23.3.05

"Será de ficarmos calados?"

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A opinião de Teresa Andresen, arquitecta paisagista, sobre o projecto para a Avenida dos Aliados:
«(...) No domínio de novos espaços públicos, ditos verdes, se exceptuarmos o Parque da Cidade, Sobreiras, Pasteleira (recuso-me a incluir a alameda de Cartes, a negação do desenho urbano e da compreensão da vivência do espaço público!) pouco mais se terá feito nos tempos recentes. Privilegiou-se "redesenhar" espaços estabilizados na malha urbana com carga patrimonial -cultural/natural - apropriados pelo imaginário colectivo, ignorando que a defesa do património diz respeito a todos.

Será de ficarmos calados? Mesmo quando, como no caso da Praça e da Avenida, a Câmara do Porto usa a autoridade de dois consagrados nomes da arquitectura para manter-nos calados? Ora isto não pode estar bem! Eis a minha mágoa e a minha indignação!»

Ler texto completo nos comentários de "Sizentismo"
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6 comentários :

Anónimo disse...

"Quem não se sente não é filho de boa gente!"

Ana C. disse...

Concordo tanto que até escrevi um texto sobre o assunto. Está no mey blog, se tiver curiosidade.

Ana C. disse...

Onde se prova que percebo imenso disto. O endereço do dito blog é
http://armadedistraccaomassica.blogspot.com/

manueladlramos disse...

Obrigada pelo comentário. Como sou curiosa por natureza ;-) fui ler o que tinha escrito. Achei bastante oportuno ter referido o perigo (para só mencionar esse aspecto) que poderá vir a constituir o tal "espelho de água"! Esperemos que haja coragem política para exigir a remodelação do projecto já que vai ter que passar pela votação no executivo da Câmara.

João Vale Serrano disse...

Não é de ficar calados, não! Trata-se de um assassínio. O cadáver até pode ficar bonitinho, como conseguem fazer as boas Funerárias, mas vai ser uma Avenida sem história, sem idade, sem carácter, sem vida. Siza Vieira (e Souto de Moura idem) pode ser um génio endeusado para os seus correligionários e para um certo séquito de adoradores, mas, para a maioria dos cidadãos comuns é um fulano que ignora, soberbamente, a realidade, a história, a tradição, a ética, toda uma estética consensual, a Natureza e, principalmente, os outros. Nunca gostei dele, na generalidade. E acho que quem gosta é por novo-riquismo intelectual...

manueladlramos disse...

Pois! "..quem gosta é por novo-riquismo intelectual..." e para além desses quem não se manifesta contra é por receio! Acredita? Pois é verdade! Receio de se não mostrar na moda, receio de que o seu nome venha associado a uma opinião contrária, receio de poder sofrer represálias de ordem diversa. Inacreditável! Tenho encontrado de tudo! Mas o cidadão comum, o zé e a maria, sente-se ofendido, desrespeitado e considera este projecto uma afronta, um descaramento, um esbanjamento, e nao o quer!
Tão simples como isso.