "chilp chilp chrirp chilp" (pardal do Levante~Passer moabiticus); palpita-me no entanto que se tratam de pardais "tout-court" pois a certa altura pareceu-me ouvir um irritado "matraqueado típico "cher'r'r'r'r " (sic* ;-)
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    Do que não resta a menor dúvida é que os liquidâmbares estão todos a abotoar.
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    * Cf. Guia de Aves ; SPEA
    ...Ouvir Passer domesticus in Animal Diversity Web (ADW) (University of Michigan)

    29/01/2005

    Da minha janela # 1

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    Da minha janela, onde pouso os olhos? No céu azul, nas árvores sem folhas,
    nas ovelhas a pastar, na laranjeira brilhando ao sol, na japoneira, no lençol branco...

    Fotos: mdlramos 0501
    Ramalde rural vai aos poucos desaparecendo -o cerco aperta! Nesta zona, apenas restam dois casais de lavradores, velhotes (mas q já descobriram q. os cd-roms são óptimos para espantar pardais ;-).
    Nos parágrafos dedicados ao habitat e urbanismo do site da Junta de Freguesia de Ramalde pode ler-se o seguinte: «A habitação social marca profundamente a ocupação na freguesia de Ramalde que se organiza fundamentalmente a partir da década de 60. Em contrapartida, e sem explicação, embora tenha sido Ramalde um território rural, parece não ter havido então a preocupação de criar espaços verdes. Na realidade, em toda a freguesia apenas existe uma zona de lazer e que não é pública. Trata-se do parque de campismo da cidade, ou parque da Prelada, que ocupa a quinta que pertenceu ao antigo solar dos Senhores da Prelada(...).
    A par deste tipo de habitação, aparecem as áreas residenciais de luxo (...) »
    Essa ausência de "preocupação de criar espaços verdes" parece continuar, assim como prossegue a urbanização desenfreada, como não poderia deixar de ser. Já não falando em grandes zonas verdes, nem sequer em médios jardins públicos, o que seria tb desejável e possível era que nas pequenas zonas ajardinadas existentes se colocassem bancos (de jardim de preferência com costas ;-) e que se ajardinassem os espaços tipo baldio que abundam nas zonas de habitação social.
    Bem, mas eu só tinha vindo à janela...

    20/12/2004

    Japoneira na horta, camélias nas couves


    Foto: mdlr 0412- Ramalde (Porto)
    Por cá, não é só em jardins requintados que há japoneiras -também as vemos em quintaizitos remendados, como este, sobrevivendo em Ramalde.
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